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08 agosto 2010

Meu repúdio ao Sr. Jair Bolsanaro

E nos que defendemos os Direitos Humanos, somos taxados de traficantes, ladrões e mais variados adjetivos que se começar a inúmera-los vai ficar longo.
E quem defende nós???
Essa imprensa é a que merecemos???
Que defendem pessoas que não se preocupam com nada além do seu próprio umbigo.

Leiam aqui no Blog Comunicatudo

31 julho 2010

E o Picolé de Chuchu continua recebendo ajuda

Eu não consigo aceitar que os paulistas continuem a colocar o estado mais rico do Brasil nas mãos dos que não fazem NADA pela população.
Paulistas acordem!!!


Extraído do Viomundo do Azenha, a partir do blog do Jorge Furtado.

Amigo navegante, leia o Furtado até o fim e veja do que o PiG (*) é capaz: Mercadante tomar cachaça “51” no café da manhã.

Jorge Furtado: Novo padrão de manipulação de O Globo

Novo padrão de manipulação jornalística

por Jorge Furtado em 29 de julho de 2010, em seu blog

Nestes sete anos e meio de governo Lula eu já tinha visto todo tipo de manipulação da imprensa a favor dos tucanos e contra o governo petista, mas o jornal O Globo de hoje desce mais um degrau rumo ao fundo do poço da credibilidade jornalística: numa matéria sobre declarações de Aloizio Mercadante o jornal simplesmente usou a resposta a uma pergunta, feita por um jornalista sobre um determinado assunto, como resposta a outra pergunta, de outro jornalista, sobre outro assunto! Parece absurdo demais, mas é a verdade.

Continue lendo aqui: Conversa Afiada

12 novembro 2008

Demolindo as matérias do Valor Econômico pró-Serra desta segunda, 10/11/2008

Demolindo as matérias do Valor Econômico pró-Serra desta segunda, 10/11/2008

Seguem abaixo duas matérias publicadas pelo Valor Econômico (cadernos Brasil e A) desta segunda-feira,10/11/2008, respaldando a candidatura Serra para 2010, comportamento este assumido por quase a totalidade da mídia brasileira.
São precedidas de uma análise do companheiro Eduardo Marques, da assessoria econômica da Liderança do PT na Assembléia paulista, que contesta os números citados pelo jornal.

Caros amigos (as):

Realmente a tal convergência de opiniões da mídia nativa está se dando rapidamente em torno de Serra. "Não querem cometer os erros de 2006".
Os números apresentados pela matéria do Valor Econômico não batem de forma alguma.
Além do fato de que o PAC não se resume apenas a investimentos do Orçamento da União, a comparação feita pelo Jornal, provavelmente, acrescenta os recursos investidos pelas empresas estatais paulistas (Metrô/CDHU/Sabesp), mas não inclui os investimentos das empresas estatais federais (Petrobrás/Eletrobrás, etc.). Desde já destacamos que o Sistema de Gerenciamento do Orçamento do Estado não nos permite analisar os investimentos efetuados pelas estatais paulistas. Como todas elas, com exceção da Sabesp, dependem dos repasses do Tesouro Paulista (através das inversões financeiras), os valores não podem diferir muito do quadro comparativo abaixo apresentado.

Neste caso, estamos utilizando as mesmas bases comparativas, com os seguintes parâmetros:
a) valores obtidos nos relatórios do Segundo Quadrimestre da LRF (até agosto de 2008), bem como coerentes com o SIAF (Federal) e o SIGEO (Estadual);
b) valores apenas constantes dos Orçamentos Diretos da União e do Estado de SP;
c) investimentos considerados = investimentos diretos + inversões financeiras;

Conforme veremos, os recursos executados em 2008 não são aqueles apresentados pela matéria do jornal. Os valores empenhados no PAC (sem as empresas estatais federais) é superior aos recursos empenhados pelo Governo Estadual. O percentual dos investimentos liquidados pelo Governo Federal, em relação às despesas totais, também é superior aos valores liquidados pelo Governo Estadual.


Eduardo Marques
assessoria de finanças e orçamento - Liderança do PT na ALESP

valores publicados no Relatório da LRF (2o. Quadrimestre 2008) - (em mil R$)

(1) investimentos + inversões financeiras

Governo Federal
empenhado até ago/2008 = 50.738.448
liquidado até ago/2008 = 29.791.743


PAC (apenas orçamento direto da União)*
empenhado até ago/2008 = 10.367.095
liquidado até ago/2008 = 2.196.497

Governo Estadual
empenhado até ago/2008 = 6.423.602
liquidado até ago/2008 = 3.324.255

(2) despesas totais (em mil R$)

Governo Federal
empenhado até ago/2008 = 777.290.106
liquidado até ago/2008 = 534.418.547

Governo Estadual
empenhado até ago/2008 = 75.429.158
liquidado até ago/2008 = 65.739.712

% (1) / (2)

Governo Federal
empenhado até ago/2008 = 6,53%
liquidado até ago/2008 = 5,57%

Governo Estadual
empenhado até ago/2008 =
8,52%
liquidado até ago/2008 = 5,06%

* sem considerar o orçamento-investimento das empresas estatais (Petrobrás / Eletrobrás) - valores do SIAF, obtidos no sistema SIGA do Senado Federal

1ª matéria - caderno Brasil
Valor Econômico - 10/11/2008, segunda

De olho em 2010, Serra investe mais que o PAC

Cristiano Romero, de Brasília

Com uma gestão fiscal agressiva, que combina forte elevação de receitas, sem aumento de impostos, e rígido controle de despesas, o governador José Serra (PSDB) está investindo, em São Paulo, mais do que o governo federal em todo o país com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No ano passado, o governo paulista investiu R$ 9 bilhões, face a R$ 8 bilhões gastos efetivamente pela União com o PAC. Neste ano, está desembolsando R$ 12,7 bilhões - até outubro, segundo dados oficiais, o governo federal havia liberado apenas R$ 8,2 bilhões para seu programa prioritário.
Quando assumiu o cargo, em janeiro de 2007, Serra constatou que São Paulo tinha capacidade limitada de investimento - algo entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano em recursos do orçamento fiscal, ou seja, sem levar em conta o dinheiro das estatais. Por essa razão, o governador procurou rapidamente criar fontes alternativas. Em menos de dois anos, obteve R$ 17,7 bilhões adicionais a partir de cinco medidas específicas.
A primeira delas foi a venda à Nossa Caixa , por R$ 2 bilhões, da folha de pagamento do funcionalismo estadual. Depois, aproveitando-se do fato de ter herdado do antecessor, Geraldo Alckmin (PSDB), as contas do Estado em ordem, Serra solicitou ao Ministério da Fazenda autorização para tomar R$ 6,7 bilhões em novos empréstimos. A Fazenda e o Senado Federal aprovaram o pleito do Estado.
No fim do ano passado, o governo paulista engordou o caixa com mais R$ 2 bilhões ao licitar, em regime de concessão à iniciativa privada, o trecho Oeste do Rodoanel. No início deste ano, Serra pediu ao governo federal nova autorização para elevar o endividamento, dessa vez em R$ 3,5 bilhões. Novamente, a Fazenda, numa prova de que o governo Lula está cooperando com o adversário político, concordou com a solicitação, que, para entrar em vigor, depende agora da aprovação do Senado. Em conversas com assessores e amigos, Serra diz que é grato ao empenho e à correção do ministro Guido Mantega no atendimento a suas reivindicações.
Os recursos de São Paulo devem crescer nas próximas semanas e meses, com a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil , uma operação que poderá render quase R$ 5 bilhões ao governo paulista, dono de 71% do capital daquele banco estatal, e com a privatização da Companhia Energética de São Paulo ( Cesp ), medida que ainda depende de decisão do governo federal - como o prazo de concessão de duas usinas da estatal paulista expira em 2015, Serra solicitou prorrogação da licença, do contrário, não haverá interesse de investidores privados no negócio; como há 18 usinas e 37 distribuidoras de energia na mesma situação, o governo Lula decidiu estudar uma regra geral e encaminhá-la ao Congresso Nacional.
Outros recursos para investimento estão vindo da gestão do caixa do governo de São Paulo no dia-a-dia. Serra controla com mão-de-ferro os gastos com pessoal, que cresceram, de janeiro a agosto, apenas 1,7% em termos reais - essa postura tem lhe rendido inúmeras e ruidosas greves de funcionários, como a dos policiais civis, que terminou em conflito com a Polícia Militar.
A política salarial leva em conta os resultados de cada unidade gestora. "Na área de Educação, vamos avaliar não o processo, mas o resultado. As crianças estão aprendendo? Se estiverem, todos daquela unidade escolar serão remunerados com base em resultados", explicou, em entrevista ao Valor, o secretário estadual da Fazenda, Mauro Ricardo. "Não permitimos um descolamento em relação à despesa com pessoal e encargos sociais."
Em outra ponta, o governador aposta no aumento da arrecadação sem criar impostos ou elevar alíquotas (a receita tributária avançou, nos primeiros oito meses do ano, 13,5% acima da inflação) e coloca a máquina para gastar (a despesa corrente total subiu 7,2% no mesmo período, com destaque para os investimentos, que avançaram 11,6% em termos reais).
"Desde que assumimos, temos procurado ampliar as receitas e promover ações para redução de despesa, de tal maneira a criar um espaço importante para investimentos, em especial, em infra-estrutura", disse o secretário da Fazenda. "O governo de São Paulo tem que fazer a sua parte no crescimento do Estado. Focou em duas questões importantes para apoiar o desenvolvimento: infra-estrutura e qualificação da mão-de-obra", explicou o secretário de Planejamento, Francisco Luna.
Para reduzir as despesas, Serra cortou 15% dos cargos em comissão, gerando economia anual de R$ 77 milhões. Renegociou contratos, economizando, segundo Mauro Ricardo, mais de R$ 600 milhões. Além disso, instituiu a contribuição dos servidores para a previdência pública, obrigando ativos, inativos e pensionistas a pagarem 11% sobre seus vencimentos. Em seguida, criou a SPPrev, o instituto que vai administrar não só as aposentadorias dos funcionários do Poder Executivo, mas também as do Legislativo e do Judiciário estaduais. "Nem o governo federal fez isso, apesar de ter tomado a iniciativa de instituir a medida na Constituição", comparou o secretário.
Outro esforço feito para aumentar as receitas foi a realização de uma auditoria em toda a folha de pagamento, medida que reduziu em quase R$ 400 milhões os gastos do Estado com salários que vinham sendo pagos de forma indevida. A exemplo do governo federal, Serra tornou obrigatória a licitação por meio de pregão eletrônico, o que teria provocado, de acordo com Mauro Ricardo, redução de 28% nos preços negociados anteriormente.
Do lado da receita tributária, o governo estadual promoveu um amplo programa de parcelamento de débitos - R$ 8,4 bilhões já foram renegociados pelos contribuintes, gerando pagamento à vista ao tesouro estadual de R$ 1,1 bilhão. Além disso, Serra instituiu a Nota Fiscal Paulista, um programa inovador que permite aos consumidores receberem de volta 30% do ICMS pago na compra de mercadorias.
"Com esse programa, mantemos o controle do movimento econômico das empresas, combatendo, com isso, a sonegação no comércio varejista. O contribuinte vira parceiro do Estado no acompanhamento do recolhimento do imposto", comentou Mauro Ricardo. No mês passado, a Fazenda estadual fez a primeira devolução semestral, ao custo de R$ 270 milhões, para 13 milhões de pessoas, que escolheram onde receber o dinheiro (na conta bancária ou de poupança, na fatura do cartão de crédito ou como crédito para o pagamento do IPVA).
Além dessas medidas, o governo Serra lançou um programa de sorteio de prêmios, ao custo de R$ 1 milhão por mês, para estimular os contribuintes a cobrarem dos comerciantes o fornecimento de nota fiscal. Implantou também o regime de substituição tributária, sistema em que o imposto é pago na indústria, em 13 setores da economia. "A sonegação no varejo leva à sonegação em cadeia. Se o varejo emite nota, também não tem nota contra ele do atacadista nem da indústria", disse o titular da Fazenda estadual.
A contração de novas dívidas só foi possível graças à herança deixada pelo antecessor de Serra, que fez em seu mandato uma gestão fiscal austera. Em 2002, a relação entre dívida consolidada líquida e receita corrente líquida no Estado de São Paulo era de 2,27, acima, portanto, do teto estabelecido pelo Tesouro Nacional. Quando Serra assumiu, essa relação estava em 1,89. Em agosto deste ano, já havia caído para 1,63 - a tendência nos próximos meses é que ela suba, graças à alta da inflação medida pelo IGP-DI, o indexador das dívidas estaduais.
Mesmo aumentando os gastos correntes, puxados pelos investimentos, o governo estadual está numa situação confortável do ponto de vista do equilíbrio das contas públicas. A meta de superávit primário exigida pela União para São Paulo é de R$ 4,2 bilhões em 2008. Até agosto, a economia feita já havia chegado a R$ 17,1 bilhões. Amparado nesses números, o governo Serra ampliou em R$ 10,2 bilhões, em dois anos, a capacidade de endividamento do Estado.
"Quando assumimos, graças a uma boa gestão fiscal do governo anterior, identificamos que tínhamos limite suficiente para tomar R$ 6,7 bilhões em novos empréstimos. Concentramos os pedidos no Banco Mundial, no Banco Interamericano de Desenvolvimento, no Japan Bank for International Cooperation (JBIC) e no BNDES . Todos já foram negociados com as entidades internacionais e uma parcela grande dos recursos será usada no próximo ano", detalhou Luna.
A expectativa é investir R$ 18,2 bilhões apenas em 2009, 50% a mais do que está sendo aplicado neste ano. Segundo Mauro Ricardo, a ambição de Serra é elevar a participação dos investimentos nas despesas correntes para 12%. Em 2003, ela era de 4,73%. Em 2008, está chegando a 9,38% e, no ano que vem, se tudo der certo, atingirá 10,82%. Luna não acredita que a crise internacional vá prejudicar os planos de investimento, porque a maioria dos recursos virá de organismos internacionais.
"Sempre que se faz o orçamento, primeiro, colocam-se as despesas correntes, depois o que sobra é jogado para investimento. A partir deste ano, estamos fazendo o contrário. Agora temos metas de investimentos e a sobra vai para as despesas correntes", assegurou Mauro Ricardo.
Além de privatizar, por meio de concessões e alienação, o governo Serra está recorrendo a Parcerias Público-Privadas (PPPs) para tocar obras e projetos nos quais o setor privado não tem interesse. O primeiro projeto foi o da Linha 4 do Metrô. "O Estado constrói a linha e o setor privado compra os trens e opera", contou Luna.
Em Taiaçupeba, distrito de Mogi das Cruzes (SP), a Sabesp , a companhia estadual de água e esgoto, firmou PPP com uma empresa para explorar e produzir água, vendendo-a, por atacado, à própria estatal, por um preço pré-estabelecido. Até o fim do ano, o governo pretende lançar os editais, também por meio de PPP, para a reforma de trens antigos e a compra de novos vagões para a linha 8 (Diamante), da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Além disso, planeja o lançamento de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para a região da Baixada Santista.

2ª matéria - caderno A
Valor Econômico - 10/11/2008, segunda

Provável candidato à Presidência da República em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), trabalha obstinadamente para construir sua plataforma de campanha. Desde que chegou ao Palácio dos Bandeirantes, combina uma gestão fiscal agressiva, para elevar receitas e investimentos, com um rígido controle de despesas, que inclui o arrocho salarial do funcionalismo - origem de algumas greves de servidores.
Com essa política, Serra está investindo em São Paulo mais que o governo federal em todo o país com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que é coordenado pela ministra Dilma Rousseff (PT), sua provável adversária em 2010. No ano passado, o governo paulista investiu R$ 9 bilhões e o PAC, R$ 8 bilhões. Neste ano, desembolsou R$ 12,7 bilhões até outubro, enquanto o governo federal liberou apenas R$ 8,2 bilhões para seu programa prioritário.
Ao assumir o governo estadual em 2007, Serra constatou que São Paulo tinha capacidade limitada de investimento - entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano em recursos do orçamento, sem levar em conta o dinheiro das estatais. Por essa razão, procurou rapidamente criar fontes alternativas. Em menos de dois anos, obteve R$ 17,7 bilhões adicionais. Com isso, está elevando em 135%, de R$ 5,9 bilhões para R$ 13,9 bilhões, a média anual de investimento do Estado no período entre 2007 e 2010, quando se consideram inclusive os dispêndios das estatais.
Entre janeiro e agosto, a receita tributária do Estado cresceu 13,5% em termos reais e os gastos correntes avançaram 7,2%, enquanto a despesa com salários e encargos sociais aumentou apenas 1,7%.
Para obter mais recursos, Serra desinterditou o debate das privatizações, rejeitado por seu próprio partido desde a campanha presidencial de Geraldo Alckmin em 2006. Fez concessões à iniciativa privada e reforçou os recursos para investimento. Sua batalha atual é pela venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, com a qual espera arrecadar R$ 5 bilhões para novos investimentos. E também briga para conseguir no governo federal condições para vender a Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

Comentário Vera: Eu queria que o Jornal ou alguém pudesse me informar aonde o Serra gastou os 9 Bilhões...... Alguém viu???? Alguém teve noticia? A única coisa que sei, e que vou ter que encarar quase o dobro do Pedágio, quando sair de Bauru pela Marechal Rondon para ir visitar minha família em São Paulo, graças a mais umas privatizações.
E isso porque ainda falta vir o investimento DEM/TUCANO, com a implantação do pedágio nas Marginais ou alguém tem dúvida que isso não vai ocorrer?


09 novembro 2008

O PIG SÓ PERDEU EM CASA....OU PERDEU A CASA?

O PIG SÓ PERDEU EM CASA
OU PERDEU A CASA?

Raul Longo

Não faz muito o Reinaldo, ou Reginaldo (nunca consigo memorizar o nome dessa gente) gritou ao mundo seu amor e paixão pelo John MacCain.

Gritou ao mundo é força de expressão, pois o moço é editor da Veja e pouca gente no mundo ainda lê esse troço. Mas, enfim, gritou. Num orgasmo incontido.

Explicável! E pra quem observa melhor, nem seria preciso saber ler nas entrelinhas para perceber que mesmo não assumindo com tamanha histeria, todo o PIG torcia fragorosamente pela derrota do “negão”, desde quando ainda concorria com a loira Clinton. Só nos últimos tempos, com a guinada de seus colegas patrícios, é que correram atrás do prejuízo e saíram obameando.

Daí pra frente, o Obama se tornou o Anunciado, o novo Messias, tal qual se o prega hoje, inclusive aqui nas filiais do PIG.

A verdadeira nacionalidade do PIG se definiu lá no início da década de 50, quando Carlos Lacerda naturalizou-se como defensor dos interesses pátrios do decantado, Estados Unidos da América. Foi aí, e por Lacerda -- o mestre do entreguismo nacional evocado às vésperas do pleito presidencial de 2006 por Fernando Henrique Cardoso -- que se fundou o indigitado Partido da Imprensa Golpista, sem dúvida o mais poderoso organismo de manutenção do colonialismo que os Estados Unidos instalou no Brasil.

E de lá o PIG vem combatendo todos governos democraticamente eleitos, como fez com o do Juscelino Kubistchek e o do João Goulart. E apoiando ditaduras, condicionando Collores de Melo. Atualmente dedica-se em acobertar escândalos de corrupção dos governos do PSDB, como o da Yeda Cruzes (põe cruzes nisso!), e outros de correligionários do entreguismo de FHC que dizia que esse negócio de neo-liberalismo era mero nhém-nhém-nhém. Mas neo-liberalizou a torto e a direito, com a Petrobrax já na boca do caixa, e a Vale do Rio Doce privatizada na bacia das almas por um 1/3 do seu faturamento anual.

Claro! O PIG não tem porque defender os interesses brasileiros, pois evidente que cidadãos como Boris Casoy, Diogo Mainardi, Dora Kramer e outros foram naturalizados aos interesses estadunidenses há tantos anos que não podem ter noção da possibilidade de outra nacionalidade. Seguem piedosamente o velho raciocínio de que só é bom para o resto do mundo o que for bom para os Estados Unidos.

Mas segundo Nelson Jobim e Gilmar Mendes o Brasil tem de olhar pra frente e esquecer a sujeira debaixo do tapete. A questão é: com o desacerto e desastre do neo-liberalismo, reconhecido até por seus mentores como o ex-presidente do Banco Central estadunidense num recente mea-culpa, pra onde vai olhar o PIG?

Só se mais uma vez o fizer através de si mesmos, pois o PIG é o próprio tapete.

Nisso de apoiar fracassos e depois fazer de conta que nunca tiveram qualquer relação com o fracassado, é próprio do PIG. Compreensível. Afinal não têm nada mesmo a ver com os insucessos administrativos de fora de seu próprio país.

Mas e agora que especialistas como Miriam Leitão ou Sardemberg quebram a cara lá na casa deles mesmos?

Também farão um mea-culpa? Serão tão ácidos com o neo-liberalismo que tanto defenderam, como o foram ao prever o completo desastre da economia do governo Lula?

A crise internacional desmascarou as reduções de juros promovidas pelo presidente deles, o George W. Bush. E como é que vão se virar para justificar a crítica a política econômica do governo brasileiro para conter a inflação através da taxa Selic, se a queda de juros que tanto defenderam, além de promover concentração de renda e fomentar a pobreza no país mais rico do mundo, quebrou toda a economia internacional criando créditos podres?

É uma situação bem apertada essa do Arnaldo Jabour, do William Wack, do Cony e outros quantos, e que me perdoem se erro na grafia dos nomes de alguns, pois são tantos que se foram numa só cambulhada e nem mesmo conseguiria lembrar de todos.

Quê vergonha, não?

Mas tudo bem. Não é a primeira, nem será a última vez, e Hommer Simpsons -- como William Bonner diz considerar seus espectadores -- nunca faltarão para ler Vejas, assistir Globos, folhear Épocas e deglutir Folhas.

Não foi assim com a Zélia Cardoso de Melo que numa noite afirmou que aplicaria seu dinheiro na poupança, e no dia seguinte garfou a grana toda da classe média? Nem por isso a classe média deixou de apoiar o governo Collor!

Só deixou, quando Collor não interessou mais ao seu próprio criador: o PIG.

Depois a classe média sai citando o Pelé, dizendo que é o povo quem não sabe votar. E continua acreditando na besteiras da Eliane Catanhade, do Clovis Rossi, Danuza Leão e toda a turma dos ditos intelectuaus da mídia, os analistas econômicos, os cientistas políticos que tanto arrotam sabedorias apostando num cow-boy aloprado, e sendo desmoralizados por um nordestino operário.

Que vergonha!

Nem seria tanta se ao menos tivessem a grandeza para repetir o mea-culpa, o reconhecimento do próprio erro. Mas essa desfaçatez e falta de vergonha até dá pra entender... Não estão em casa mesmo! Se estivessem na própria casa, lá nos Estados Unidos, duvido que seriam tão irresponsáveis e caras-de-pau.

No entanto, essa expectativa mundial, essa enorme euforia em todo o mundo com a eleição do Obama, não apenas comprova que para o mundo inteiro o PIG do Brasil não passa de um monte de bobagem, tanto no que atacaram a política econômica e social do governo Lula, quanto no que acirradamente defenderam a política e da economia de seu presidente Bush; como ainda acena com um risco enorme à razão de ser do próprio partido.

Lá por março passado, fiz circular pela internet sob o título Habemus Obama, uma convicção minha de que se Obama chegasse à presidência dos Estados Unidos do PIG com todas as propostas que anunciava, ou acabaria se moldando a manutenção do sistema político econômico do capitalismo imperialista, ou seria eliminado pelo sistema.

De lá pra cá as coisas mudaram muito. O sistema quebrou e o desastre do governo do PIG foi tamanho que, hoje, só alguém muito inconseqüente pioraria ainda mais a situação eliminando o Obama. Por incrível que pareça, hoje, o negro Obama tornou-se a última esperança para todos. Desde o judeu mais fundamentalista até o mais racista dos nazistas.

Quando se imaginaria chegar a esse ponto? Se hoje queimam o Obama, quem vai pra fogueira é a Ku Klux Khan!

Então, parodiando um antigo personagem: esqueçam tudo o que escrevi ali. Mas ainda resta a dúvida: haverá na consciência de Obama o mesmo conteúdo de seus discursos?

Não quero ser um estraga prazeres e concordo que o discurso pareça sincero. Apesar de umas prepotências típicas, como aquilo de “somos os Estados Unidos da América”, e até da mal explicada história de evacuar as forças do Iraque para concentrar no Afeganistão, há vários pontos em que o discurso me parece promissor e não duvido que Obama os assuma. Não apenas por ser Obama, mas porque ou assume ou não tem outro jeito pro mau-jeito em que a coisa está.

Preferia que Obama aproveitasse para lembrar que eles são os Estados Unidos da América, tanto quanto o Paraguai e o Equador também são da América, ou a Nova Zelândia é da Oceania, Polônia e Portugal são da Europa, Zâmbia e Congo são da África, e por aí afora, afinal toda a hegemônica desgraça mundial tem a mesma origem desde a queda do Muro de Berlim. Mas isso de tumefação umbilical dos estadunidenses já conhecemos através do próprio PIG. Sabemos que todo cidadão daquele país é um pouco Jô Soares, um pouco Luciana Hipólito, Noblat... Faz parte deles.

Agora, se isso for só o jeitão atávico e de fato o Obama vier a promover uma relação internacional mais justa, humana e honesta, suspendendo o bloqueio a Cuba, reconhecendo a autonomia das nações, o direito dos povos sobre as potencialidades de seus países, combatendo os reais inimigos do desenvolvimento da humanidade, aí sim a coisa ficará muito feita pro lado do PIG.

Já perderam em casa e acabarão perdendo a própria casa. Ficarão sem teto! Já imaginaram um MST-PIG? Movimento dos Sem Teto do PIG.

Que coisa horrível! Que espetáculo dantesco! Marinhos puxando Ali Kamel pela mão. Olavos de Carvalho balbuciando solitários! Frias e Civitas vagando de lá pra cá, mundo afora, sem encontrar a própria pátria perdida nas mãos de um negro. Um negro!

Por outro lado, se livres dos preconceitos inseminados pelo PIG, da intolerância do PIG, da incapacidade do PIG em reconhecer como natural conseqüência democrática a participação social de negros, índios, nordestinos, trabalhadores das indústrias e dos campos... Se chegarmos a isso, talvez não passemos mais vergonha como a desta semana em que o pai do Hamilton, o campeão de Formula 1, reclamou à imprensa inglesa dos maus tratos e manifestações de racismo sofridos por sua família em São Paulo, por ocasião da corrida em Interlagos.

Livres dos preconceitos que historicamente o PIG sempre difundiu entre nós, quem sabe ainda consigamos superar nossos atavismos de prepotência como fez a sociedade norte-americana ao eleger o negro Barack Obama.

16 outubro 2008

Marta e o preconceito

Marta e o preconceito

A imprensa, como de hábito, tem sido implacável em suas críticas à Marta Suplicy, acusando-a de preconceito contra o Kassab, por conta de um programa eleitoral, no qual o locutor pergunta ao eleitor: Blog do Mello

Você sabe mesmo quem é o Kassab?
A propaganda do TSE aconselha os eleitores a conhecerem profundamente os candidatos, para que possam fazer a melhor opção, e nem por isso é criticado pela imprensa.
Sabe de onde ele veio? Qual a história do seu partido?
Kassab trabalhou com o Pitta, era malufista (Arena, PDS, PPR, PP), pertence ao partido que muda de nome como quem se muda de camisa (Arena, PDS, PFL, DEM), numa tentativa de enganar o eleitor, se desvinculando de sua história, num reconhecimento explícito de que o passado o condena.

Se já teve problemas com a Justiça? Se melhorou de vida depois da política?
Segundo matéria da Folha On Line de 7/7/2004: Folha

“Ao se candidatar à Assembléia, em 1994, (Kassab) declarou ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) um patrimônio de R$ 102 mil, em valores da época. Seus bens mais valiosos eram 16 linhas telefônicas, cujo valor virou pó após a privatização das teles, e um Monza, itens que representavam 62% do total”.

Quatro anos depois, em nova disputa eleitoral, desta vez para a Câmara dos Deputados, o patrimônio atingiu R$ 985 mil, também em valores da época”.

“Na comparação entre 94 e 2000, descontada a inflação, o crescimento do patrimônio de Kassab, avaliado então em R$ 1,5 milhão, foi de 500% em termos reais”.

Em dezembro de 2003, segundo a declaração entregue ao TRE, o deputado atingiu R$ 3,9 milhões”.

A matéria informa ainda que na declaração ao TRE, Kassab omitiu informações, e que a parte de empresas declaradas pelo valor de R$ 2 milhões, valeriam de fato cerca de R$ 8,5 milhões.

“Indagado sobre como poderia ter acumulado dinheiro entre 94-96, Kassab sugeriu que possa ter sido fruto de economias de seu salário como deputado estadual. Por ano, ele recebia aproximadamente R$ 110 mil em valores líquidos...”


Você sabe se ele é casado? Tem filhos?
Existe algum problema se lhe fizerem essas perguntas? Eu responderia na boa: sou divorciada e tenho uma filha.
Mas se a imprensa acusa a Marta de preconceito, não estaria ela, reconhecendo que o candidato estaria escondendo algo de seus eleitores?

Vi o Kassab votando acompanhado de uma sobrinha, mas antes do auê da imprensa, não tinha nem me tocado. Agora, diria que existem “fortes indícios”...

A vida privada da Marta tem sido invadida pela imprensa de forma constante, mas vá lá, um erro não justifica o outro, mas serve para dar mais um indício da parcialidade do PIG.

Uma eleitora de Kassab afirma que não vota na Marta, por sua defesa dos homossexuais ser um péssimo exemplo para os seus filhos. Nunca vi a Marta fazer apologia do homossexualismo, até porque todo mundo sabe que não é essa a sua opção, mas defende o direito das pessoas serem felizes sem a imposição de um modelo. Então, por ser transparente, a Marta paga, e por ocultar, o Kassab tira proveito?

E pode haver um outro proveito do Kassab, a ser verdade que criou uma secretaria para o seu companheiro e sócio. Pode burlar a lei anti-nepotismo, sem ser molestado por isso.

Não é uma questão de ser contra os homossexuais, mas ao esconder a sua opção, Kassab é o 1º a se auto-recriminar. Existe algo em sua vida que o envergonha, e em conseqüência, pode ser vítima de chantagem, situação perigosa num governante.

Li em algum lugar, infelizmente não me lembro onde, um raciocínio que me pareceu bastante válido: se os votos de Kassab fossem em conseqüência da boa avaliação do seu governo, não teriam começado com 8% das intenções de votos, portanto, a possível eleição de Kassab é obra do PIG.

Por Sonia Montenegro (via email)

10 outubro 2008

Enquanto o nosso PIG torce contra....

Enquanto nosso PIG torce contra.....

OCDE mostra crescimento do Brasil apesar de crise

O indicador composto avançado da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) caiu de novo, em agosto, para seus países-membros, mas o Brasil mostrou melhora, apesar da crise internacional.

A OCDE anunciou nesta sexta-feira que o indicador para seus 30 países caiu 0,7 ponto em agosto frente a julho, para 95,8 pontos, o que representa uma baixa de 4,9 pontos em 12 meses.

O indicador composto para o Brasil foi o único a subir. A OCDE constatou um aumento de 0,8 ponto em agosto, uma marca 5,9 pontos abaixo da alcançada há um ano, que mesmo assim levou a organização a dizer que o País dá mostras de "expansão".

Entre as grandes economias, a Alemanha caiu em agosto 7,6 pontos em relação a agosto de 2007, enquanto o Reino Unido teve queda de 6,1 pontos e França tenha ficado 5,6 pontos atrás em comparação com o indicador composto de há um ano.

Na zona do euro, o indicador composto ficou abaixo do da OCDE (93,2 pontos) e nos Estados Unidos caiu 0,5, para 97 pontos. O indicador da OCDE mostra as inflexões previstas nas respectivas economias para os seis meses posteriores a sua publicação.

Fonte: Invertia

PIG nosso de cada dia, torce como louco para que o Brasil quebre, para que os tucanos sejam convocados como os salvadores da pátria.

26 agosto 2008

Pinçadas do blog ao lado

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Tomem muito cuidado. Computador é uma armadilha. Ferra a coluna, o pescoço, o braço. Façam alongamento de meia em meia hora quando estiverem usando o computador.

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Fiquei algumas semanas de férias, quase não lendo jornal e me dei conta de uma coisa. A maioria esmagadora da população não dá a mínima trela para essas intriguinhas que o PIG alimenta diariamente. Por isso o Lula prefere ficar na dele. Se o Lula atacasse o PIG de frente, como quer o PHA ou o Azenha, seria uma tremenda propaganda grátis para o PIG. Se viesse atacando Daniel Dantas em público, aí é que o transformava em mártir de vez. Não podemos transformar o PIG em mártir. A única maneira eficaz de atacar o PIG é o desprezo. E uma porradinha básica diária, só para exercitar.

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E o carinha disse que a Petrobrás não era do povo. Do povo, é a estatal venezuelana, ele disse, que cobra 20 centavos de dólar por um litro de gasolina. Ele esqueceu várias coisas. Que a Venezuela tem 27 milhões de habitantes e o Brasil tem 190 milhões. A quantidade de petróleo por habitante na Venezuela é infinitamente maior que no Brasil e se trata de um país escassamente industrializado, portanto com pouco uso de petróleo na esfera industrial. E a Petrobrás foi semi-privatizada por FHC, tornando-se uma companhia aberta, com donos pulverizados no mundo inteiro. Ou seja, comparar Petrobrás com Pdveza é jogar uma cortina de fumaça, com vistas a confundir a opinião pública. E, mesmo assim, a Petrobrás vem segurando o preço do petróleo há seis anos. O preço da gasolina tá caro no mundo inteiro e não acho que a Petrobrás deva subsidiar gasolina. Ela tem é que investir em combustível alternativo, como tem feito.

Fonte: Óleo do Diabo