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26 agosto 2008

Aonde está o PIG com a manchete?

Aonde está o PIG com a manchete?

Para quem publicou na primeira página que o monstro da inflação tinha aberto os olhos, credibilidade ZERO.


Alimentos têm deflação e IPC-S é o menor desde março
Tomate e batata lideraram queda do indicador
Transportes e vestuário também contribuíram


A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) voltou a recuar na terceira semana de agosto. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador ficou em 0,24%, ante 0,34% na pesquisa anterior. A taxa é a menor desde a terceira semana de março de 2008, quando o índice registrou variação de 0,23%.

A queda do indicador foi puxada pelo aprofundamento da deflação nos itens de alimentação, que ficaram, em média, 0,45% mais baratos – na menor taxa desde julho de 2006. Na semana anterior, a taxa do grupo foi de –0,06%.

Os principais destaques vieram de hortaliças e legumes (de -4,99% para -7,08%), carnes bovinas (de 0,24% para -0,41%), laticínios (de -0,53% para -0,84%) e óleos e gorduras (de -0,39% para -0,86%).

As maiores influências de baixa sobre o IPC-S também vieram dos alimentos. O preço do tomate recuou 27,22%, enquanto o da batata-inglesa caiu 8,17%. Já o leite longa vida ficou em média 1,98% mais barato.

Outros grupos
Também registraram recuos em suas taxas de variação na passagem da segunda para a terceira semana de agosto, contribuindo para a desaceleração do IPC-S, os grupos transportes (de 0,23% para 0,18%), vestuário (de -0,23% para -0,27%) e educação, leitura e recreação (de 0,09% para 0,06%). Nessas classes de despesa, destaque para o comportamento dos itens gasolina (de 0,25% para 0,14%), roupas (de -0,51% para -0,74%) e passeios e férias (de 0,70% para 0,36%).



Pãozinho fica mais barato no Sul do país
Em Fortaleza, Porto Alegre e Belém, o preço também caiu
Em São Paulo, o sindicato prevê queda para esta semana



Há três meses, o governo isentou o trigo importado de alguns impostos, porque queria forçar a queda no preço do pãozinho. Em algumas regiões, a medida ainda não fez efeito. Mas, no Sul do Brasil, o consumidor se surpreendeu.

No Paraná, o preço do pão francês caiu em média 5%. O quilo que era vendido a R$ 6,40 está R$ 0,30 mais barato em uma padaria de Curitiba. Em uma outra, baixou de R$ 6,95 para R$ 6,60.

Não é promoção: é conseqüência da queda no preço do trigo. Em maio, o governo suspendeu a cobrança de três impostos de importação. Só no final de agosto, é que o pãozinho começa a ficar mais barato.

“Eu acho que o governo cumpriu a parte dele, baixando os impostos. Os moinhos cumpriram a dele, baixando a farinha. Essa farinha baixou para o panificador. O panificador, então, nada mais justo, do que baixar o preço do pão para o consumidor”, explica Joaquim Canela, presidente do Sindipan do Paraná.

Outros locais

Em Fortaleza, Porto Alegre e Belém, o preço também caiu. Em São Paulo, o sindicato da indústria de panificação prevê queda para esta semana. Em Belo Horizonte, ainda não houve mudança.

O pão francês só não fica mais barato, segundo os donos de padaria, porque subiram o aluguel, a energia elétrica e os salários dos funcionários. Assim mesmo, eles acreditam que a queda no preço provoque um aumento nas vendas.

Fonte: O globo (mas não adianta tentar ver na primeira página)


11 agosto 2008

Bolsa Família fez a sua parte para alguns beneficiários

Bolsa Família fez a sua parte para alguns beneficiários




Para quem dizia que o bolsa família iria tornar-se num instrumento de vagabundagem, está aí os primeiros números de desligamento. A justificativa não poderia ser melhor. Mostra que o pobre, tem humildade, tem cidadania. Bem diferente da MAIORIA da nossa alta classe. Esse é o povo brasileiro que quero defender, o povo que faz o Brasil ser maior, o que faz a diferença. O resto são os daniels dantas e gilmares mendes da vida, que não valem nem o chão que o nosso povo brasileiro pisa.


Bolsa Família tem 60.165 desligamentos voluntários

Uma estatística do Ministério do Desenvolvimento Social - o quartel-general do Bolsa Família que atende 11,2 milhões de famílias, distribuídas por todos os municípios brasileiros - recém-atualizada mostra que desde a criação do programa, em 2004, um total de 60.165 famílias pediram voluntariamente seu desligamento. "Isso mostra que as pessoas pobres não estão se acomodando", diz o ministro Patrus Ananias. "Em todos esses casos, as famílias tomaram a iniciativa."
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Mais da metade dos pedidos - 34.185 - veio das Regiões Sul e Sudeste do País. E na maior parte das vezes a justificativa foi o aumento na renda das famílias. À primeira vista, a devolução dos cartões revela um sentimento de cidadania entre os pobres beneficiados, além de indicar que o programa tem portas de saída. Mas não é só. Existem fortes indicadores de que esse movimento está ligado a outra questão: o aprimoramento do cadastro único do governo federal, que reúne as informações dos programas sociais.

Quem chama a atenção para o fato é o economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Diante da estatística, ele comenta: "Sei que o pobre brasileiro é muito humilde e já soube de casos exemplares de pessoas que devolveram o cartão. Mas esse número, de 60 mil devoluções, aponta um grau espetacular de civilidade. É surpreendente." Em seguida ele observa que, com o auxílio da informática, o cadastro único vem se transformando num mapa cada vez mais preciso da pobreza, com informações sobre renda, consumo, registros de emprego formal, educação, saúde, alimentação, mudança de endereço. "Isso melhorou muito a capacidade de gestão social no País", diz Neri.

A análise é partilhada por Rosani Cunha, que dirige a Secretaria Nacional de Renda e Cidadania. Ela diz que desde junho de 2006 o Bolsa-Família reúne um conjunto aproximado de 11 milhões de famílias. Isso não significa, no entanto, que esteja parado: "Nesse período, já saíram quase 2,7 milhões de famílias. Tem de tudo aí: desde as que saem por vontade própria às que são localizadas em auditorias. As prefeituras estão cada vez mais presentes no cotidiano dessas famílias. Podem detectar qualquer mudança e ir atrás."

Fonte por milagre: O Estado de São Paulo