Visita de Dilma, Mercadante, Marta e Netinho à Bauru
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21 agosto 2010
15 outubro 2008
Rap da Marta
Rap da Marta
Candidata se emociona com homenagem de Jonathan, rapper de 12 anos do bairro Jova Rural

“Marta é quem vai ganhar, não dá pra esconder o que ela vai fazer. Junto, com a Marta, vamos ganhar. A Zona Norte vai crescer”. Estes versos, de Jonathan, 12 anos, emocionaram Marta durante a visita ao bairro Jova Rural, no extremo Norte da cidade, na manhã desta quarta-feira, 15.
A candidata da coligação Uma Nova Atitude para São Paulo não conteve as lágrimas. “Jonathan, eu quero ser prefeita por você”, disse Marta ao garoto. “Vale a pena tudo que a gente passa na campanha por uma coisa dessas”, afirmou.
Marta anunciou que, caso seja eleita, vai priorizar a construção de creches para o bairro, que é carente em infra-estrutura urbana. Ela também se comprometeu em dar atenção especial aos idosos e às gestantes. “Nós vamos fazer aqui o hospital Jaçanã-Tremembé. E vou garantir que tenha médico e que haja cursos de especialização em universidades renomadas”, disse.
A candidata reafirmou que implantará o projeto de acesso à internet. “Eles falam que a internet banda larga é impossível porque não querem fazer. Eles também falavam que o Bilhete Único era impossível”, declarou Marta. Durante o comício, moradores pediram a volta de três linhas de ônibus que foram cortadas pela gestão Kassab.
Marta aproveitou a oportunidade para fazer um desabafo. “Eu falo o que faço, e faço. Eu sou o que pareço”, pontuou. “Não existem duas Martas. A que está aqui é a mesma que está na propaganda”, concluiu. Pouco antes de falar com os moradores da Jova Rural, Marta participou de caminhada no comércio do Jardim Fontalis, onde também foi recebida com muita festa e entusiasmo pelos moradores.
Veja o video do rap aqui, na seção Nos Passos da Marta.
A candidata da coligação Uma Nova Atitude para São Paulo não conteve as lágrimas. “Jonathan, eu quero ser prefeita por você”, disse Marta ao garoto. “Vale a pena tudo que a gente passa na campanha por uma coisa dessas”, afirmou.
Marta anunciou que, caso seja eleita, vai priorizar a construção de creches para o bairro, que é carente em infra-estrutura urbana. Ela também se comprometeu em dar atenção especial aos idosos e às gestantes. “Nós vamos fazer aqui o hospital Jaçanã-Tremembé. E vou garantir que tenha médico e que haja cursos de especialização em universidades renomadas”, disse.
A candidata reafirmou que implantará o projeto de acesso à internet. “Eles falam que a internet banda larga é impossível porque não querem fazer. Eles também falavam que o Bilhete Único era impossível”, declarou Marta. Durante o comício, moradores pediram a volta de três linhas de ônibus que foram cortadas pela gestão Kassab.
Marta aproveitou a oportunidade para fazer um desabafo. “Eu falo o que faço, e faço. Eu sou o que pareço”, pontuou. “Não existem duas Martas. A que está aqui é a mesma que está na propaganda”, concluiu. Pouco antes de falar com os moradores da Jova Rural, Marta participou de caminhada no comércio do Jardim Fontalis, onde também foi recebida com muita festa e entusiasmo pelos moradores.
Veja o video do rap aqui, na seção Nos Passos da Marta.
14 outubro 2008
Em São Paulo, é esquerda contra direita
Em São Paulo, é esquerda contra direita
Emir Sader
Não há como equivocar-nos sobre o segundo turno da eleição para prefeito na cidade de São Paulo. Um candidato (Kassab) do PFL, atual DEM, que trabalhou estreitamente com Maluf e Pitta, apoiado e promovido pela elite tucana paulista, contra quem realizou o melhor programa social que a cidade já conheceu (Marta Suplicy). Marta contra Kassab. A esquerda contra a direita.
São Paulo é a cidade mais rica e mais pobre do Brasil. Tornou-se, nas mãos dos tucanos, o núcleo mais conservador do pais, o estado mais odiado pelos outros estados do Brasil, porque assume uma imagem de “vanguarda econômica”, de discriminação em relação aos outros estados, pretendendo, desde que FHC foi presidente, reassumir o espírito reacionário de 1932.
Não por acaso se constituiu em São Paulo o pior da imprensa nacional – FSP, Estadão, Veja –, instrumentos de propaganda da oligarquia paulista, para construir uma ideologia anti-popular, que se espelha no seu ódio a Lula. O bloco social e político da direita paulista representa o egoísmo de quem resiste às políticas de distribuição de renda, de incorporação dos excluídos a direitos elementares.
O ódio ao PT, a Lula, a Marta é o ódio a essas políticas, que tem em Lula seu principal agente e sua expressão simbólica. Pelo que Lula representa: nordestino chegado a São Paulo pela expulsão das secas do nordeste, operário que se forjou politicamente na oposição a essas oligarquias, discriminado por elas, odiado hoje porque promove políticas de redistribuição de renda que acusam essas oligarquias pelo que não fez quando foi governo e pelas suas responsabilidades em fazer do Brasil o pais mais desigual do mundo. O oposto a FHC, ídolo dessa classe média conservadora e da elite branca paulista.
Agora tentam fazer uma barreira similar à das oligarquias brancas de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, que tentam bloquear a chegada a reforma agrária e das políticas sociais redistributivas a seus estados conservadores. A aliança tucano-pefelista – de filhotes da ditadura com o ranço oligárquico paulista – tenta impedir que o processo de democratização social que o Brasil vive, chegue em cheio a São Paulo e afete suas bases de poder.
O PFL-DEM é o partido fundado por mentores da ditadura militar, como ACM, Jorge Bornhausen, Marco Maciel, entre tantos outros com responsabilidades diretas pela instauração do pior regime que o Brasil já conheceu em toda a sua história. No retorno da democracia, se refugiaram na aliança com o PMDB para sobreviverem e tentarem apagar seu passado e suas responsabilidades. Encontraram nos tucanos o aliado disposto a reciclar a direita brasileira para o que seria a modernização neoliberal, que quebrou a economia brasileira três vezes e provocou a maior recessão as últimas décadas, com os piores índices de desemprego que já tínhamos conhecido.
A aliança tucano-pefelista representa o que de mais conservador e reacionário tem São Paulo. Não por acaso têm o apoio unânime da imprensa diária paulista, não por acaso tiveram suas maiores votações nos bairros mais ricos da cidade e as piores nos bairros mais pobres. É a direita paulistana, com seus privilégios e falta de sensibilidade social, a que tem feito de São Paulo a cidade mais cruel do Brasil – entre miséria, trânsito anti-social, contaminação desenfreada.
Kassab tem, antes de tudo, que explicar seu papel nos governos de Maluf e de Pitta, que se apropriaram de patrimônio público e estão condenados por isso pela Justiça. O que fazia Kassab nesses governos? O mínimo que se pode dizer é que foi conivente, por ação o por omissão, com a corrupção daqueles governos.
Quem vota contra Marta vota contra a democratização social, o fenômeno mais novo na história brasileira recente. O governo de Marta realizou o melhor conjunto de políticas sociais que o Brasil conheceu. São Paulo precisa, merece, pede que esses programas sejam retomados, para que possa tornar-se um cidade humana, solidária, de que todos nos orgulhamos.
Se faltasse algum argumento para caracterizar a polarização entre direita e esquerda, o mapa eleitoral do primeiro turno mostra como o povão votou maciçamente por Marta e as elites por Kassab. Com que estará cada paulistano? Com os excluídos, os discriminados, os explorados, os oprimidos, os humilhados, que realmente constroem, com seu trabalho anônimo, cotidiano, a riqueza apropriada por suas elites. Ou com estas elites, responsáveis pela desigualdade, pela transformação de São Paulo numa cidade quase impossível de viver.
Esquerda contra direita, justiça contra desigualdades, inclusão contra exclusão, democracia social contra ditadura das elites, Marta contra Kassab – isso se joga no dia 26 em São Paulo.
13 outubro 2008
Debate Marta x Kassab
Debate Marta x Kassab
Assista ao debate feito pela Band - 12/10/08
1ª Parte
2ª Parte
2ª Parte
06 outubro 2008
Como Kassab ultrapassou Marta em São Paulo
Como Kassab ultrapassou Marta em São Paulo
Uma reveladora experiência de rua no domingo da eleição na maior cidade do País
Mauro Carrara
Conforme costume antigo, costumo visitar velhos amigos em dias de eleição. Perambulo pela cidade à procura do "espírito" da eleição, pois, sim, cada uma tem o seu, das barbadas aos prélios mais renhidos.
Desde cedo, notei certa tendência de defecção nos redutos "progressistas". Havia nos fundos do Tucuruvi um jovem negro, em trajes de grife surfe, distribuindo discretamente santinhos de Kassab. Vejam bem, ele não fazia campanha para um candidato à vereança, mas para o majoritário. Só.
O rapaz é estudante do terceiro ano do segundo grau, comprou recentemente seu primeiro computador, a crédito. O pai é vigia (conseguiu carteira assinada há três anos) e a mãe é diarista. Ele atualmente não trabalha regularmente. Nos fins de semana, atua como assistente de som em bailes na região dos Jardins. É o típico emergente da nova classe C.
João (vamos chamá-lo assim) afirma que o governo Lula "acostuma mal os vagabundos" com o Bolsa Família. A mãe sempre votou em Marta, mas o pai costuma odiar qualquer petista. "Meu velho não quer saber do casamento gay em São Paulo, nem eu", sentencia, alisando a sobrancelha.
Mais tarde, encontro-me na região do Jardim Aricanduva, na Zona Leste. Márcia (vamos chamá-la assim) come uma coxinha num bar próximo a uma escola estadual. Vai votar em seguida.
Tem uma colinha de Kassab (DEM) e de um candidato a vereador do PSDB.
- Vai votar em quem?
- Dessa vez é no Kassab – revela a moça, que graças ao crescimento da renda familiar (ela e dois irmão conseguiram emprego nos últimos três anos) pôde matricular-se numa faculdade privada.
- Por que nele?
- É o menos pior...
- E pra vereador?
- Voto é segredo. Mas vai ser no PSDB. Um amigo da faculdade me indicou. É um cara que escreveu vários livros de auto-ajuda.
- É o Chalita (ex-secretário estadual de educação)?
- A gente precisa de pessoas cultas na Câmara. Esse aí é o melhor escritor do Brasil.
- O que você já leu dele?
- Ainda não li, porque não tenho tempo. Mas esse meu amigo diz que é muito bom.
- A Marta era mais forte por aqui, não era?
- Era, mas ela fez o apagão aéreo e mandou o povo gozar depois do estupro. Tem como uma pessoa passar uma hora, uma hora e meia, esperando o avião?
- Como?
- O povo ficar horas esperando o avião...
- É chato mesmo – respondo. – Mas você já viajou de avião? – indago.
- Nunca. O mais longe que fui na vida foi para Mongaguá (litoral sul).
- Entendo. E o trânsito em São Paulo?
- Péssimo. Entre metrô e ônibus, fico umas 4 horas e meia no transporte, todo dia. Não anda.
- E de quem é a culpa?
- Sei lá... Tem muito carro na rua. Precisava fazer alguma coisa.
- E você não acha que o Kassab tem alguma responsabilidade nisso?
- (silêncio)... Não sei. Não parei para pensar.
- Isso afeta sua vida, não?
- Muito, mas a gente tem que lidar com isso...
Quase cinco da tarde, na região dos Jardins. O filho de um amigo chega da votação com três colegas. O rapaz é o único que votou em Marta Suplicy. Dos colegas, dois preferiram Kassab. O outro votou em Geraldo Alckmin.
- Na verdade, eu e toda minha família somos malufistas, mas o Kassab é o único que pode ganhar dessa "vaca" da Martaxa – diz Paulo (vamos chamá-lo assim), exaltado.
- Sim, as taxas devem ter prejudicado muito sua família... – pondero.
- Meu pai fez a empresa dele sem ajuda de ninguém. A gente ta cansado de pagar os impostos que o PT inventou. Cada dia tem um imposto novo.
- Que imposto novo?
- Vários.
- Mas quais?
- Vários. Tudo para sustentar vagabundo nordestino. E olha que eu não sou nem um pouco racista. Tenho até amigo japonês, negro, de todo tipo. Mas com esse negócio de bolsa, o cara se acostuma a não trabalhar e fica tomando cachaça o dia inteiro. É preciso ensinar o cidadão a pescar, e não dar o peixe.
- Mas o Bolsa Família está integrado a vários projetos de promoção e inclusão. Tem a contrapartida educativa... – tento argumentar, quando sou interrompido.
- Tem nada. Isso aí é coisa da mídia que o Lula comprou.
- Mas a mídia costuma ser contra o presidente – afirmo.
- Nada disso. O senhor viaja muito, pelo que eu sei, não é? Aqui, eles inventam pesquisa para dizer que a vida do povão melhorou. Melhorou nada.
- Mas e os dados do Ipea, do IBGE?
- Eu estudo Administração. Isso é tudo mentira.
- Quer dizer que o país não melhorou em nada?
- Esse semi-analfabeto deu sorte. Aproveitou o Plano Real e o crescimento da China... Agora, quero ver. Estou só esperando para ver o que vai acontecer. E vou dar risada.
- Mas o país não estava muito bem em 2.002 – intervenho.
- O PT é o "partidão", não é?
- Não que eu saiba – respondo.
- É sim... Eu abri os olhos de muito colega sobre esse comunismo disfarçado aí... Nessa eleição, eu convenci muito petista a votar no Kassab.
- Quem?
- O nosso motorista, o jardineiro que vai lá em casa...
Já são 18h20... Alguém grita do interior da casa: "o Kassab está ganhando". Os três jovens urram de prazer. Está se iniciando a longa noite até o segundo turno.
Paulistanos acordem!!!!!!
Paulistanos acordem!!!!

Este resultado de São Paulo me parece um tanto quanto estranho.....
Kassab na frente??????
Até outro dia estava em terceiro.
Está eleição realmente tem algo para lá de estranho.
E pior... não confio nos ministros do TRE, nem do TSE.
Olhar para a cara do gm ontem na coletiva me deixou realmente preocupada, pois todos estão voltados para as eleições de São Paulo, mirando 2010. Ontem tive a sensação que não estavamos elegendo o Prefeito e sim o novo Presidente do Brasil, pois as colocações eram todas baseadas no Lula x Serra. Só esqueceram de dizer o seguinte: Lula x Serra+PIG. Mas acho que temos que ajudar a reverter isso. Kassab com 50% de aprovação de governo é algo muito, mas muito estranho....
Tem que dar Marta.... vamos à Luta.
Kassab na frente??????
Até outro dia estava em terceiro.
Está eleição realmente tem algo para lá de estranho.
E pior... não confio nos ministros do TRE, nem do TSE.
Olhar para a cara do gm ontem na coletiva me deixou realmente preocupada, pois todos estão voltados para as eleições de São Paulo, mirando 2010. Ontem tive a sensação que não estavamos elegendo o Prefeito e sim o novo Presidente do Brasil, pois as colocações eram todas baseadas no Lula x Serra. Só esqueceram de dizer o seguinte: Lula x Serra+PIG. Mas acho que temos que ajudar a reverter isso. Kassab com 50% de aprovação de governo é algo muito, mas muito estranho....
Tem que dar Marta.... vamos à Luta.
02 outubro 2008
Vila Vudu - Barracão Thomas Paine, "The pungent pampheteer" [ó os mano aí se achano, sô!]]: "Que papim alckminista fraco é esse, D. Cila Schulman.
Vila Vudu - Barracão Thomas Paine, "The pungent pampheteer" [ó os mano aí se achano, sô!]]: "Que papim alckminista fraco é esse, D. Cila Schulman.
Mas... o que é que esses cara pensu que aprenderu, afinal, na Graduate School of Political Management da George Washington University?!
"These are the times that try men's souls."
Thomas Paine (1737-1809), "The Pungent Pamphleteer."
Thomas Paine (1737-1809), "The Pungent Pamphleteer."
Hoje, no Blog do Noblat, lêem-se os comentários de uma "Cila Schulman", lá apresentada (foto e tudo), como jornalista e mais um zilhão de nomes de empresas de marketação. O único título lá listado que tem (ou deveria ter) algo a ver com estudos de habilitação ou de formação, dos que lá se listam, é o 'título' de estudante ("Estudou na") da "Graduate School of Political Management" da "George Washington University".
Pelo menos, D. Cila não mente que se formou em alguma coisa, além de jornalismo. Mas ser formado em jornalismo no Brasil é TOTALMENTE nada. É tão totalmente nada, que ainda se discute se o diploma de jornalista seria necessário ao exercício da profissão e há muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita gente boa que diz que não é. E todos os que dizem que o diploma é necessário são formados... o que torna TOTALMENTE irrelevante a opinião desses. D. Cila, pois, é marketeira profissional, e só, e desde 1988.
Então, o único título importante que lá se lista, no Blog do Noblat, como currículo de D. Cila marketeira é aquele "estudante" ("Estudou na") da "Graduate School of Political Management" da "George Washington University". (O artigo aí vai, abaixo, pra facilitar a referência e verim que eu não tô mentino.)
Naquele artigo, comentam-se os programas de televisão dos candidatos às próximas eleições em São Paulo: o último programa de cada um dos três principais candidatos à prefeitura de S.Paulo. Li tudo, de cabo a rabo.
Li, e meu primeiro pensamento foi "Mas o quê, diabos, ensinam lá, nessa tal de "Graduate School of Political Management" da "George Washington University", que não se ensine aqui, igualzinho -- e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais barato!!!!!!!!!!! --, em qquer 'coluna' da D. Danuza Leão, que é analfabeta, ou em qquer papim entre Ana Maria Braga (que também é analfabeta, além de tucano-malufista) e aquele papagaio que, coitado, é o único ente conhecido que trabalha sob condições de trabalho-escravo e na televisão e zuzo bem?!
Tudo, na leitura-interpretação de Cila Schulman é lugar-comum. Para essa dita 'especialista' em "Political Management", a parte "political" do mundo seria não se sabe o quê e, se for... não existe; e, se por acaso existir, deve ser apagada... provavelmente porque D.Cila não consegue vê-la ou não a sabe ver e, se lhe caísse sobre a cabeça, nem assim D. Cila saberia ver a parte "political" da coisa.
E a parte "management" da coisa, a julgar-se pelo artigo de D. Cila... é "management", o velho, o de sempre, o que se usa pra vender remédio prá pum, por exemplo, como se pum fosse doença! E isso, ISSO... teria sido estudado na "Graduate School of Political Management" da "George Washington University"?! Não entendi nada.
Duvido muito que a Graduate School of Political Management da George Washington University gostasse de saber que autoproclamada aluna sua escreve em e-jornal que um(a) candidata "vestiu sandálias da humildade", o outro "tá se achando" e o outro, o terceiro citado -- e candidato reservado para o fecho de ouro do artigo (que marketing! que marketing! UAU! Que marketing!) --, já foi "governador aprovado, candidato a presidente campeão de votos em São Paulo, cacique respeitado no PSDB"... mas foi abandonado pelos amigos dos tempos de sucesso e, hoje, catolicamente & muuuuuuuuuuuuuuuito Gumex, mostra sua família e correspondentes caríssimos dentes sorridentes & carolagens safadíssimas do fascismo militante da Opus Dei... em televisão. (D. Cila não fala do fascismo militante da Opus Dei, sempre impresso, indelével, naquele asqueroso Gumex de Alckmin. Disso, quem fala sou eu-euzinho, aqui na Vila Vudu.)
OK. OK, sim, já se sabe que, no Brasil-2008, tudo é DES-jornalismo, 'jornalismo' de desdemocratização, que todos os jornalistas estão alugados a um ou outro candidato, que tudo é propaganda de DES-democratização do eleitor e de DES-politização dos discursos sociais, que jornalismo já não há, no Brasil, e que esse famigerado dito 'marketing político' acanalhou o que houvesse sobrado dos discursos jornalísticos democráticos que por aqui houvesse, por acaso. TUDO ISSO já se sabe.
O que me intriga é por quê, diabos, essa gente insiste em meter o nome da Graduate School of Political Management da George Washington University em tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuudo. Taí. Por quê?
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A cerimônia do Adeus
Cila Schulman, jornalista [ver currículo, abaixo], no "Blog do Noblat", 2/10/2008, aqui.
Em certas estações, notadamente nas primaveras dos anos pares aqui no Brasil, se observa um fenômeno raro. Ocorre quando o político se vê frente a frente com a decisão soberana do eleitor e não lhe resta outra alternativa senão assumir seus sentimentos de culpa, de medo, de fé, de raiva, de alegria, ainda que isso lhe sirva também como truque na busca de mais votos.
No último programa do primeiro turno ontem, na televisão,Marta Suplicy (PT) foi de Lula, paz e amor. A rainha das pesquisas de intenção de votos, a líder soberana desde o começo da disputa, teve que calçar as sandálias da humildade e pedir uma chance ao eleitor. Disse, e Lula confirmou, que ela está mais madura e preparada, como alguém que se desculpa por um pecado do passado. Deve ser por causa da sua rejeição, que teima em não baixar, e da cruel pesquisa do instituto Datafolha, que a colocou atrás de Gilberto Kassab (DEM) na projeção do segundo turno.
Na direção oposta, o emergente Kassab agora tá se achando. Ele surgiu nos braços do povo e do governador José Serra numa São Paulo que canta e é feliz, sapateando sobre a herança maldita que diz ter recebido de Marta na Prefeitura. Reclamou que foi atacado pra chuchu pelos concorrentes. Seria uma piada com o apelido de Geraldo Alckmin (PSDB), o picolé de chuchu? Finalmente, até de lindo ele foi chamado pela mulherada. Tá se achando mesmo, esse Kassab.
O adeus mais comovente, entretanto, foi o de Alckmin. Sentado no sofá da sala do seu apartamento, de mãos dadas com a família e com a religião, ele pediu para o eleitor voltar no tempo e comparar sua história com a de Kassab, “o candidato que se diz do PSDB”.
Talvez quisesse ele, Alckmin, voltar no tempo e recuperar sua glória de governador aprovado, de candidato a presidente campeão de votos em São Paulo, de cacique respeitado no PSDB, enfim, a qualquer tempo anterior à esta sua solitária campanha para prefeito.
Cila Schulman é estrategista e coordenadora de comunicação de campanhas eleitorais desde 1988. Estudou na "Graduate School of Political Management" da "George Washington University" e é membro e palestrante de entidades internacionais como IAPC – Associação Internacional de Consultores Políticos -, EAPC – Associação Européia de Consultores Políticos e Alacop – Associação Latino Americana de Consultores Políticos.
25 agosto 2008
Sessão Email
Sessão troca de email
Subject: Fw: [Vila Vudu - Barracão "É nóis na fita! Com MARTA E ALDO REBELO!"] "Comé, D. Dora?! Cadê jornalismo QUE ME INTERESSE?!" [msg editada]
Sobre: DORA KRAMER Dízima periódica (24/8/2008. O Estado de S.Paulo, 24/8/2008, em http://arquivoetc.blogspot.com/)
Eu sou Marta e Aldo Rebelo, deputado comunista, orgulho do Brasil!
Comé, D. Dora? Cadê jornalismo que ME INTERESSE?! Cadê?!
Na derrota dos tucanos-uspeanos paulistas, é só chororô. OK, mas... cadê o jornalismo que interesse à maioria?!
Desde ontem, estou acompanhando o discurso de D. Dora Kramer, porque ouvi dizer que ela seria uma importante formadora de opinião em São Paulo. Mas ninguém me disse que “opinião” D. Dora Kramer trabalharia pra formar. Então, estou lendo a coluna de D. Dora Kramer, pra descobrir.
Lembro, só pra lembrar, que de tanto acompanhar a coluna de D. Eliane Cantanhêde, ano passado, acabamos descobrindo que ela escreve para o público de auditório da D. Hebe Camargo, a favor da tucanaria uspeana paulista (e a favor de outras causas, assim, bem DES-democratizatórias). Este o público cuja opinião D. Eliane obra pra (DES)formar, de fato, ainda mais do que já a (DES)forma a própria D. Hebe (tesconjuro!). Acontece em todo o DES-jornalismo que desgraça o Brasil-2008.
Por isto, a (DES)coluna de D. Eliane não se envergonhou de fazer empenhada campanha a favor da sumária absolvição (preemptive?!) dos pilotos do Legacy, cuja responsabilidade, no acidente com o jato da TAM já foi declarada até nos tribunais dos EUA. Depois, perdida a batalha para absolver preventivamente (?!) os dois pilotos norte-americanos, D. Eliane fez campanha a favor da supervacinação contra a febre amarela. Até que começou a morrer gente por envenenamento por excesso de vacina.
Nem no caso da campanha pra livrar os dois pilotos do Legacy, nem, depois, quando começou a morrer gente cuja opinião foi (DES)formada pelo DES-jornalismo da Folha de S.Paulo e de D. Eliane Cantanhêde, nem a FSP nem D. Eliane pediram perdão, que fosse!
Decifrada então D. Eliane, nos concentremos agora em D. Dora.
Hoje (a coluna aí vai, abaixo, como referência), D. Dora faz o chororô do fracasso dos candidatos tucanos às eleições municipais de 2008, e fá-lo em tom que aprendeu dos tucanos-pefelistas uspeanos.
Este subgrupo da dita ‘elite’ paulista vive hoje as difíceis horas da mais total falta de votos, mas não perde a pose (nem os vícios), mesmo depois de os tucanos uspeanos terem sido derrotados DUAS VEZES em eleições legais, legítimas e perfeitas.
Evidentemente, a tucanaria uspeana não foi derrotada nem “por Lula” nem pelo PT. Os abomináveis tucanos uspeanos foram derrotados DUAS VEZES, isto sim pelo MEU VOTO DEMOCRÁTICO e pelo voto democrático de zilhões de brasileiros. LULA É MUITOS!
Todos sabemos que os uspeanos não perdem a esperança de “reencontrar o caminho do Palácio do Planalto” – o que D. Dora não esconde e escreve hoje, com todas as letras.
Em seguida, D. Dora anota – visando a implantar frases na tal ‘opinião’ que ela visa a (DES)formar –, que “[os tucanos] são conservadores em matéria de equívocos”. Nisto, D. Dora também acerta. E acerta também ao dizer que os tucanos uspeanos “surpreendem-se com os próprios equívocos.”
De ruim, só, até aí, o tom autoritário uspeano, o arzinho de "funcionários públicos afidalgados" (na imortal fórmula de Raymundo Faoro), que se vê hoje em toooooooooooooooooodo o DES-jornalismo dos DES-jornalões brasileiros, à moda autoritária dos Demétrios Magnolis.
Não sei o que pensam da vida os tucanos uspeanos, nem me interessa. Meu assunto é o (DES)jornalismo que se gera a partir dos tucanos e pefelês paulistas, sempre arrogantíssimos e enfatuados -- e sempre na luta para impor, também pelo jornalismo vendido aos consumidores, a mesma enfatuação chatíssima.
Surpreendam-se ELES, com os equívocos DELES, mas nós não nos surpreendemos. Os tucanos uspeanos continuam a ter a própria ‘opinião’ (DES)formada pelos MESMOS tucanos uspeanos que D. Dora chama hoje de “os nacionais” com aspas. A estes, D. Dora opõe os tucanos “locais” com aspas.
Melhor jornalismo daria nomes e ajudaria a afinar os critérios de classificação. Melhor jornalismo trabalharia para formar melhor opinião no público leitor, opinião mais democrática e democratizatória e menos paroquial, de grupelho (e uspeana).
D. Dora dá por desnecessários os nomes, porque D. Dora só escreve para os seus-dela, não para qualquer outro público leitor mais amplo, que por desgraça recorresse a este fascinoroso DES-jornalismo de D. Dora e dos DES-jornalões paulistas, em busca de luzes de democratização.
De fato, por tudo isto, justo seria que o Estadão fosse vendido por um preço BEM caro aos próprios tucanos pefelistas e ao pessoal da UDR e às dasluzetes e "cansados" em geral, de modo que pudesse ser distribuído gratuitamente ao resto do público consumidor, feito house-organ de propaganda, ou feito aquela papelada de propaganda de prédios de luxo que se distribuem GRATUITAMENTE pelas esquinas.
Do diagnóstico emocional sobre as relações emocionais entre os tucanos uspeanos e seus (muitos!) equívocos, e até o final da coluna, D. Dora dedica-se a reconstruir a história dos tucanos uspeanos, desde a última campanha eleitoral. E, ao cabo, dá um xchilique!
“Que esperem sentados!” – brada D. Dora.
De fato, o que D. Dora escreveu foi “Que esperem sentados... se não fazem o que eu digo!” [risos, risos]. Basta reler e ver: D. Dora irrita-se horrivelmente por os tucanos uspeanos derrotados não lhe darem atenção! [risos, risos].
É quando D. Dora é, de fato, apenas e lamentável, MAIS UMA versão DES-jornalística da DES-sociologia do ex-FHC e atual naaaaaaaaaaaaada. Lembram? É FHC sem tirar nem pôr: “Chamem Carlos Lacerda! Ponham fogo no palheiro!” (Ou esperem sentados... porque JAMAIS conseguirão melhorar, se continuarem assim “na maciota” [da coluna de D. Dora, abaixo]).
Gostei do diagnóstico segundo o qual “as intrigas, ciumeiras, rasteiras e ressentimentos” atormentam hoje os antes heráldicos salões da Rua Rio de Janeiro. Sic transit gloria mundi... MUITO BOM!
A derrota não tem padrinhos. Então, D. Dora parte para espinafrar também os marketeiros. Acontece sempre, em campanhas derrotadas.
Melhor jornalismo e melhor capacidade para analisar politicamente o mundo teriam sabido fugir do xchilique contra os marketeiros. D. Dora não! Ela DETONA os marqueteiros [risos, risos].
É puro xchilique travestido de jornalismo, e é puro DES-jornalismo, o de D. Dora, primeiro, porque são os mesmos marketeiros de sempre. Segundo, porque, mesmo que mudem, continuam a ser os mesmos de sempre, porque os marketeiros SEMPRE são o nada-em-si, e sempre foram. Os marketeiros são só marketing.
E chega a ser muuuuuuuuuuuuuito engraçado -- tanto quanto é MUITO significativo! -- verem-se as tão hiper, over, super badaladas 'sociologia', 'ciências políticas' e 'economia' e as famigeradas 'comunicações' tucano-uspeanas, reduzidas, assim, tão completamente, a espinafrar marketeiros! [risos muuuuuuuuuuuuitos!]
Não havendo nem proposta política, nem idéia política -- e a tucanaria uspeana, tanto quanto o DES-jornalismo e o DES-colunismo dos DES-jornalistas tucanos e pefelês dos DES-jornalões paulistas, não têm sequer UMA idéia política (é tudo 'gestão', 'gestão', 'gestão' [risos, risos] -- ... nem os marketeiros podem dar jeito em coisa alguma [risos, risos].
Por isto, provavelmente, o governador Serra-erra-erra optou por não existir: não fala, não ouve, não vê e não é com ele. Acerta, nisto, o governador Serra, embora não D. Dora nem o DES-jornalismo da tucanaria uspeana, porque estes, que o diabo os carregue, falam e escrevem sem parar!
Chatíssima, a D. Dora, tanto quanto são chatíssimos toooooooooooooooooooooooooooooooooodos os DES-jornalistas tucanos e pefelistas. Para desgraça deles e nossa, contudo, jornalistas não podem calar-se e esconder-se, como fez o governador Serra-erra-erra. Jornalistas são condenados à página ou à tela diária, ou não comem nem pagam as contas.
Então... dá no que dá: ou o Brasil só lê DES-jornalismo de eterna propaganda eleitoral pró-tucanaria (além de antecipada e ilegal!)... ou o Brasil lê a colunagem de irritação e xchiliques de D. Dora Kramer, quando a tucanaria-pefelê uspeana está por baixo (onde permanecerá, agora, por muuuuuuuuuuuuuuuuuuitos anos).
Em pleno xchilique de irritação de dondoca, por a tucanaria uspeana não ter votos, D. Dora rapidamente evolui para ... rogar praga! [risos, risos]. Claro que é pura rogação de praga! [risos, risos]
A frase final da DES-coluna de D. Dora Kramer, hoje, é pura rogação de praga e xchilique de dondoca irritada, ou de tucano-uspeano que não é obedecido: “tomaaaaaaaaaaaaaaaaaara que Lula, no próximo mandato, não tenha um dia de sossego!”
Na derrota dos tucanos-uspeanos, é só chororô. E vitórias, eles não têm, nem no passado nem em futuro próximo. Então D. Dora dá xchilique.
OK. Até aí, é só mais o mesmo. OK, mas... cadê o jornalismo?!
Afinal, sou leitor consumidor adimplente de O Estado de S.Paulo. Eu PAGUEI pra receber serviços jornalísticos. Não me interessam os tormentos da tucanaria pefelista uspeana!
Quero minha grana de volta, D. Dora! Desejo que a tucanaria uspeana se exploda! Quero que a tucanaria uspeana naufrague no charco do Butantã!
Eu sou Marta e Aldo Rebelo, deputado comunista, orgulho do Brasil!
Comé, D. Dora? Cadê jornalismo que ME INTERESSE?! Cadê?!
Em São Paulo, vote Marta e Aldo Rebelo! LULA É MUITOS!
Tucanaria uspeana NUNCA MAIS!
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DORA KRAMER Dízima periódica
É fácil conferir, basta dar uma olhada nos jornais da semana passada. Servem também os do começo do ano ou qualquer um publicado ao longo da campanha de 2006 - dos primórdios da escolha do candidato do PSDB à Presidência da República à derrota final de Geraldo Alckmin para o presidente Luiz Inácio da Silva, com menos votos que os obtidos no primeiro turno.
E se interessar um aprofundamento do estudo comparativo das ações do PSDB na tentativa de reencontrar o caminho do Palácio do Planalto, vale retroagir a pesquisa à campanha presidencial de 2002 para perceber como são conservadores os tucanos em matéria de equívocos.
Sem criatividade para inventar novos nem capacidade para superar os velhos, há seis anos contentam-se com a repetição dos mesmos erros. E o mais incrível: surpreendem-se com eles.
A cúpula do PSDB se assustou com a última pesquisa do Ibope sobre a eleição para prefeito de São Paulo que registrou uma subida espetacular de Marta Suplicy, uma queda acentuada de Geraldo Alckmin e um inamovível Gilberto Kassab na casa do dígito único.
Ato contínuo deflagrou-se a caça aos responsáveis e instalou-se a discórdia sobre como sair da periclitante situação: mudar a campanha de Alckmin sim, mas em qual direção?
Os "nacionais" cobram agressividade contra Marta Suplicy, mas os "locais" - candidato incluído - não querem briga, apostam na maciota e prometem que no segundo turno tudo vai ser diferente, virá o enfrentamento e, com ele, a virada rumo à vitória.
Filme visto em 2002: José Serra foi candidato a presidente em meio ao desinteresse explícito do partido, a bordo do discurso dúbio da "continuidade sem continuísmo" que entrou por um ouvido do eleitor e saiu pelo outro devidamente transformado em pó nesse trajeto.
Revisto em 2006: Alckmin forçou a mão, Serra achou melhor não enfrentar Lula com a bola interna dividida e o PSDB entrou na disputa desprezando os 20 pontos porcentuais de diferença nas pesquisas em favor do preterido. Naquela vez havia um discurso à disposição, mas os tucanos preferiram deixar para Lula a autoria da estabilidade e cair na armadilha de se envergonhar das privatizações.
Lá, como cá, uns pediam agressividade, outros preferiam a amenidade, mas ninguém sentava para se entender. Evidente, as intrigas, ciumeiras, rasteiras e ressentimentos presidiam o ambiente.
Reprisado agora, na eleição preparatória da disputa de 2010: José Serra, de novo o mais bem posicionado nas pesquisas, tinha um plano. Os adversários dentro do partido não concordaram - inclusive porque não devem ter sido consultados - com a preliminar da aliança em torno de Gilberto Kassab e outra vez decisão sobre candidatura foi um parto dantesco. Em público.
Começa a campanha e dá-se o óbvio: um candidato com votos e sem discurso, outro com discurso e sem votos resultam numa conjunção de carências.
Mas a nação tucana sobressalta-se. Esperava um milagre. E convém esperar sentada se continuar fazendo tudo errado achando que no fim dá tudo certo.
Massa de manobra
Os marqueteiros ficam muito irritados com análises sobre a reduzida credibilidade dos programas apresentados no horário eleitoral gratuito.
Argumentam que o público alvo não tem o senso crítico de analistas. Como o crivo da maioria não é exigente, dizem, as fantasias fabulosas parecem verossímeis, tocam ao coração das mentes desacostumadas ao exercício do discernimento e alcançam o resultado desejado.
O raciocínio faz sentido. Mas é cruelmente baseado na premissa da ignorância. Na propaganda comercial, gera o consumo, movimenta a economia, rende benefícios a despeito de eventuais malefícios para a escala de valores da coletividade.
Na política pode produzir logros da dimensão de um Fernando Collor, alimenta o descrédito, despolitiza as relações e ainda celebra o atraso e a carência de instrução como instrumentos de manipulação.
Mercado futuro
Os gestos amigáveis dos governadores José Serra e Aécio Neves para com o PT têm razões eleitorais, claro.
Mas o objetivo é pós-eleitoral. Candidato do campo não-governista que tenha um pingo de visão trabalha para ter uma oposição o menos hostil possível.
Serra, por exemplo. Caso seja eleito presidente da República em 2010, em matéria de marcação pesada basta a que terá de enfrentar por parte de Ciro Gomes.
O serviço de terraplenagem junto aos atuais ocupantes do poder é essencial porque o PT, se à oposição retornar, será ainda mais difícil de enfrentar do que foi no passado, quando não sabia dos mistérios da máquina, desconhecia seus segredos nem estava nela embutido.
Ainda que perca a eleição de 2010, o PT já terá subido de patamar como personagem na cena política nacional, só pela multiplicação do poder de infernizar o sucessor de Lula.
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