05 dezembro 2008

E a grande imprensa, sifu?


E a grande imprensa, sifu?

A avaliação positiva do presidente voltou a bater novo recorde, com 70% de aprovação. Vamos esperar para ver as teses estapafúrdias, usadas pelos "cientistas políticos" em plantão permanente, para explicar esse índice.

Gilson Caroni Filho

A pesquisa Datafolha, publicada hoje, cinco de novembro, foi um balde de água fria em uma festinha que prometia agitar os melhores salões do Rio e São Paulo. Mostrando que a avaliação positiva do presidente voltou a bater novo recorde, com 70% da população considerando seu governo ótimo ou bom, melhor índice obtido por um governante desde a redemocratização, arrefeceu a ofensiva que viria da fala presidencial para produtores culturais e artistas, em cerimônia destinada a tratar do Fundo Setorial do Audiovisual.

Usando uma analogia para explicar sua postura diante da crise econômica, Lula, de improviso, disse: "Se um de vocês fossem médicos e atendesse a um paciente doente, o que vocês falariam para ele? Olha, companheiro, o senhor tem um problema, mas a medicina já avançou demais, a ciência avançou, nós vamos dar tal remédio e você vai se recuperar. Ou vocês diriam: meu, sifu . Vocês falariam isso para um paciente de vocês? Vocês não falariam".

O Jornal Nacional deu destaque com os expedientes de sempre. Na chamada, William Bonner, o apresentador que representa o que lê, franziu a sobrancelha e anunciou com entonação grave que o presidente teria empregado uma expressão “extravagante”.

O jornal O Globo, na dobra superior da primeira página, não deixa por menos e dá como manchete: "Planalto censura fala chula de Lula". Em matéria assinada por Maiá Menezes, lemos que "a palavra de baixo calão usada pelo presidente acabou sendo suprimida no site da presidência.” É interessante ver um veículo que publica artigos de Arnaldo Jabor se chocar com a corruptela empregada pelo presidente.

Haverá quem diga, até com certa propriedade, que o termo usado de improviso não é compatível com o cargo que ele ocupa. Não deve constar em discursos públicos de uma autoridade publica, principalmente de um presidente. Mas o arrazoado tem um viés por demais conhecido. Se olharmos atentamente para o padrão classista da grande imprensa, a fenomenologia da chegada de Lula à presidência já é apresentada como uma incompatibilidade imperdoável. O terno que substituiu o torno é a conciliação de uma antinomia por demais sedimentada para ser aceita pelas velhas elites.

Como é que aquele metalúrgico chegou ali? Como, tendo chegado, não só cumpriu o mandato como se reelegeu para outro? Por que é tão bem avaliado internacionalmente?

Mas há na pesquisa, realizada entre os dias 25 e 28 de novembro, mais dados que incomodam o jornalismo dos oligarcas. Segundo a Folha de São Paulo, “agora Lula teve reforçado o apoio sobretudo entre os mais jovens (mais nove pontos), os mais escolarizados (mais nove) e no Sudeste (também mais nove pontos).” Ou seja, os supostos leitores, aqueles a quem são dedicados editoriais e colunas se deixaram hipnotizar pela esfinge. Para quem escreveram então?

Vamos esperar para ver as teses estapafúrdias, usadas pelos “cientistas políticos,” em plantão permanente, para explicar os índices de aprovação do presidente Lula. Reconhecer que em algumas áreas este governo acertou e que o Brasil está melhor, está descartado de antemão. É preciso esconjurar o demônio barbudo.

O momento parece indicar que o melhor é manter as táticas do passado. As mesmas que levaram um presidente ao suicídio e, depois, o país a décadas de ditadura militar. A estratégia udenista da oposição cheira a guardado, a fundo de armário, a século XX. Não perceberam, embora se auto-intitulem bem-informados, que os anos 90 foram o canto do cisne da sociedade de privilégios. E, ao se descolarem de uma realidade que lhes é incômoda, o diagnóstico está na corruptela presidencial: Sifu. É o que parece dizer a pesquisa Datafolha.


Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

Fonte: Carta maior

Comentário: O povo se identifica com Lula, ele é do povo e o povo é dele.


02 dezembro 2008

A oposição e a reforma tributária

A oposição e a reforma tributária


Os partidos de oposição no Brasil têm feito campanha defendendo a reforma tributária. O governo Lula enviou em 2003 uma primeira PEC com o objetivo de racionalizar nosso sistema tributário. A proposta acabou sendo desidratada, sobretudo porque os governadores roeram a corda. O debate continuou e, no segundo mandato, o Executivo encaminhou ao Congresso a PEC 233, incorporando a reflexão feita com Estados, municípios e entidades da sociedade civil.
A Comissão Especial da Câmara, tendo como presidente o deputado Palocci e como relator o deputado Mabel, intensificou o debate e aprovou um substitutivo que agora pode ir ao voto do plenário. A proposta cria o IVA federal, incorporando Cofins, PIS/Pasep e CSLL. Unifica o ICMS em uma só alíquota, mantendo 2% com o Estado de origem, acabando com a guerra fiscal e convalidando os incentivos fiscais concedidos até este ano. Para compensar os Estados menos desenvolvidos pela perda do poder de atrair investimentos via incentivos, a proposta reorganiza o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional.
Para que nenhum Estado perca com a reforma, cria-se um Fundo de Equalização de Receitas. O substitutivo reduz o prazo de compensação dos créditos tributários, desonera a folha de pagamentos -reduzindo de 20% para 6% a contribuição patronal ao INSS-, e acaba com os 2,5% do salário-educação.
Elimina a "carga tributária invisível", unificando tributos, simplificando procedimentos, inclusive ampliando a nota fiscal eletrônica e, portanto, tornando mais simples e barata a administração tributária, cria o Código de Defesa do Contribuinte e prevê alíquotas reduzidas para biocombustíveis a fim de incentivar uma boa política energética ambiental.
No geral, o projeto visa racionalizar e simplificar nosso sistema tributário, ampliando a base imponível. Com isso, pode-se aumentar a formalização da economia brasileira. Que todos paguem os tributos, para que todos paguem menos. A lógica é a da neutralidade dos efeitos para que nenhum ente federado saia perdendo e todos se beneficiem de um sistema mais racional, em um jogo que não é de soma zero.
Embora a reforma esteja sendo discutida em detalhes há anos, os partidos de oposição insistem em obstruir a pauta da Câmara. Alegam que ainda pretendem sugerir alterações. Imaginam "uma elevação da carga tributária", sem jamais indicar como ela se daria. Apresentam-se como instrumentos daqueles que, vendendo a dificuldade ou a discordância, almejam obter vantagem de última hora. E continuam sem apresentar alternativa global factível. Chegam a invocar as incertezas da crise para propor mais um adiamento.
Esquecem que a própria PEC já prevê uma transição de 2 a 10 anos para sua implantação. O PT e os partidos aliados estão prontos para votar o texto e abertos a negociar aperfeiçoamentos no plenário. Não concordam é com o adiamento de uma reforma que trará benefícios para o país e para cada setor econômico. Por que retardar a desoneração da folha das empresas e as vantagens advindas para aumentar a competitividade e a oferta de empregos?
Por que adiar os benefícios da unificação e simplificação de tributos? Por que atrasar os benefícios ambientais?
Os partidos de oposição precisam explicar ao povo brasileiro por que insistem em retardar os benefícios que advirão do novo modelo tributário. Para que, da oposição, não se pense que a incoerência de se opor a uma reforma que retoricamente defende deve-se ao temor de que o governo Lula consiga brindar o país com mais uma realização estratégica para o seu desenvolvimento.


Ricardo Berzoini é deputado federal (SP) e presidente nacional do PT.
Maurício Rands é deputado federal (PE) e líder do PT na Câmara.

O QUE NÃO SE DIZ SOBRE A CRISE FINANCEIRA

O QUE NÃO SE DIZ SOBRE A CRISE FINANCEIRA

Por Graccho Maciel


As crises não surgem por acaso, nenhuma delas. Todas trazem na origem alguma intenção gananciosa de tirar proveito além do que é justo.
A “crise” atual tem sua origem na criação do Banco Central americano, o FED, e seu monopólio de imprimir moeda – ou emitir como gostam de dizer. Até o uso da palavra emitir em lugar de imprimir fornece a pista do
golpe.
Imprimir papel moeda sem lastro, é o mesmo que passar tinta num pedaço de papel especial. O custo de fazer isso não passa de 10 centavos por impressão, o que significa que uma nota “vendida” – posta em circulaçãopelo valor de face por 100 dólares - custa ao FED para imprimir cerca de 10 centavos, gerando um lucro fabuloso conforme abaixo:

99,90 por uma nota de 100 dólares

49,90 por uma nota de 50 dólares

19,90 por uma nota de 20 dólares, e assim por diante.

Sabendo-se que cada nota é impressa aos milhares, pode-se fazer a conta do fantástico lucro que tem o Banco Central.

Nos países em que o Banco Central é do Governo, este lucro fica para o Banco e para o Ministério da Fazenda ou seu equivalente. E nunca se prestou conta dele. Deve-se pensar nisso muito seriamente.

Nos países onde o Banco Central é privado, como nos Estados Unidos – o FED – e outros países, o lucro fica para os donos do Banco.

No caso do FED, ele foi criado em 1781 como Banco da América do Norte, e depois de passar por vários nomes e funções a cada vez que havia um pânico bancário, foi transformado em banco central com a função de combater os pânicos bancários ocorridos em 1873, 1893, e 1907, satisfazendo uma forte demanda para criação de um sistema bancário centralizado seguindo a influência de Alexander Hamilton que propunha“um governo central forte com um banco central supervisionado por uma elite rica”, indo contra a opinião de Thomas Jefferson que sabia, pela história européia, que um banco central se tornaria rapidamente o
controlador da nação sobre passando seu governo. Jefferson apontava a experiência britânica dizendo que “dinheiro não podia ser criado por mágica a partir do nada”. Mas não foi ouvido.

A criação do FED é digna de histórias de mistério. Um de seus criadores, J. P. Morgan, retornou ao Estados Unidos em 1907 e espalhou a notícia que um pequeno banco Knickerbocker de Nova York era insolvente. A
corrida ao banco por seus depositantes criou um pânico que se espalhou por outros e gerou a crise de 1907. O estudo dos pânicos de 1873, 1983 e 1907 indica que eles foram operados por banqueiros internacionais em seu próprio proveito.

O FED não escapa a essas manipulações. Sua criação foi decidida numa viagem secreta à ilha Jekill, como escreveu Frank Vanderlip, um dos participantes, referindo-se a uma viagem ”secreta” na noite de 1910 de
sete homens que reuniam talvez 30% de toda riqueza do Mundo. Os empregados da ilha foram dispensados e substituídos por outros, para manter o segredo, como conta o escritor Ralph Epperson, na biografia de
J. P. Morgan.

Os sete participantes eram o próprio Vanderlip, representante da firma de Khun, Loeb & Company, e seu sócio Paul Moritz Warburg, também representante dos Rothschild europeus; de William Rockefeller e Jacob
Schiff, milionários do petróleo; do secretário do Tesouro, Abraham Piatt Andrew; de Henry P. Davidson, sócio da J.P. Morgan Company; o presidente do primeiro banco de Nova York (dominado por Morgan), Charles D. Norton; Benjamin Strong, braço direito de Morgan; e o senador republicano Nelson W. Aldrich, associado a J.P. Mporgan e sogro de John D. Rockfeller Jr. Esse grupo permaneceu na ilha por uma semana e preparou a reforma bancária que gerou depois o FED.

O presidente da Universidade de Princeton, Woodrow Wilson, apresentou uma solução ao pânico financeiro: “O problema podia ser evitado se nomeássemos um comitê de seis ou sete homens de espírito público, como J.P. Morgan, para cuidar dos negócios do nosso país”. Assim o povo americano foi condicionado a aceitar a solução oferecida por aqueles que
causaram todos aqueles eventos. Havia só um problema: Wilson estava perdendo nas pesquisas de voto. Os banqueiros então convenceram Theodore Roosevelt a concorrer por outro partido, tirando votos do provável
ganhador, o republicano Taft. E assim Wilson ganhou a eleição, por poucos votos. Mas, logo que eleito, assinou-o (os aparlamentares já estavam de férias). (Eustace Mullis, biografo dos fundadores do FED)

Apesar do nome, o FED não pertence ao governo norte-americano. Ele é dominado por outros bancos como o Chase Manhatan (com 32,35% das ações), o Citibank (com 20,51%), os quais detêm o controle majoritário, conforme relatório de 1997 do pesquisador Eric Samuelson.

Com a instalação do Banco Central, ou FED, ele passou a ter o monopólio da impressão de moeda, ganhando fortunas a cada emissão, que vai para os bancos dos seus donos.

Em 2002, o volume estimado de dólares postos em circulação pelo FED era quase quatro vezes o valor do produto norte-americano. Grande parte estava no estrangeiro, forçada pelos banqueiros que também têm bancos em outros países. Com o tempo, os dólares foram voltando, e os bancos na América ficaram com excesso de papel-moeda. Conseguiram então forçar o governo a abolir um decreto, criado em 1933, que impedia os bancos de operar com transações imobiliárias, já como consequência do grande pânico de 1929. A partir daí, em 1999, os bancos passaram a emprestar com um mínimo de garantias gerando as dívidas imobiliárias que não foram pagas.

O resto já se conhece. Os bancos anunciaram a inadimplência e suas falências. O governo prontamente entregou a eles de novo todo o dinheiro que eles “perderam”. Assim eles ganham duas vezes, quando o dinheiro é
impresso e posto em circulação e quando o governo faz a doação... e ainda retêm a posse das residências financiadas, cujos compradores são despejados.

Sem dinheiro, não há mais crédito. Sem crédito, as empresas encolhem e demitem. Sem comércio. os países emergentes voltam para seu lugar de pedintes, subordinados ao capital internacional.

E esta é a “crise”...

SOBRE A VIOLÊNCIA

SOBRE A VIOLÊNCIA


As desigualdades econômicas, sociais e culturais, as exclusões econômicas, políticas e sociais, o autoritarismo que regula todas as relações sociais, a corrupção como forma de funcionamento das instituições, o racismo, o sexismo, as intolerâncias religiosa, sexual e política não são considerados formas de violência, isto é, a sociedade brasileira não é percebida como estruturalmente violenta e por isso a violência aparece como um fato esporádico superável.
A violência está de tal modo interiorizada nos corações e mentes que alguém pode usar a frase "um negro de alma branca" e não ser considerado racista. Pode referir-se aos serviçais domésticos com a frase "uma empregada ótima: conhece seu lugar" ou "se ela fosse igual a nós, não seria nossa empregada" e considerar-se isento de preconceito de classe. Pode dizer, como disse certa vez Paulo Maluf, "a professorinha não deve gritar por salário, mas achar um marido mais eficiente" e não ser considerado machista.
Podemos resumir, simplificadamente, os principais traços de nossa violência social considerando a sociedade brasileira oligárquica, autoritária, vertical, hierárquica, polarizada entre a carência e o privilégio e com bloqueios e resistências à instituição dos direitos civis, econômicos, sociais e culturais.
O Poder Judiciário é claramente percebido como distante, secreto, representante dos privilégios das oligarquias e não dos direitos da generalidade social. Para os grandes, a lei é privilégio; para as camadas populares, repressão. A lei não figura o pólo público do poder e da regulação dos conflitos, nunca define direitos e deveres dos cidadãos porque, em nosso país, a tarefa da lei é a conservação de privilégios e o exercício da repressão. Por este motivo, as leis aparecem como inócuas, inúteis ou incompreensíveis, feitas para serem transgredidas e não para serem transformadas - situação violenta que é miticamente transformada num traço positivo, quando a transgressão é elogiada como "o jeitinho brasileiro".


Por Marilena Chauí

01 dezembro 2008

Sessão Email

Sessão Email

Subject: [Vila Vudu - Barracão Comitê Central]: "Sr. Fernando Rodrigues, tome vergonha!"


Sr. Fernando Rodrigues, tome vergonha!

O ministro Mangabeira não é "quase sem pasta". O senhor, sim, é quase sem leitores. E, sim, o senhor é também TOTALMENTE sem votos.

Há alguma coisa gravemente fora de prumo, pervertido, torto, na sua cabeça, no seu caráter, no senhor inteiro, sabe-se lá, corpo-alma-e-caráter.

Sua coluna hoje é burra. É pior do que sua coluna ser só errada, enviesada, manca, sem ânimo ou orientação e projeto democráticos e com projeto DES-democrático.

Sua coluna é burra, é tacanha, é subalterna, é pretensiosa -- e deixa transparecer uma espécie de autismo autoconfiante pirado que, sinceramente, por um lado é cômico; por outro lado é patético; por outro lado é ACINTOSO ASSALTO ao meu dinheiro.

Lamento imensamente ter de escrever-lhe assim, sem almofadar, mas é direito meu (além de ser meu dever democrático!).

EU PAGUEI para ler sua coluna, hoje, nessa fascinorosa Folha de S.Paulo que, já há algum tempo, é, com certeza, o pior jornal do universo. Eu sou O CONSUMIDOR desse seu jornalismo vergonhoso. Aqui, completamente, protesto contra serviço porco, que recebi em troca do meu bom dinheiro.

Hoje, em surto autista INACREDITÁVEL, o senhor mete-se INACREDITAVELMENTE a besta, aí, e escreve que (1) o ministro Mangabeira Unger seria perfeita cavalgadura; (2) o ministro Mangabeira escreveria asnices; (3) o presidente Lula não daria a menor pelota ao que escreva o ministro Mangabeira Unger, o que é o mesmo que o senhor ter escrito (4) que o presidente Lula é um idiota que não se daria o trabalho de ler o que escrevam seus ministros.

Nesse contextinho acanalhante e des-democratizatório em que o senhor ganha a vida, 'inteligentíssimo' mesmo, só o senhor, né-não?! Vá se catá! Tome vergonha!

Alguém está TOTALMENTE DOIDO e não somos nem eu-consumidor-eleitor-leitor da FSP, nem o ministro Mangabeira Unger, nem o presidente Lula. Totalmente doidos, sim, parecem estar, hoje, o senhor, o editor que manda no senhor e o seu patrão que paga salários a ambos-aí.

O problema de alguém pagar salários a quem escreva as asnices que o senhor escreveu hoje e que seu editor aprovou não é problema meu. É problema do seu patrão, o qual, não há dúvidas, mais dia menos dia haverá de prestar contas aos acionistas dessa empresa, pelo mau uso que dá ao dinheiro dos acionistas dessa empresa. Por mim, que se lixem, os acionistas.

EU SOU O CONSUMIDOR PAGANTE, que pagou para ler a Folha de S.Paulo. Eu, hoje, fui assaltada pela FSP. ACOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORDA, IDEC!

É totalmente inacreditável -- e só poderia acontecer no PATÉTICO jornalismo (só rindo!) da Folha de S.Paulo --, que um dito jornalista-colunista NÃO SE ENVERGONHE de publicar e impingir aos desgraçados assinantes pagantes desse PATÉTICO des-jornal que é a FSP... as TOTAIS ASNICES que o senhor escreveu hoje.

A primeira coisa que se tem de perguntar é de ONDE, diabos, adviria a sua (do senhor) competência para emitir opiniões sobre documentos que o ministro Mangabeira escreva. Quanto a isso, aliás, é preciso perguntar de onde lhe adviria, ao senhor, competência para emitir opiniões SOBRE QUALQUER COISA!

Taí! De onde, diabos, o senhor tirou a idéia de que o senhor seria 'autoridade' (científica, técnica, política?) para dar opiniões dos outros, sejam as minhas-minhazinhas sejam opiniões do ministro Mangabeira?!

Que loucura é essa que acomete os colunistas da Folha de S.Paulo, de se porem, eles mesmos, em posição olímpica... sobre tudo?! E sobre, sobretudo, evidências e fatos perfeitamente acessíveis e avaliáveis por qqueR cidadão brasileiro e -- O MAIS IMPORTANTE! -- sobre evidências e fatos aferíveis por VOTOS em eleições democráticas, legais, legítimas, perfeitas?!

A segunda coisa que se tem de perguntar é: De ONDE, diabos, alguma opinião que lhe desse na sua telha emitir, sobre documetnos que o ministro Mangabeira escreva... valeria os reais, em moeda corrente, que eu FUI OBRIGADA A PAGAR... para ler seu opinionismo pirado, burro, extraído ninguém sabe de onde, nem por quê, nem para quê?!

Independente do que pense o senhor, pessoalmente, como indivíduo, é INDISCUTÍVEL verdade que, sim, "o mundo tem uma oportunidade única. Pode repensar como deve ser a relação do setor financeiro com o produtivo. O ministro defende, entre outras políticas, aprofundar o controverso uso de bancos estatais para forçar o mercado a financiar pequenos e médios negócios. Enxerga o Brasil com chance de liderar essa mudança em nível mundial."

CONCORDO INTEGRALMENTE com o ministro Mangabeira. Dificilmente eu -- sou o consumidor-eleitor-leitor QUE PAGO PARA LER ESSE LIXO, que é a FSP -- poderia concordar mais com o Ministro Mangabeira.

Não há NENHUMA DÚVIDA de que "o mundo tem uma oportunidade única. Pode repensar como deve ser a relação do setor financeiro com o produtivo. O ministro defende, entre outras políticas, aprofundar o controverso uso de bancos estatais para forçar o mercado a financiar pequenos e médios negócios. Enxerga o Brasil com chance de liderar essa mudança em nível mundial." ISSO ESTÁ RIGOROSAMENTE CORRETO.

No parágrafo que o senhor tenta DETONAR, o ministro Mangabeira pratica uma nobre arte, que esse seu miserável colunismo, aí, colunismo DES-jornalístico, DES-colunismo paroquiano, atrasista, reacionário e burro, 'colunismo' de DES-civilizar, 'colunismo' de DES-democratizar e, sempre, 'colunismo' de emburrecer leitores jamais praticou.

O Ministro Mangabeira pratica aí a nobre arte de imaginar futuros democráticos.
Feliz o Brasil, que tem hoje um ministro competente para imaginar e propor futuros democráticos. Grande Ministro Mangabeira Unger!

Nem um ZILHÃO de jornalistas medíocres -- constitucionalmente, visceralmente medíocres, ou suficientemente acanalhados, hoje, pela prática repetida, doentia, perversa, desse jornalismo acanalhante que a FSP impinge aos seus assinantes-leitores-consumidores-eleitores --, como o senhor, conseguirão reduzir à mediocridade mais ridícula a potente imaginação democrática que já começa a renascer no Brasil.

Com Lula, é claro! E contra tooooooooooooooooooooooooooda a mesquinharia, a pequenez, o paroquialismo arrogante, o atrasismo mais reacionário, mais feio, mais triste, dos RIDÍCULOS DES-jornalões paulistas.

LULA É MUITOS! No pasarán! EU EXIJO O MEU DINHEIRO, DE VOLTA. Acoooooooooooooooorda, IDEC! Eu, hoje, fui assaltado pelo Sr. Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo!

Caia Fittipaldi
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SOBRE: FERNANDO RODRIGUES, "Mangabeira e a crise" (FSP, 1/12/2008, aqui)

BRASÍLIA - Quando os EUA sofreram o atentado do 11 de Setembro, deu-se uma rara união entre os cidadãos norte-americanos. Estavam prontos para ajudar o país a emergir novamente como líder no século 21. Havia uma simpatia natural do restante do mundo. O império exalava uma inusitada fragilidade. A grande oportunidade foi desperdiçada. A principal recomendação de George W. Bush foi para as pessoas irem às compras enquanto ele planejava sua guerra pessoal contra Saddam Hussein.

Agora uma nova crise de natureza diferente atinge a imensa maioria dos países. Tudo o que Bush e seu sucessor, Barack Obama, parecem ter para dizer é "comprem, não parem de consumir, salvem o sistema". Lula, como um papagaio, faz a mesma coisa por aqui.
Nem todos na Esplanada dos Ministérios pensam da mesma forma.

O ministro quase sem pasta Mangabeira Unger tem feito campanha interna para o Brasil adotar uma atitude mais ousada na abordagem da crise financeira.

Ele preparou um documento no qual classifica como insuficientes as duas principais saídas até agora adotadas pela maioria dos países: 1) regular mais profundamente o mercado financeiro mundial e 2) irrigar o sistema com dinheiro estatal, ação classificada pelo ministro de "keynesianismo vulgar".

Para Mangabeira, o mundo tem uma oportunidade única. Pode repensar como deve ser a relação do setor financeiro com o produtivo. O ministro defende, entre outras políticas, aprofundar o controverso uso de bancos estatais para forçar o mercado a financiar pequenos e médios negócios. Enxerga o Brasil com chance de liderar essa mudança em nível mundial.

O documento de Mangabeira está com Lula. O petista ainda não emitiu sinal sobre o que achou. Tampouco está claro se o presidente se deu ao trabalho de ler o texto. (frodriguesbsb@uol.com.br).

Nota Fiscal Paulista

Nota Fiscal Paulista

Hoje ao passar pelo caixa de uma rede atacadista aqui de Bauru, travei um pequeno diálogo com a funcionária.
Ela me perguntou se gostaria de colocar o meu CPF no nota fiscal e eu claro falei que sim. Ela então comentou comigo o que alguns clientes falam a respeito do sistema de reembolso implantado pelo governo Estadual.

1. Muitos não colocam o CPF, pois depois terão que prestar contas a Receita Federal sobre a origem para pagamento de todos os gastos.

2. Pois não querem dar dinheiro para o Governo Lula.

3. Pois não querem ser fiscalizados.

Expliquei para a funcionária, que primeiro a Receita Federal não tem nada a ver com isso, pois é uma ação do Governo do Estado de São Paulo.
E que a observação de não querer dar dinheiro para o Governo Lula é mais ridícula ainda, pois a partir do que ela esta comprando, os impostos já estão embutidos no preço.
Expliquei também, que a partir da compra através de cheque ou mesmo de cartão de crédito, a pessoa já está automaticamente demonstrando os seus gastos. A não ser é claro que façam pagamento em dinheiro, desta forma realmente não tem como controlar os gastos.