
11 agosto 2010
A Folha de São Paulo quer derrubar a Petrobrás

05 agosto 2010
Manchetes da Folha


02 agosto 2010
Perseguição Jornalística...
22 dezembro 2008
[Vila Vudu - Barracão Gabriel Tarde]: Carta aberta à Folha de S.Paulo(sobre 'Círculo de leitores' e 'críticas' ao jornal)
Senhores,
Por: Caia Fittipaldi
(Folha de S.Paulo, 21/12/2008, em aqui)
Seis grupos de assinantes, selecionados pelo Datafolha, se reuniram este ano em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília
Jornal ideal deve fiscalizar atos dos poderes públicos, hierarquizar notícias e auxiliar na execução de tarefas diárias do leitorado
DA REPORTAGEM LOCAL
O leitor da Folha quer um jornal que seja ao mesmo tempo sintético e analítico, prático e interpretativo, com mais precisão e mais opinião.
Por oito meses, de março a novembro deste ano, a Folha ouviu as avaliações e impressões sobre o jornal de 60 assinantes, que participaram do projeto "Círculo de Leitores".
Eles foram convidados a opinar em seis encontros com editores -quatro em São Paulo, um no Rio e um em Brasília. Informais, as reuniões buscaram avaliar edições, recolher críticas e levantar idéias.
Os participantes esperam que o jornal exerça uma espécie de vigilância sobre os poderes públicos -publique denúncias de corrupção, cobre promessas de candidatos, fiscalize a situação das grandes cidades-, mas que também os ajude a desempenhar melhor suas tarefas diárias -traga roteiros culturais completos, dicas de compras, boas reportagens em saúde, entre outros tópicos.
Um bom jornal, dizem, precisa agir nessas duas frentes, evitando o que eles chamam de exageros.
O noticiário de política, por exemplo, deve selecionar os casos realmente importantes e acompanhá-los. "A gente se perde em tantos escândalos", afirmou uma leitora. "E depois as denúncias desaparecem, você nem fica sabendo no que deu", criticou um participante.
No aspecto mais prático, a Folha deve ajudar seus leitores a fazer as melhores escolhas -do restaurante ideal para ir com a namorada às aplicações mais seguras em meio à crise financeira.
"O jornal fala muitas vezes das ruas esburacadas, mas se esquece de colocar um telefone da prefeitura no qual o cidadão possa reclamar", observou um dos leitores.
Em comparação com TV e internet, os leitores apontam o jornal como um meio mais criterioso, de apuração rigorosa e capaz de fazer análises aprofundadas.
"A Folha aglutina esse mar de informações numa sequência lógica", definiu um assinante. Mas não basta registrar: o jornal precisa explicar, contextualizar. "Não adiantam manchetes de "dólar sobe", "dólar desce", porque isso a gente já sabe de ver na TV; o jornal precisa ajudar a entender a economia", disse um professor.
A Folha, na comparação com seus concorrentes, é elogiada por ser apartidária, crítica aos governos, de leitura fácil e por ter diagramação agradável.
E o que irrita os leitores? As reclamações mais recorrentes foram sobre "propagandas em excesso", falta de espaço para mais cartas de leitores e erros de português. A experiência do "Círculo de Leitores" será repetida em 2009. Os convidados são selecionados pelo Datafolha, segundo dados representativos do perfil do assinante.
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No dia 10 de dezembro, o Ministério Público Federal de Santa Catarina entrou com uma Ação Civil Pública (processo nº. 2008.72.00.014043-5) contra o oligopólio da empresa Rede Brasil Sul (RBS) no Sul do Brasil. O MPF requer, entre outras providências, a diminuição do número de emissoras da empresa em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, de acordo com a lei; e a anulação da compra do jornal A Notícia, de Joinville, consumada em 2006 – que resultou no virtual monopólio da empresa em jornais de relevância no estado de Santa Catarina. O quadro geral da situação pode ser conferido a seguir, na entrevista realizada em novembro com Celso Tres, um dos procuradores que elaborou a medida judicial.
O Cade também é réu
Desde 2006, o MP fala em processar a RBS pela compra do jornal A Notícia. Isso vai acontecer?
Celso Tres – Sim, a ação está sendo instruída há dois anos, por meio de um Inquérito Civil Público (ICP), porque é bem complexa. Também participam vários procuradores no estado. A RBS tem uma posição totalmente dominante. No RS e em SC, são 18 emissoras de televisão, dezenas de estações de rádio, uma dezena de jornais. E a culminância disso foi quando a RBS comprou o jornal A Notícia, o que a tornou dona de todos os jornais de expressão dos dois estados.
Então, o que nós vamos discutir é essa questão do oligopólio à luz inclusive da lei que regula a ordem econômica, não é nem a lei da mídia propriamente dita. É tão grotesco isso, que nem essa lei que regula a atividade de economia em geral permite o oligopólio – obviamente, é muito menos lesivo numa sociedade você ter um oligopólio de chocolate, pasta de dente, do que ter oligopólio da mídia. Falo oligopólio, porque monopólio seria a exclusividade absoluta; mas a RBS tem posição quase totalitária.
A tendência da economia é a concentração e, por isso, certas compras de empresas têm que ser analisadas. Esse caso da RBS é um escândalo, ela governa o estado. Como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra do AN? O Cade é réu na ação porque aprovou isso.
Violação a direito difuso
O que vai ser requerido, especificamente, na ação?
CT – Em linhas gerais, o que o MP demanda é: primeiro, que a compra do AN seja desfeita – eles vão ter que devolver o jornal para o antigo dono ou vender para terceiros; segundo, que seja cumprida a lei que diz que eles só podem ter no máximo duas emissoras no estado, ou seja, que acabe essa farsa que é de ser tudo da mesma família; e terceiro, o que eu acho mais importante, a implementação da programação local. A Constituição Federal determinou que é obrigatória a programação local. Só que em 20 anos nunca se adequou a lei. Então, o MP está querendo que a Justiça arbitre um percentual – 30% de programação local no âmbito do estado e 15% em cada região, no mínimo.
São inúmeros réus: todas as pessoas físicas da RBS, cada "emissora", o Cade; a União, por causa do Ministério das Comunicações (MC). E o MP pede para que a Justiça estabeleça uma multa por violação a um direito difuso, em razão da omissão do poder público. A gente vai entrar com a ação nos próximos meses e a sentença em primeiro grau deve sair em um ano.
O que foi feito no Inquérito?
CT – O ICP não é um processo judicial, não tem contraditório, ou seja, quem é investigado não tem direito de resposta. Mesmo assim, o MP abriu pra RBS se manifestar e, inclusive, eles vieram com o mesmo discurso do Ministério da Comunicação. Eles [a RBS e o MC] se comunicaram, é uma piada. A mesma pessoa que redigiu a resposta do Ministério redigiu a da RBS, é uma coisa vergonhosa. O mesmo discurso: "Não, porque a lei diz que é a mesma pessoa física só que no caso não é." É chamar o legislador de imbecil.
Quando a lei diz que tu não podes ser titular de mais de dois veículos, qual é o objetivo dela? É evitar concentração. Se é da mesma família, se tem a mesma programação, está concentrado, é evidente. É uma fraude clara ao objetivo da lei. Não teria sentido proibir que alguém seja proprietário de mais de dois meios de comunicação e permitir que esse meio de comunicação transmita a mesma programação, tenha a mesma linha editorial etc. É a mesma coisa que nada.
Então o problema do oligopólio é a fiscalização?
CT – A nossa legislação é desacatada porque o uso da radiodifusão sempre foi um benefício político. Essa relação do poder público está tão viciada que o MC não faz absolutamente nada para reprimir esses ilícitos e o caso da RBS é muito claro.
Na última eleição [para governador], isso ficou bastante evidente. A tríplice aliança de Luiz Henrique foi com a RBS; foi uma vergonha porque no primeiro turno a RBS anunciava que não ia ter segundo turno. Daí, deu segundo turno e eles anunciaram até um dia antes da eleição dizendo que a diferença era astronômica e, no final, deu 5% de diferença entre o Amin e o Luiz Henrique. Então não há dúvida de que a RBS elegeu o Luiz Henrique. Independentemente da pressão política, isso é irrelevante para o MP. Mas qualquer inocente sabe que a massificação de alguém que está na frente arrasa, induz o povo a votar.
Em cada estado, um titular só pode ter no máximo duas emissoras – emissoras, não retransmissoras. Este é outro vício: as emissoras têm outorgas de emissão, ou seja, elas deveriam produzir programação, mas não produzem ou fazem uma programação local ínfima, como é o caso da RBS. Existem várias "emissoras", em Florianópolis, Criciúma, Lages, Xanxerê, Blumenau, Joinville. Mas, na verdade, elas só produzem um noticiário local.
Hoje, na verdade, em SC, ou você trabalha na RBS ou você está fora. Você vai estar trabalhando ou em órgãos bem pequenos, espaço de trabalho inclusive bastante reduzido, caso do que eles fizeram com o AN. As matérias são as mesmas, teve um momento assim que chegaram ao ridículo de colocar a mesma manchete, a mesma matéria.
A radiodifusão – emissora de rádio e TV – deve estar em nome de pessoa física, não de pessoa jurídica, e cada pessoa só pode ter duas por estado. Daí, o que eles fazem é colocar em nome de pessoas da família. E isso tudo está demonstrado claramente na ação. Inclusive a questão da retransmissão.
Dizimar a concorrência
E isso não é contrato simulado, colocar tudo no nome da família inteira?
CT – Essa questão da titularidade é uma questão criminal, porque é uma falsidade ideológica. Isso a gente vai verificar mais tarde. O objetivo, agora, é mudar a realidade. O MC diz que não controla isso porque a RBS está em nome de terceiros. É óbvio que é irrelevante que a concessão esteja no nome de A ou B, até porque – como é o caso de Blumenau, que não está no nome da família Sirotsky – retransmitem a mesma programação, essa é a grande questão, o conteúdo.
A lei diz que ter 20% do mercado é ter posição dominante e obviamente a RBS tem isso. E essa questão tem vários aspectos: direito à informação e direito à expressão, e também a questão da publicidade. Por exemplo, o Diarinho de Itajaí, o que a RBS faz com os caras? Na Rede Angeloni, faz contratos publicitários, impedindo que o supermercado coloque lá o Diarinho para os caras venderem. Então não existe concorrência, acabou. A concorrência é dizimada. Na Grande Florianópolis, eles lançaram o jornal A Hora a R$ 0,25, o que é claramente um preço inferior ao de custo, pra dizimar com a concorrência. Essas são as práticas deles.
Existe solução?
CT – A questão é permitir a multiplicidade. A rede pública de televisão, com a criação da TV Brasil, poderia ter sido uma saída, mas o governo fez tudo errado. O correto seria que o Estado disponibilizasse canais, não adianta tentar produzir programação.
Seria fácil: criar 30 canais de TV para serem disponibilizados à população. Depois seria só colocar retransmissoras públicas nos centros urbanos, para os canais transmitirem programação independente. Uma medida simples, percebe? Bastava criar os canais e construir as retransmissoras. É uma questão tecnológica e de vontade política.
Custaria muito mais barato do que o governo tentar produzir programação e todos teriam oportunidade de fazer sua produção. O governo faria as retransmissoras, pura e simplesmente. Seria uma revolução na comunicação. A mídia, em pouco tempo, mudaria porque, com uma multiplicidade de canais, o canal com maior audiência chegaria a 15%, 10%, como é nos EUA, que é o correto.
Certamente se o governo viesse "Ah, vamos fazer aplicar a lei das duas emissoras", eles iam dizer, "Não! É uma lei da ditadura! O Lula é o Chávez." É uma besteira. O que diz a lei? Cada cidadão tem que ter um número x de canais, essa é a meta. Podia botar no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) isso aí. É uma questão econômica, direitos individuais, gera muito emprego, oportunidades, veiculação comercial; atingiria em cheio a própria economia.
O principal modo de democratizar não seria combater o monopólio e o oligopólio?
CT – O primeiro passo seria esse, mas, como eu falei, os órgãos do executivo são muito subalternos e também a RBS pode virar o governo. Qual a finalidade de um deputado federal que vai lá propor uma legislação mais rígida para isso? Se é um deputado de SC, a RBS vai fazer algumas reportagens contra o cara e ele está acabado. O cara não se reelege mais.
Você já foi ameaçado?
CT – Não, por isso não.
15 dezembro 2008
Para comparar o título da matéria com o conteúdo (da Falha, claro)
Brasileiro duvida da resistência do país à crise econômica , diz pesquisa
03 novembro 2008
Leitura Importante
Um dia na vida da Folha de S. Paulo
De como um dos maiores diários do país vem se especializando em inverter o sentido dos fatos. O jornal torce os fatos porque está torcendo pelos mesmos, em vez de tentar retratá-los com a maior precisão e contextualização possível.
Bernardo Kucinski
O dia é quinta, 30 de Outubro de 2008. Mas podia ser qualquer outro. Nessa quinta, o desprezo da Folha pelos seus leitores superou-se com a reportagem “Luz para Todos não cumpre a meta de dois milhões". Minha mulher, que já vinha se aborrecendo com a Folha, fechou as páginas, irritada: “Esse jornal pensa que somos idiotas”.
Começa pela foto que encima a história, uma cena de escuridão no Congresso Nacional, que não tem nada nadinha a ver com o programa Luz para Todos. Depois vem o título, enorme, em quatro colunas, numa página nobre do jornal, chamando de fracassado um programa que os números da reportagem revelam estar sendo um dos maiores sucessos do governo Lula.
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"Vou horrorizar os jovens economistas. Sou favorável a centralizar o câmbio"
Em entrevista à Carta Maior, o economista defende a redução dos juros e o aprofundamento do PAC, sobretudo em investimentos sociais e na geração de emprego. Para o ex-presidente do BNDES, o governo deveria também centralizar o câmbio. "Nós temos que reforçar nossas defesas. Se perdermos 50 bilhões e tivermos, em 2009, uma balança comercial altamente deficitária, as reservas brasileiras acabam".
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Resta saber se o império assimilou a decadência
Pedro Porfírio
"Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis". (Mayer Amschel Rothschild - 1744/1812), precursor da agiotagem)
Em 2003, o ator negro Chris Rock escreveu e estrelou o filme "Head of state", exibido no Brasil com o título "Um pobretão na Casa Branca". Comédia despretensiosa, acabou sendo um prenúncio de uma possibilidade que só caberia em ficção: a vitória de um mulato, filho de africano, com 4 anos de sua infância vividos na Indonésia, o país de maior população muçulmana do mundo.
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20 outubro 2008
Mídia continua querendo quebrar o Brasil
25 setembro 2008
Folha de São Paulo tenta criar confusão para ajudar Dantas
Correa nega proteção em arquivos de Dantas
Por Ernani Alves
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, classificou como especulação a informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo de que cinco discos rígidos do banqueiro Daniel Dantas, apreendidos na Operação Satiagraha, ainda não foram analisados porque peritos não conseguem acessar os códigos criptografados. "O jornal também deveria ter o compromisso com a verdade. É especulação", disse.
Correa disse ainda que 70% do inquérito sobre a realização de escutas ilegais durante a operação já está concluído. Segundo ele, as provas produzidas durante o trabalho de investigação não serão prejudicadas em função das irregularidades que possam ter sido cometidas por agentes da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
A Abin é apontada como suspeita de grampear senadores, deputados e autoridades da Justiça durante a Operação Satiagraha. Entre os telefonemas monitorados, estaria um entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
"Tudo que se produziu foi com ordem judicial. O que contamina a prova é a produção da prova e não a sua utilização", afirmou Correa, ao participar da abertura da 5ª Conferência Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos, em um hotel da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.
Ameaças
O diretor da Polícia Federal não quis comentar o conteúdo do depoimento da deputada federal Marina Magessi (PPS-RJ) à CPI das Milícias, ontem, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Ela disse que vem sendo ameaçada por policiais federais porque faz parte da CPI das Escutas Ilegais da Câmara Federal. "Ela deve informar que tipo de ameaça está tendo e nós vamos investigar", afirmou.
Correa acredita que a CPI pode ser concluída com relatórios produtivos para a Polícia Federal, pois a comissão está cumprindo o papel de trazer um assunto importante à discussão.
Fonte: Terra
23 setembro 2008
TSE recomenda perda de fundo partidário ao PSDB por notas frias
O corpo técnico do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) encontrou notas fiscais frias em prestação de contas do PSDB e, por isso, recomendou que o partido seja punido com a perda do fundo partidário. Os documentos foram usados para justificar pagamentos de R$ 389,5 mil (dinheiro público) feitos a empresa de um dirigente do próprio partido, o ex-secretário-geral e atual tesoureiro nacional, Márcio Fortes.
A Folha obteve cópias de dois cheques apresentados pelo PSDB à Justiça Eleitoral, ambos nominais à Marka Serviços de Engenharia, pertencente ao tucano. Os cheques, de R$ 34,5 mil e R$ 75 mil, possuem um carimbo do próprio Márcio Fortes. Ou seja, o dirigente atestou pagamentos feitos à sua própria empresa.
Fortes reconheceu à Folha os pagamentos feitos à sua empresa e disse que ela foi contratada às pressas para organizar comícios de candidatos do PSDB nas eleições municipais de 2000. Mas negou que as notas sejam frias (leia o outro lado).
As notas fiscais da Marka foram consideradas "inidôneas" pelos técnicos do TSE por terem sido emitidas quatro anos depois de a empresa ter dado baixa na Receita Federal. Por esse motivo, segundo o tribunal, não é possível comprovar se os serviços para as quais ela recebeu foram efetivamente prestados.
De acordo com a Receita, a empresa foi "baixada" em janeiro de 1996, mas em meados de 2000 recebeu quatro pagamentos, pelos quais emitiu as notas fiscais. Os recursos são provenientes do fundo partidário, portanto públicos. O partido diz que as operações foram legais.
As notas fiscais foram incluídas na prestação de contas do partido referentes a 2000, ainda pendentes de julgamento pelos ministros do TSE. Depois de um vai-e-vem de recursos, os técnicos do tribunal opinaram definitivamente pela sua desaprovação.
O parecer aponta outras irregularidades, entre elas o gasto de R$ 1,1 mil do fundo partidário para quitar o furto de 36 toalhas e 22 edredons durante a realização de um congresso da juventude do partido em Brasília.(Assim eles começam o ofício)
O caso agora está nas mãos do ministro Caputo Bastos, que fará um voto pela aprovação ou rejeição das contas. O voto será submetido à apreciação dos demais ministros em plenário. Se as contas forem reprovadas, o partido perderá os repasses do fundo partidário do ano seguinte. Para se ter uma idéia, ano passado o PSDB recebeu R$ 15,5 milhões do fundo.
Na prestação de contas do PSDB de 2001, há outras notas fiscais emitidas pela Marka, que motivaram pareceres pela rejeição. Mas, nesse caso, a legenda ainda pode fazer contestações.
A Receita também já encontrara outros dois cheques do PSDB à Marka, emitidos em 2001 e 2003, no total de R$ 94,7 mil, como mostrou reportagem da Folha em fevereiro desse ano. Eles foram depositados na conta pessoal de Fortes, segundo documento do fisco.
Houve também uma transferência eletrônica (R$ 44,5 mil) referente a pagamento feito à Marka para a conta de Margarete Licassali Lucindo, funcionária do PSDB.
Na apuração feita pelo TSE, os técnicos do tribunal consultaram a Secretaria municipal de Fazenda do Rio, onde a Marka foi registrada. Um ofício da pasta diz que as notas fiscais da empresa "só poderiam ser emitidas até 30/06/1997" e que elas são "inidôneas por emissão fora do prazo de validade".
Fonte: Folha de São Paulo
22 agosto 2008
Sessão Email
Subject: Acoooooooooorda, D. Mirian Leitão! QUEM É "Juliana Rosa", sô?!
Acoooooooooorda, D. Mirian Leitão! QUEM É "Juliana Rosa", sô?!
Interessante ler os DES-jornais brasileiros em conjunto, como estou fazendo, depis de uma semana em que saí do mundo, por causa de um trabalho-grana que tive de fazer.
Os DES-jornalões brasileiros reforçam-se uns os outros, como bandido que ajuda bandido porque, se um bandido cai, tooooooooooooooooooooooooodos ficam em perigo. Há algum maquiavelismo-de-resultado, afinal, até entre bandidos, é claro. Um exemplinho:
Na Folha de S.Paulo, hoje, lê-se:
"O presidente Lula disse que vai sancionar o projeto de ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses. Segundo ele, é mais barato “investir para cuidar das mulheres no pós-parto” que gastar com tratamentos de crianças doentes. Ele reclamou de rumores de que poderia vetar a lei por pressão do setor produtivo e pelo impacto fiscal (R% 800 milhões ao ano)." (Folha de S.Paulo, "Lula diz que aprovará licença maior a mães", em clipping.planejamento.gov.br/Noticias.
Não é o pior possível. Afinal, aí ainda há algum átomo de "fato" -- embora se deva anotar que, no léxico da Folha de S.Paulo, o presidente Lula sempre "reclama". E qquer FHC de meia-tigela sempre "declara". Mas, até aí, é só mais do mesmo.
O que interessa é que, na mesma pauta, imediatamente, D. Mirian Leitão já (DES)opina, em O GLOBO, sobre o mesmo assunto, e a partir do que pensa-que-pensa uma tal de "Juliana Rosa" (mas quem, diabo, seria "Juliana Rosa"?!), empregada da D. Mirian, na Globonews e, depois, a partir das idéias de uma Ana Amélia Camarano (que não sei quem seja e nem imagino POR QUE deveria ser ouvida neste assunto ou em qualquer outro). Dado contudo que a tal de Ana Amélia Camarano "ensina" D. Mirian... suponho que seja socióloga tucano-uspeana, ou coisa que o (DES)valha.
Diz D. Mirian Leitão, hoje:
"Juliana Rosa, jornalista que trabalha comigo na Globonews, disse que seis meses é tempo demais para ficar em casa. E contou que, nos primeiros meses do seu filho, ela dividiu com o marido os cuidados com a criança. (...)
O caminho, como ensina Ana Amélia Camarano, é sair da idéia de licença "maternidade" para a [idéia] de que os homens sejam incentivados a participar mais desse direito e tarefa." (O GLOBO, em http://arquivoetc.blogspot.com/).
Bom. Há alguma verdade no que escreve D. Miriam: eu também acho que D. Mirian, por exemplo, assim como a tal de "Juliana Rosa" e a tal de Ana Amélia Camarano, se ainda tiverem marido, saiam, se quiserem, da idéia da licença-maternidade (atenção: sem aspas, D. Mirian! Que negócio é esse de aspas em maternidade?! Mas... a salafrarice não tem limites?!) e comprem a idéia de mandar marido ajudar. Deve ser ótimo mandar marido fazer coisas.
Mandar-fazer, aliás, é sempre bom, pra quem goste. Mandar sogra fazer, por exemplo, deve ser pura delícia pra um certo tipo de pervertidos(as). Mandar cunhada, então, fazer?! Deve ser maravilhoso prôs pervertidos e mandões. D. Míriam, mesmo, deve mandar muuuuuuuuuuuuuuuuuuito nesta infeliz "Juliana Rosa" em quem D. Mirian manda, é claro, na Globonews.
D. Mirian, por exemplo, pode começar por mandar o marido dela capinar, ou plantar batatas, ou escrever DES-colunas de DES-jornalismo. Absolutamente não me interessam nem D. Mirian Leitão, nem alguma "Juliana Rosa" nem me interessa qquer Ana Amélia Camarano e seus respectivos maridos.
Marido é o seguinte: há quem goste, tanto quanto há quem tenha. E também há quem deteste ter, tenha ou não. Tudo é desejo, ou gosto.
O caso é que, no que tenha a ver com licença-maternidade, toooooooooooooooooooooooooooooooooooodo o problema NÃO ESTÁ nestas mães que D. Miriam ouviu tããããããão aplicadamente. Estas mães são ricas.
E toooooooooooooooooodo o problema da licença-maternidade está nas mães pobres. Que D. Mirian, ao que parece, já mandou pra algum campo de concentração e já cremou, todas, aos magotes. (E só me faltaria, agora, alguma Schwab-Leitão, pra dar xchiliques sionistas!)
As mães pobres muitas vezes são muito infelizes, eu sei. Mas também há muuuuuuuuuuuuuuuita mãe pobre que é muitas vezes mais feliz SEM marido, do que o marido de tantas Mirians Leitãos, Julianas Rosas e Anas Amélias Camaranos por aí, coitados, com suas respectivas esposas, todas mandando neles ("Já prô tanque, seu vagabundo!", "E esta comida, ô Paulo?! Sai ou não sai?!", "E este menino berrando?! Desligue já a televisão! Chega de Ronaldinho! O seeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu filho tá berrando! Vá lá e acaaaaaaaaaaaaaaaaaaaabe coesse berreiro!").
Ora esta! D. Mirian e "Juliana Rosa" e a tal de Ana Amélia Camarano têm marido (ou têm babás).
O que interessa é que as mães pobres muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitas vezes não têm marido. De fato, só muito raramente as mães mais pobres têm marido.
Muito mais certo, portanto, está o presidente Lula, quando diz que é mais barato “investir para cuidar das mulheres no pós-parto” que gastar com tratamentos de crianças doentes" e que, sim, é preciso ampliar o tempo da licença-maternidade remunerada (em vez de confiar em marido, sô! E quem é besta de confiar em marido?! Que marido?!)
ISTO -- o que o presidente Lula declarou --, sim, considera a evidência de que, em todos os casos, nas famílias pobres, é indispensável manter juntos mãe & bebê, porque só em rarísimos casos há maridos, neste cenário. Em ZILHÕES de casos só há, mesmo, mães e filhos. ISTO é fato.
Isto -- que é fato --, D. Miriam Leitão, a tal de "Juliana Rosa" e a tal de Ana Amélia Camarano esqueceram.
Quem precisa deste DES-jornalismo... que esquece... ISTO?! Quem precisa de (DES)opinião de Mirian Leitão?!
Quem precisa deste DES-jornalismo brasileiro que desgraça o Brasil-2008?!
Caia Fittipaldi
06 agosto 2008
Técnicas do jornalismo salafrário da Folha de S. Paulo
Mas o que esperar de uma empresa que servia de terceirizada de transportes para os torturadores do regime militar?
Mauro Carrara
A Folha de S. Paulo lembra uma octogenária vaidosa e fútil, freqüentadora assídua das clínicas de cirurgia plástica, mas sempre ignorante e maledicente. Os incautos a vêem envernizada de modernidades cosméticas. Por dentro da bela viola, entretanto, não há mais que pão bolorento.
Neste dia 5 de Agosto, ao noticiar os resultados de estudos do Ipea e da FGV, o gelado jornal dos Frias tentou novamente lesar o leitor-consumidor. Na capa do UOL, o jornalismo de pocilga esforçou-se em malabarismo para desvalorizar as evidentes conquistas do governo do metalúrgico.
Na numeralha, há um dado espetacular, e que mereceria o título da matéria: entre 2.003 e 2.008, segundo o Ipea, o número de pessoas pobres caiu de 35% para 24,1%. Pronto. Se restasse inteligência e algum pingo de honestidade na redação da Barão de Limeira, pinçar-se-ia daí a boa chamada.
O método salafrário (e burro por opção) da Folha de S. Paulo, entretanto, preferiu estampar o seguinte: "Número de ricos cresce e classe média avança". Agora, vale verificar qual foi este avanço. Segundo o estudo, o número de indivíduos com renda mensal igual ou superior a 40 salários mínimos cresceu de 0,8% para 1%.
Então, "psite do sofá", o que matematicamente e logicamente é mais relevante? Qualquer cidadão lúcido diria que é a formidável redução no número de pobres. Sim, mas não para a Folha de S. Paulo, uma "acta" cuja missão é destacar e exagerar tudo que é negativo no Brasil, assim como minimizar e esconder todas as conquistas do atual governo.
Em seguida, o jornal se utiliza de um artifício barato para desqualificar os dois estudos. Dessa forma, apresenta mais uma de suas enquetes destinadas à propaganda política de oposição. O enunciado é: "Pesquisas mostram que a pobreza diminui no país. Você concorda?"
A pergunta mal esconde a patifaria. O "você concorda?" sugere que existe dúvida sobre a lisura do trabalho científico. Logo abaixo da manchete, numa prática golpista travestida de populismo interativo, o diário imprensaleiro sugere sutilmente que tudo é uma farsa, mentira, invenção do governo.
Logicamente, do ponto de vista epistemológico, a enquete é um absurdo, pois reduz à experiência individual a chance de validação para uma pesquisa nacional.
Como sempre, manifestam-se, em massa, três tipos de "leitores". Os boateiros-interneteiros assalariados do PSDB e do DEM, que iniciam a desqualificação do trabalho e disciplinadamente fecham seus textos com agressões ao presidente Lula.
Em seguida, em coro, aparecem os interneteiros independentes que passam a vida diante do computador para destilar venenos sociais e semear a discórdia pública.
Por último, expressam-se com rancor as pessoas que, isoladamente, vivem (ou fingem viver) problemas financeiros. Estes costumam argumentar que "lá em casa" nada mudou. Outros se esforçam em traçar um quadro catastrófico do país, no qual todos seus amigos e parentes figuram como endividados em desespero.
Trata-se de um técnica de distorção dos fatos (não choveu porque eu estava dormindo) que a própria Folha usaria, se pudesse, mas cuja autoria – por razões óbvias – entrega a seus colaboradores-leitores, pagos ou voluntários, muitos deles movidos por um mortal ódio de classe.
A empresa que publica o jornal gelado – aquele que só tem notícias frias -, já foi pior. Mantinha uma corja de pervertidos cafajestes na redação da Folha da Tarde. Além disso, emprestava suas kombis para que os torturadores do regime militar levassem pessoas para os porões da morte. Hoje, envernizada e maquiada, a empresa faz menos: resigna-se a viver de um jornalismo cada vez mais desacreditado, mas ainda salafrário.