22 novembro 2005

A LUTA DE DIRCEU

José Dirceu enfrenta mais uma batalha em cenário cada vez menos hostil
Comissão vota parecer sobre novo recurso do ex-ministro da Casa Civil, que enfrenta processo de cassação no Congresso. Não faltam manobras para atingi-lo, mas o deputado federal José Dirceu (PT-SP) se mostra cada vez menos vulnerável.
Luiz Augusto Gollo - Carta Maior 22/11/2005

Brasília - Mais um capítulo da novela da cassação do mandato do deputado José Dirceu (PT-SP) vai ao ar, nesta terça-feira (22), com a votação de mais um recurso do ex-ministro da Casa Civil na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal. Dessa vez, o petista solicita que as testemunhas sejam ouvidas novamente, agora na ordem regimental, ou seja, primeiro as da acusação e depois as da defesa. Como no seu processo verificou-se a inversão, os advogados apontam prejuízo ao direito de defesa.

O parecer do relator Sérgio Miranda (PDT-MG) está na CCJ desde a quarta-feira passada e poderá ser aprovado com alguma dificuldade por duas razões: não atende na totalidade a pretensão de Dirceu e estabelece um limite para recursos em ações futuras no Conselho de Ética, assegurando um limite para o encerramento da novela: o réu terá direito a um recurso no prazo de cinco sessões, sem prejuízo da tramitação do processo. O conselho próprio já prorrogou a tramitação do caso de Dirceu por 45 dias, estipulado pelo Código de Ética da Casa em 90 dias. “Uma regra aprovada no código pela maioria dos 513 deputados foi revogada por uma decisão inferior em contrário, tomada pelos 15 membros do Conselho de Ética”, ressalta a defesa.

Ainda que o relatório de Miranda seja aprovado na CCJ, o último capítulo dessa história, ao que tudo indica, ainda não está tão próximo assim. São esperados pelo menos três votos em separado, dos deputados Roberto Magalhães (PFL-PE), Inaldo Leitão (PL-PB) e Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) – o primeiro deles contrário e os dois subseqüentes favoráveis ao deputado José Dirceu.

Existe ainda um outro detalhe importante relacionado ao processo em curso - a do prazo regimental mínimo de duas sessões para entre o término da tramitação nas comissões e a votação no Plenário da Câmara. Trata-se de detalhe importante, pois a defesa poderá ganhar dois dias úteis, a quarta e a quinta-feiras (23 e 24), empurrando para a próxima semana a decisão final sobre o ex-ministro, já que as sessões deliberativas tradicionalmente não costumam ser marcadas na segunda nem na sexta-feira.

Alguns colegas de Dirceu no Parlamento, porém, se desdobram para minar a resistência do ex-guerrilheiro. Autor do parecer pela cassação de Dirceu no Conselho de Ética, Júlio Delgado (PSB-MG) está de volta à cena para recolher assinaturas de deputados pela “quebra de interstício”, ou seja, pela pronta votação no plenário. Tal prerrogativa foi lançada no caso do deputado Sandro Mabel (PL-GO), absolvido há duas semanas por 340 deputados, contra 108, 17 nulos e duas abstenções. A diferença é que havia a clara intenção da maioria dos deputados e deputadas de evitar cassação de Mabel, enquanto o ânimo com relação ao ex-chefe da Casa Civil é bem diferente. Pesa em desfavor à manobra de Delgado, contudo, o receio de nova apelação ao Supremo Tribunal Federal (STF) por parte da defesa de Dirceu, o que poderia gerar mais desgaste para o Poder Legislativo, diante do Poder Judiciário.

Entre perdas e ganhos, José Dirceu ganhou a seu favor mais um argumento de peso: o relatório final do deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), da CPI da Compra de Votos. Na peça, Abi-Ackel chegou à seguinte conclusão a respeito do esquema denunciado por Jefferson. “Foi possível relacionar os nomes de parlamentares que perceberam vantagens ilícitas, em virtude da ausência de provas concretas que permitam a atribuição de responsabilidade penal a deputados. Mas são múltiplos os indícios de que houve distribuição de dinheiro a deputados da base parlamentar do governo. O recebimento desse dinheiro não caracteriza o ‘mensalão’. Mas houve, sem dúvida, pagamentos de dinheiro em espécie, em alguns casos em prestação única e outros em prestações sucessivas. A não citação de nomes se deve ao fato de não ter havido confissões pessoais ou de terceiros, nem flagrante”.

Em outra CPI, porém, Dirceu deve enfrentar mais percalços. O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator na CPI dos Correios, deve pedir o indiciamento de nada menos que 50 pessoas, entre as quais o mesmo José Dirceu. A citação de Dirceu contraria novamente o Regimento Interno, já que o ex-ministro está em julgamento no Conselho de Ética desde muito antes de ter o nome citado na CPI.

Pesquisas realizadas até bem pouco tempo atrás entre deputados dispostos a revelar sua intenção de voto davam como certa a cassação de Dirceu por dois terços dos votos – margem bem mais ampla do que a do ex-deputado Roberto Jefferson, que era réu confesso e admitiu ter recebido R$ 4 milhões de Marcos Valério. O quadro, definitivamente, já não é mais o mesmo. Seja como for e demore o quanto demorar, o processo contra Dirceu vem se constituindo como uma verdadeira aula de resistência com base em recursos legais. A cada dia que passa, as chances de José Dirceu crescem, na exata medida que se sucedem atos públicos em defesa do seu mandato, como o do último fim de semana na Assembléia Legislativa de São Paulo e o da noite desta terça na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), em Brasília, além das manifestações de intelectuais e artistas.

21 novembro 2005

‘Juízes políticos’: na Câmara de Deputados, Brasil, 23/11/2005,
e num Tribunal do Reich[1], 16/12/1933


Em “A resistência de Dirceu”, Mauro Santayana [JB, 21/11/2005] escreve:



“É preciso reconhecer a bravura com a qual se vem defendendo o ex-ministro. [O caso lembra] o caso de George Dimitrov, o líder comunista búlgaro, que se defendeu, diante de um tribunal nazista, da acusação de haver incendiado o Reichstag, em 1933, e conseguiu, com sua obstinação e coragem, provar a inocência, salvando-se de uma condenação já decidida.”



O Deputado José Dirceu não é comunista, e a Câmara de Deputados do Brasil, em 2005, não é um tribunal nazista. Contudo – e por assustador que pareça a todas as almas brasileiras democráticas – Mauro Santayana acerta na lembrança.

Desgraçadamente para o Brasil, há semelhanças, hoje, sim, tanto entre os dois tribunais quanto entre os dois acusados:

· nos dois casos, não havia provas; e dizia-se que era “um julgamento político”;

· nos dois casos, o acusado estava ‘condenado antes de ser julgado’; e

· nos dois casos, o acusado estava sendo julgado por adversários políticos.



Contudo – e esse talvez seja o indício mais apavorante – o tribunal nazista foi suficientemente justo para acolher os argumentos de defesa de um acusado sem provas; e o acusado sem provas foi absolvido, sim, até naquele tribunal nazista.

Desgraçadamente para o Brasil, não se pode ter certeza de que o acusado sem provas seja absolvido, mesmo hoje, às vésperas do julgamento, na Câmara de Deputados, em Brasília, em 2005!

O chamado “Processo de Lipsia”, que Santayana lembra hoje, é episódio histórico conhecido e exemplar, que pode ser rapidamente resumido.

No dia 27/2/1933, dirigentes hitleristas puseram fogo na sede do parlamento alemão, o Reichstag, e imediatamente, pelo rádio e pelos jornais, atribuíram a culpa aos comunistas. Com isso, criou-se o clima de que os hitleristas precisavam para mover uma sangrenta campanha de perseguição aos comunistas, partido que, naquele momento, fazia a mais tenaz oposição ao partido hitlerista.

O processo foi imediatamente instaurado e seguiu todos os trâmites da legalidade formal. Oito meses depois, dia 16/12/1933, George Dimitrov apresentou sua defesa, ante aquele tribunal nazista. Dada a absoluta falta de provas, o Procurador-Geral – mais alta autoridade nazista, naquele contexto – e que, apesar de mais de dez meses de investigações, não encontrara uma única prova contra aquele acusado, pediu a extinção do processo.

Em sua defesa, aquele acusado em julgamento político, absolutamente sem provas, não disse nada de muito diferente do que diz hoje o Deputado José Dirceu, deputado federal brasileiro.

Ambos dizem – e têm de dizer –, em todos os casos, sempre, o que dizem todos os acusados ‘políticos’ em todos os tribunais de exceção, sejam nazistas, fascistas, PSDBistas ou PFListas; em todos os casos e sempre:



“Defendo aqui a minha própria vida, sim. Mas também defendo, aqui, o direito que todos os homens e mulheres têm, sempre, de não serem condenados sem prova. Defendo-me como homem acusado injustamente. Defendo-me como cidadão. Defendo-me como Deputado Federal brasileiro. Defendo-me como petista. Defendo o significado e o conteúdo de toda a minha vida e de 25 anos de história do meu partido.”



Como o Tribunal do Reich nazista, em 1933, que acusava George Dimitrov, também a Câmara de Deputados do Brasil é “uma intituição que tem de ser tratada com respeito", não apenas porque reúne representantes do povo, mas porque tem poder de Estado e "pode condenar um homem à morte”, nas palavras do quase linchado de 1933.

“Cada palavra que pronuncio aqui, em minha defesa, ante esse tribunal do Reich, é sangue do meu sangue e carne da minha carne” – disse George Dimitrov, ante os juízes nazistas, em 1933.

Não é muito diferente disso, o que o Deputado José Dirceu está obrigado a dizer em sua própria defesa e em defesa, ainda, da democracia brasileira, na Câmara de Deputados, no Brasil, em 2005:



“Sem apresentar uma única evidência concreta, o Deputado Serraglio me acusa de chefiar um esquema para comprar deputados, mas o relator da CPMI da Compra de Votos, Ibrahim Abi-Ackel, concluiu que não há provas de que parlamentares receberam dinheiro para votar a favor do governo.

O relator da CMPI dos Correios, Deputado Serraglio, tirou conclusões precipitadas, não conseguiu sustentar as acusações e agora quer encobrir o fracasso das investigações levantando novas suposições infundadas.”



Os Deputados Federais brasileiros da legislatura 2002-2006 farão história, no julgamento do Deputado José Dirceu.

Se absolverem o Deputado José Dirceu, os Deputados Federais brasileiros da legislatura 2002-2006 entrarão para a história do Brasil como 513 brasileiros que souberam, nesse momento difícil que o Brasil vive, impôr a racionalidade, a lei e a justiça ao enlouquecimento geral da nação, insuflada por uma mídia alugada ou por uma mídia, também ela, partidarizada.

Contudo, se os Deputados Federais brasileiros da legislatura 2002-2006 condenarem o Deputado José Dirceu – e absolutamente sem provas! – os Deputados Federais brasileiros da legislatura 2002-2006 entrarão para a história do Brasil como um tribunal de exceção, e como tribunal de exceção ainda mais selvagem, bárbaro e anticivilizacional do que um tribunal nazista, em plena Alemanha de Hitler!

Nos dois casos, os ‘juízes políticos’ de hoje serão julgados, nas urnas, pelos eleitores, em 2006, ano que vem.

Contra o linchamento do Deputado José Dirceu,
na legislatura 2002-2006 da Câmara de Deputados, no Brasil!

18 novembro 2005

CARTA AO PRESIDENTE DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

A Ricardo Berzoini

Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores

(Solicito que seja encaminhada cópia aos membros do Diretório Nacional)

Com meus cordiais cumprimentos, venho através desta solicitar à Executiva
Nacional do PT que encaminhe pedido à Comissão de Ética do Senado Federal

para abertura de processo para cassação do senador Eduardo Azeredo, pelos
motivos que passo a expor.

Como deputado estadual em Minas Gerais, venho denunciando a utilização de
caixa dois com uso irregular de verbas públicas e de recursos provenientes
de empréstimos bancários obtidos, tendo como aval contratos estaduais, na
campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo. Acompanhando o
trabalho das CPIs Nacionais, constatei que as irregularidades cometidas
naquele ano foram feitas pelos mesmos atores de agora: BMG, Banco Rural,
DNA, SMP&B, Marcos Valério, Duda Mendonça e outros.

Passo a remeter resumo das informações que possuo, colocando-me à disposição
para relatá-las em detalhes. Reitero que possuo documentos comprobatórios,
os quais entreguei ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais e ao
Ministério Público Federal.

1. No ano de 1996, após o misterioso falecimento de um dos sócios, Sr.
Maurício Moreira da Silva, e a entrada de Marcos Valério para a sociedade, a
agência SMP&B Propaganda passa a ser denominada SMP&B Comunicação. Com esta
mudança, a empresa deixou de ser exclusivamente uma elaboradora de
propagandas e passou a atuar na obtenção de recursos para campanhas
eleitorais;

2. Entre os dias 25 de maio e 4 de setembro de 1998, o governo do Estado de
Minas Gerais promoveu a transferência de R$ 3 milhões para a empresa SMP&B,
com conta no Banco Rural. O dinheiro foi repassado através de dois órgãos da
administração indireta do Estado de Minas Gerais, as estatais Copasa e
Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig). A referida importância foi
utilizada para patrocinar o evento denominado "Enduro da Independência",
realizado pelo Estado com os trabalhos da SMP&B. O Ministério Público
Estadual entrou com ação civil pública por atos de improbidade
administrativa contra o Sr. Eduardo Azeredo e outros dez réus, que foi
acolhida e tramitou no Superior Tribunal Federal, retornando recentemente a
Minas Gerais para julgamento no Tribunal de Justiça. Não houve licitação e
não há comprovação de serviços de publicidade prestados;

3. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) efetuou diversos
pagamentos à SMP&B Comunicação em 1998 no valor total de R$ 2.182.512,72.


Data Valor em Reais
19/6/1998 R$ 57.500,00
4/8/1998 R$ 75.000,00
7/10/1998 R$ 65.613,25
21/10/1998 R$ 1.673.981,90¹
9/12/1998 R$ 53.713,05
18/12/1998 R$ 121.000,00
5/2/1999 R$ 60.704,52
7/11/1999 R$ 75.000,00


-----------------------------------------

¹Valor dividido em quatro pagamentos distintos, efetuados na referida data.


4. Em 22 de outubro, a SMP&B efetuou vários pagamentos a políticos ligados
ao ex-governador Eduardo Azeredo. Os mesmos são comprovados por 'docs' do
Banco de Crédito Nacional e totalizam R$ 1.162.459,28. Ressalta-se também
que foram feitos, através de 'docs' do Banco Rural, no dia 28 de setembro de
1998, à véspera do primeiro turno, depósitos que totalizam R$ 718.025,00, a
pessoas também ligadas ao PSDB, PFL e aliados, com dinheiro proveniente da
conta da SMP&B. Os destinatários dos valores foram apresentados por Marcos
Valério, no dia 9 de agosto deste ano, à CPI do Mensalão. Ou seja, no dia
21, a Cemig repassou à SMP&B o valor de R$ 1.673.981,90 e a empresa, no dia
seguinte, o distribuiu a políticos para ajudar na campanha de segundo turno
de Azeredo. Pelo menos os deputados federais Romel Anízio e Custódio Mattos
foram beneficiados, além de Paulo Abi-Ackel, filho do relator da CPI do
Mensalão, Ibraim Abi-Ackel, e outros deputados estaduais. Para tentar
justificar a corrupção eleitoral, a SMP&B apresentou notas frias de gráfica
fantasma em nome de laranjas. O presidente da Cemig à época, Carlos Eloi,
que autorizou a transferência, era coordenador da campanha de Eduardo
Azeredo;

5. O Sr. Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha de Azeredo, moveu contra
ele uma ação por danos morais e materiais sob a justificativa de que teria
contraído dívidas para cobrir gastos da campanha de 1998. Nesta, Mourão
afirma que "no epílogo da campanha existia uma dívida de mais de R$ 20
milhões". Na Justiça Eleitoral, o então candidato declarou o gasto de R$ 8,5
milhões, não tendo apresentado dívida alguma. Dá-se, então, como assumiram o
próprio senador Eduardo Azeredo, presidente do PSDB Nacional, e Nárcio
Rodrigues, que preside o estadual, o uso inequívoco de um imenso caixa dois
via empresas de Marcos Valério. A pendenga só teve fim depois que Marcos
Valério pagou a dívida do senador com o tesoureiro. O pagamento foi feito
por meio do cheque número 7683, de R$ 700 mil (bem inferior à quantia de
deputados que hoje respondem em Brasília no Conselho de Ética), emitido por
Marcos Valério em 18 de setembro de 2002. O dinheiro saiu de uma conta
mantida pelo casal (Valério e Renilda Santiago, sua esposa) na agência
Assembléia do Banco Rural em Belo Horizonte. Nos autos do processo que corre
na Justiça há um recibo de Mourão acusando a quitação do débito.
Coincidentemente, o acerto que Valério fez com Mourão em nome de Azeredo
ocorreu numa época em que o senador e o publicitário andaram se comunicando
regularmente (53 ligações telefônicas, segundo a quebra de sigilo telefônico
de Valério). Apesar do acordo firmado em 2002, Cláudio Mourão voltou à carga
contra o senador este ano, ingressando no STF, em 28 de março, com uma ação
de indenização por danos materiais e morais. O novo processo de Mourão teve
um desfecho igualmente suspeito. Misteriosamente, o ex-tesoureiro retirou a
ação, numa decisão tomada em 12 de agosto, semanas após o surgimento dos
documentos que apontavam as primeiras ligações de Azeredo com Marcos
Valério.

6. O Sr. Nilton Monteiro, que participou, à época, da campanha de Azeredo,
denuncia que o valor total das contas da mesma chegou ao valor de R$ 53
milhões. Ele apresentou os 'docs' bancários dos repasses aos políticos
ligados a Azeredo e tem várias outras denúncias esclarecedoras do
"tucanoduto" em Minas Gerais. O próprio Marcos Valério disse em seu
depoimento à CPI que existem, além dos já apresentados, nomes "graúdos" de
outros receptores dos recursos. A bancada do PT deve pressionar a CPI para
marcar a data do depoimento do Sr. Nilton Monteiro. Ele quer contribuir.
Deve também ser ouvido novamente o Sr. Cláudio Mourão, que mentiu à CPI. O
documento apresentado pelo Sr. Nilton, diferentemente do que afirmou Mourão,
é verdadeiro, como demonstrou reportagem da revista Isto É.

7. O Sr. Rogério Tolentino integrou a corte do Tribunal Regional Eleitoral
de Minas Gerais. Após sua saída do TRE, tornou-se advogado de Marcos Valério
e sócio do mesmo na empresa "Tolentino e Melo Assessoria Empresarial". Ele
agiu, enquanto juiz eleitoral, influenciado por suas relações com Valério,
inclusive na votação da prestação de contas da campanha do ex-governador, o
que pode vir a anulá-la;

8. Para tentar esclarecer os fatos, apresentamos na Assembléia Legislativa
de Minas Gerais pedido de instalação de uma CPI para apuração de contratos
firmados entre as empresas SMP&B Comunicações e DNA Propaganda e outras
agências com órgãos públicos em Minas Gerais. A mesma não pôde ser instalada
por não termos conseguido recolher o número de assinaturas necessárias, pois
os deputados do PSDB, PFL e aliados do governador Aécio Neves não quiseram
aderir. Além disto, toda a documentação foi entregue ao Ministério Público
Estadual, para o promotor Dr. Leonardo Barbabela (31 - 3250.5046 / 5036) e
ao Ministério Público Federal, nas mãos do Dr. Eduardo Morato Fonseca (31 -
2123-9001)

Ressalto que não procedem os argumentos de que tudo se passou em 1998 e o
senador foi eleito em 2002. O cheque de R$ 700 mil para "calar a boca" do
Sr. Mourão foi de setembro de 2002, próximo à eleição, quando tanto Hélio
Costa (PMDB) como Tilden Santiago (PT) se aproximavam de Azeredo nas
pesquisas. Apertado, pediu apoio de Marcos Valério para garantir o silêncio
do tesoureiro. Certamente, caso a denúncia viesse à tona naquele ano, quem
estaria ocupando a vaga no Senado não seria o ex-governador Eduardo Azeredo.

As informações aqui expostas já foram remetidas ao Sr. Osmar Serraglio e
tentativas de agendar reunião foram feitas. Porém, não obtive resposta
alguma. Restou-me parecer que o relator somente deseja investigar o PT,
deixando de lado o que concerne aos tucanos e assando, assim, uma "grande
pizza".

Por tudo isto, o PT tem de solicitar à Comissão de Ética do Senado a
cassação do senador Eduardo Azeredo por ser comprovado seu envolvimento com
caixa 2, via Marcos Valério, com uso e abuso de dinheiro público. O
corporativismo ou justificativa de "governabilidade" da nossa bancada no
Senado, ou receio de revide, não pode impedir o Partido de cumprir seu
dever.

Me permitam os senadores petistas alertá-los para o fato de que devem reagir
e não se acovardar frente aos arroubos tucanos. O Sr. Artur Virgílio, que
ameaçou dar uma surra no presidente, precisa ser investigado. Pesquisem sua
relação com o Banco do Amazonas e empréstimos pré-eleitorais. A ameaça que
ele está sofrendo é de perder o discurso. Por isto anda tão valente.

Investiguem a estatal mineira Furnas e sua atuação em 2002, o maior caixa 2
com dinheiro público do mundo. Financiamento tucano criminoso. Convoquem o
Sr. Dimas Toledo para depor. Vai voar pena para todo lado! A Polícia Federal
e o Ministério Público sabem do que falam.

Sem mais para o momento, coloco-me à disposição para mais detalhes e com
documentos que comprovam tudo o que venho denunciando sobre o senador
Eduardo Azeredo.

Atenciosamente,

Rogério Correia
Deputado Estadual - PT
2º Vice Presidente ALMG

17 novembro 2005

PT organiza ato em defesa de Dirceu em São Paulo


O Partido dos Trabalhadores (PT) promoverá na próxima sexta-feira, a partir das 19h, um ato em defesa do mandato do deputado federal José Dirceu, na Câmara Municipal de São Paulo. O evento marcado para ocorrer a poucos dias da votação da processo de cassação do mandato do deputado petista - o plenário da Câmara dos Deputados deve votar o pedido no dia 23 - contará com presença do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini.

Os organizadores do ato, segundo nota divulgada no site do PT, entendem que o processo de cassação de José Dirceu viola a Constituição Federal uma vez que se pretende cassar o deputado "sem provas e atropelando princípios legais elementares, um direito conquistado pela vontade democrática de mais de meio milhão de eleitores". Dirceu é acusado de ser o mentor do esquema de compra de deputados comandado pelo empresário Marcos Valério de Souza.

Participarão ainda do manifesto artistas e intelectuais como Oscar Niemeyer, Dalmo Dalla ri, Ziraldo, Fernando Morais, Paulo Betti e sindicalistas, jornalistas, políticos, advogados, juristas e movimentos populares, entre outro
IZQUIERDA UNIDA,
QUEM SOMOS


Nosso grupo nasceu na Internet, de contatos virtuais, através de grupos de discussão.
Hoje somos um grupo com mais de 60 participantes e de todos os lugares do Brasil.

Somos socialistas, apoiamos veementemente o governo Lula, acreditamos e lutamos pela união de nossa América-Latina.
Estamos com todos que lutam pela igualdade social neste continente vilipendiado pelo autoritarismo estadunidense.
Apostamos no governo Lula, no socialismo de Fidel, no governo Bolivariano de Chávez, em Tabaré Vasquez, em Evo Morales,
e em todos governos de esquerda que certamente virão.
A América-Latina está amadurecendo e aprendendo a lutar pelo seu povo.

Nosso ideal: A união das Esquerdas para viabilizar as transformações de nossa sociedade.
Lutamos por uma sociedade mais justa, igualitária, solidária, corajosa e SEM MEDO DE SER FELIZ!!!!

Temos obrigação de lutar contra a conspiração midiática, imposta pelo sistema neo-liberal,
que tenta a todo custo, manipular informações, opiniões e desvirtuar realidades.
Isto é responsabilidade de todos!!!!! Precisamos nos unir, não somos marionetes!!!!

Devemos rejeitar o que aí está hoje: uma falsa democracia, uma ditadura do capitalismo,
que dispõe de poderosos mecanismos, como a mídia grande, para mudar as regras quando sentem-se ameaçados.
Usam a "democracia" apenas para garantir que não haja transformação da sociedade, para garantir que a continuidade do "status quo".
A questão vital a ser debatida é o excesso de poder da mídia, e a quem ela serve.

Nossa proposta é questionar, debater, buscar a verdade dos fatos, alertar, informar a sociedade,
enfim, convocar cada cidadão a pensar e agir com responsabilidade social.
Nossa intenção é difundir informações através de pequenos grupos,
nossos vizinhos e amigos, nossos familiares, nossos alunos, nossos colegas de trabalho,
comunidades de bairro, comunidades virtuais, cada cidadão ao nosso alcance;
e através de filmes, documentários, palestras, leituras de material jornalístico,
abrirmos espaço para discussões, debates e reflexões sobre o sistema político e social em que vivemos
e o que podemos fazer para garantir as mudanças necessárias a construção de um mundo mais justo e igualitário.


IZQUIERDA UNIDA APÓIA E ADMIRA JOSÉ DIRCEU
NÃO ADMITIREMOS INJUSTIÇA e ARBITRARIEDADE!

Devemos nos unir, temos obrigação de lutar contra esta conspiração golpista !!!
O Presidente Lula, José Dirceu e o Governo do PT não estão sós!!!!!

Dirceu é o principal alvo da direita golpista!!! Não à toa!!!
Dirceu é o principal responsável por termos chegado ao poder.
Foi o grande idealizador e construtor da candidatura e da eleição de nosso Presidente.
Nosso Lula, que é o próprio Brasil, que é o verdadeiro representante do povo Brasileiro.
Dirceu nunca será perdoado por todos aqueles que invejam sua coragem,
sua obstinação, sua tenacidade, seus ideais e sua segurança!!!!
A coragem dos justos e dos verdadeiros revolucionários.

Dirceu não precisa de defesa. Bastam os fatos.


VOCÊ NÃO PRECISA GOSTAR DO DIRCEU.

VOCÊ NÃO PRECISA, NEM AO MENOS, ACREDITAR NA INOCÊNCIA DELE.

MAS, VOCÊ É OBRIGADO A ZELAR PELA DEMOCRACIA E PELA JUSTIÇA BRASILEIRA.

CASSAR O MANDATO DO DIRCEU SEM PROVAS CONCLUSIVAS É UMA AFRONTA

AO ESTADO DE DIREITO E AO POVO QUE O ELEGEU COM 550.553 VOTOS.

A NAÇÃO BRASILEIRA NÃO PERDOARÁ ISTO.

PELA DEMOCRACIA, PELA JUSTIÇA E PELA ÉTICA



Izquierda Unida
http://brasileiristas.blogspot.com/

14 novembro 2005

MAIS UMA DA VEJA (FICCAO)

VEJA denuncia: BIN LADEN e SADDAN financiaram o PTA próxima capa da Veja trará a denúncia mais bombástica de todos os tempos, literalmente. Bin Laden, o terrorista saudita milionário, financiou as campanhas do PT em 2002, inclusive a do Presidente Lula. Saddan Hussain, enquanto governava o Iraque, também ajudou na campanha de Lula. Assim como Fidel e Chavez, os dois tinham grande interesse em fortalecer a esquerda no país e, consequentemente, a oposição no continente ao Presidente Bush. Ninguém sabe se é verdade. O único que pode confirmar a história é, mais uma vez, o Sr. Barquete, infelizmente morto de câncer.

Além dos US$ 100 milhões enviados ao PT escondidos em caixas de esfiha que chegaram via importações fraudulentas do Habbib´s, outros USS 55 milhões teriam chegado ao país escondidos dentro do gado paraguaio contrabandeado via Mato Grosso do Sul, com ajuda do Governador Zeca do PT, o que acabou por ocasionar o surto de febre aftosa. A CIA já estava investigando a tríplice fronteira e Veja teve acesso aos relatórios enviados à embaixada americana em Brasília. O próprio presidente Lula, em suas viagens ao Oriente Médio, teria trazido no Aerolula, malas recheadas de dólares pra pagar o Mensalão. Por isso que o Presidente viaja tanto, segundo a Veja.

A CIA está investigando outras conexões do PT com países suspeitos ou do eixo do mal. Na verdade, tudo indica que a Coréia do Norte estaria trocando armas por comida com o Brasil. Irã, Síria e até grupos terroristas palestinos teriam contribuído com a campanha de Lula, em troca do Brasil fornecer espaço territorial para que grupos terroristas anti-EUA tivessem melhores condições de deslocamento até o México. Nesse ponto, até Glória Perez estaria envolvida, sendo que a novela América seria um curso relâmpago para terroristas entrarem nos EUA via Texas ou Miami.

As ações da Polícia Federal seriam o início da articulação de um Golpe de Estado pelo PT, ao assustar e intimidar políticos e empresários poderosos. Assim como o Desarmamento era parte do plano de desarmar os brasileiros e facilitar o Golpe de Estado, que é apoiado pelos militares que estariam interessado nas armas de destruição em massa do Iraque, que estão em Cuba aguardando sinal verde do governo Lula para serem transportadas ao Brasil, mais uma vez, em caixas de uísque e charutos que o Delúbio adora fumar.

Até Roberto Jefferson está envolvido, mas não como todos pensam. Jefferson é amigo pessoal de Zé Dirceu e teria disparado sua metralhadora como forma de acirrar a disputa política entre Governo e Oposição e assim dar a justificativa ao PT para iniciar o Golpe de Estado ano que vem. Ou seja, toda essa crise foi programada pelo PT, com o objetivo final de varrer a direita e a elite desse país, transformando o Brasil numa ditadura de esquerda com o apoio de Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, Irã, Síria, Bin Laden e Saddan Hussain. Aliás o PT estaria retribuindo o apoio de Saddan ao enviar o advogado de Zé Dirceu para sua defesa assim que terminar o julgamento no Conselho de Ética.
Sorte que a Veja descobriu.