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07 agosto 2010

Você só pode comentar se fizer o cadastro...


Com a globo.com é assim...
Você só pode ler e comentar se fizer o cadastro.
As postagens também deveriam ser assim. Aí evitaríamos de ler, o que estes blogueiros da globo escrevem, além de tanta besteira... é só o que a Globope quer.
Para quem não sabe de qual blog estou me referindo, é do tucano Noblat.

18 novembro 2008

O lapso de um jornalismo relapso

O lapso de um jornalismo relapso

Em um texto postado em seu blog, no dia 14 de novembro, Ricardo Noblat chamou o presidente do STF de "Gilmar Dantas". É bom lembrar que para Freud, esses desvios eram sintomas de um compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido.

Gilson Caroni Filho

Este artigo foi originalmente escrito para o Observatório da Imprensa. Publicá-lo, com versão ampliada em Carta Maior, é uma forma de aumentar os espaços de discussão para os que ainda acreditam que um outro jornalismo é possível. Aqueles profissionais que recusam, na medida do impossível, qualquer prática jornalística que solicite desvios éticos, distorcendo a realidade e caluniando quem considera adversário político. Uma aposta difícil, mas irrecusável.

Quando a imprensa abre mão de ser uma instância de afirmação republicana – e é preocupante a freqüência com que isso vem ocorrendo diariamente – não comete apenas um grande desvio: deixa mesmo de ser imprensa para se tornar departamento de negócios diversos.

É sempre bom recordar o que disse Washington Novaes: "jornalismo não é profissão a ser exercida em nome próprio", mas por delegação da sociedade, a quem legitimamente pertence a informação. Em tempos de enganos nem sempre involuntários, um legítimo, de safra recente, deve ser examinado com humor e atenção. Apresenta-se como subtexto absurdo de intenções inconfessas.

O texto postado por Ricardo Noblat, sexta-feira, 14 de novembro, em seu blog supostamente jornalístico, nada mais é do que um ato falho, um desejo do inconsciente realizado através de um equívoco. É bom lembrar que para Freud, esses desvios eram sintomas de um compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido. Se tivesse acesso ao que escrevem alguns jornalistas da grande imprensa nativa, vários conceitos psicanalíticos seriam revistos à luz da razão cínica que predomina nas redações.

Em poucas linhas, Noblat afirma que “o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Felix, já identificou o araponga da Agência Brasileira de Inteligência que grampeou a conversa travada por telefone entre o ministro Gilmar Dantas, presidente do Supremo Tribunal Federal, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Trata-se do mesmo araponga que entregou à revista VEJA a transcriação da conversa”.

Ao misturar o prenome do ministro com o sobrenome do banqueiro, o jornalista deu forma ao que os dicionários definem como simbiose: "associação entre dois seres vivos que vivem em comum". Um espécime que só existe no plano ideal da politização do Judiciário e da mídia partidarizada.

Importante destacar que, no mesmo dia, o jornalista postou um comentário com título sugestivo:” Uma nova vaia faria bem a Lula”, sugerindo hora e local: ”Seria bom para o excesso de auto-estima de Lula que ele fosse vaiado durante o jogo da próxima quarta-feira em Brasília entre a Seleção Brasileira e a Seleção de Portugal. A vaia que ele tomou no Maracanã na abertura dos Jogos Pan-Americanos já faz mais de um ano”.

É bom observar as angústias dos impolutos Catões da mídia e compreender as angústias que os afligem. Afinal, a crise econômica ainda não chegou com a intensidade por eles desejada. E o noticiário já dá mostras de qual será sua tônica nos próximos meses: a desconstrução simbólica de Lula, se possível com “argumentos” para torná-lo inelegível a partir de 2010. Relatos tão fidedignos quanto a “transcriação” de fatos e fitas. Insondáveis são os motivos que levam ao surgimento de neologismos tão expressivos.

Repito o que escrevi em artigo escrito recentemente publicado. O que permite tamanha desenvoltura na desfaçatez é a conjunção dos bem-intencionados que nada percebem com a esperteza dos bem selecionados peixinhos do "aquário".

É interessante a cadeia alimentar do campo jornalístico. Da labuta dos peixes de mercado, os ornados e pomposos extraem os nutrientes para os interesses dos peixões associados em empreendimentos políticos e econômicos. Qualquer advertência crítica à perfeição desse "ecossistema" soará como grito paranóico. Mas a leitura atenta não pode ceder aos reclamos do senso comum das redações.

Afinal, é lá que está sendo concebido o bloco de poder sonhado pela direita nativa: aquele tem no comando o “Gilmar Dantas” do blogueiro. É dura a disputa para saber quem ficaria como porta-voz da presidência. Mas pelas afinidades político-estilísticas, qualquer escolha será aplaudida pela “bancada dos analistas confiáveis”. Distintos senhores e distintas senhoras, espalhados nos mais diversos veículos, fazem desse sonho profissão de fé.

P.S: Quando esse artigo estava pronto, Ricardo Noblat, alertado por seus leitores, revisou o texto. Ou seria melhor falarmos em retificação de ato falho? Mas, como seguro morreu de velho, já havíamos feito um “screeenshot”



Fonte: Carta maior

02 outubro 2008

Vila Vudu - Barracão Thomas Paine, "The pungent pampheteer" [ó os mano aí se achano, sô!]]: "Que papim alckminista fraco é esse, D. Cila Schulman.

Vila Vudu - Barracão Thomas Paine, "The pungent pampheteer" [ó os mano aí se achano, sô!]]: "Que papim alckminista fraco é esse, D. Cila Schulman.


Mas... o que é que esses cara pensu que aprenderu, afinal, na Graduate School of Political Management da George Washington University?!

"These are the times that try men's souls."
Thomas Paine (1737-1809), "The Pungent Pamphleteer."

Hoje, no Blog do Noblat, lêem-se os comentários de uma "Cila Schulman", lá apresentada (foto e tudo), como jornalista e mais um zilhão de nomes de empresas de marketação. O único título lá listado que tem (ou deveria ter) algo a ver com estudos de habilitação ou de formação, dos que lá se listam, é o 'título' de estudante ("Estudou na") da "Graduate School of Political Management" da "George Washington University".

Pelo menos, D. Cila não mente que se formou em alguma coisa, além de jornalismo. Mas ser formado em jornalismo no Brasil é TOTALMENTE nada. É tão totalmente nada, que ainda se discute se o diploma de jornalista seria necessário ao exercício da profissão e há muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita gente boa que diz que não é. E todos os que dizem que o diploma é necessário são formados... o que torna TOTALMENTE irrelevante a opinião desses. D. Cila, pois, é marketeira profissional, e só, e desde 1988.

Então, o único título importante que lá se lista, no Blog do Noblat, como currículo de D. Cila marketeira é aquele "estudante" ("Estudou na") da "Graduate School of Political Management" da "George Washington University". (O artigo aí vai, abaixo, pra facilitar a referência e verim que eu não tô mentino.)

Naquele artigo, comentam-se os programas de televisão dos candidatos às próximas eleições em São Paulo: o último programa de cada um dos três principais candidatos à prefeitura de S.Paulo. Li tudo, de cabo a rabo.

Li, e meu primeiro pensamento foi "Mas o quê, diabos, ensinam lá, nessa tal de "Graduate School of Political Management" da "George Washington University", que não se ensine aqui, igualzinho -- e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais barato!!!!!!!!!!! --, em qquer 'coluna' da D. Danuza Leão, que é analfabeta, ou em qquer papim entre Ana Maria Braga (que também é analfabeta, além de tucano-malufista) e aquele papagaio que, coitado, é o único ente conhecido que trabalha sob condições de trabalho-escravo e na televisão e zuzo bem?!
Tudo, na leitura-interpretação de Cila Schulman é lugar-comum. Para essa dita 'especialista' em "Political Management", a parte "political" do mundo seria não se sabe o quê e, se for... não existe; e, se por acaso existir, deve ser apagada... provavelmente porque D.Cila não consegue vê-la ou não a sabe ver e, se lhe caísse sobre a cabeça, nem assim D. Cila saberia ver a parte "political" da coisa.

E a parte "management" da coisa, a julgar-se pelo artigo de D. Cila... é "management", o velho, o de sempre, o que se usa pra vender remédio prá pum, por exemplo, como se pum fosse doença! E isso, ISSO... teria sido estudado na "Graduate School of Political Management" da "George Washington University"?! Não entendi nada.

Duvido muito que a Graduate School of Political Management da George Washington University gostasse de saber que autoproclamada aluna sua escreve em e-jornal que um(a) candidata "vestiu sandálias da humildade", o outro "tá se achando" e o outro, o terceiro citado -- e candidato reservado para o fecho de ouro do artigo (que marketing! que marketing! UAU! Que marketing!) --, já foi "governador aprovado, candidato a presidente campeão de votos em São Paulo, cacique respeitado no PSDB"... mas foi abandonado pelos amigos dos tempos de sucesso e, hoje, catolicamente & muuuuuuuuuuuuuuuito Gumex, mostra sua família e correspondentes caríssimos dentes sorridentes & carolagens safadíssimas do fascismo militante da Opus Dei... em televisão. (D. Cila não fala do fascismo militante da Opus Dei, sempre impresso, indelével, naquele asqueroso Gumex de Alckmin. Disso, quem fala sou eu-euzinho, aqui na Vila Vudu.)

OK. OK, sim, já se sabe que, no Brasil-2008, tudo é DES-jornalismo, 'jornalismo' de desdemocratização, que todos os jornalistas estão alugados a um ou outro candidato, que tudo é propaganda de DES-democratização do eleitor e de DES-politização dos discursos sociais, que jornalismo já não há, no Brasil, e que esse famigerado dito 'marketing político' acanalhou o que houvesse sobrado dos discursos jornalísticos democráticos que por aqui houvesse, por acaso. TUDO ISSO já se sabe.

O que me intriga é por quê, diabos, essa gente insiste em meter o nome da Graduate School of Political Management da George Washington University em tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuudo. Taí. Por quê?
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A cerimônia do Adeus
Cila Schulman, jornalista [ver currículo, abaixo], no "Blog do Noblat", 2/10/2008, aqui.

Em certas estações, notadamente nas primaveras dos anos pares aqui no Brasil, se observa um fenômeno raro. Ocorre quando o político se vê frente a frente com a decisão soberana do eleitor e não lhe resta outra alternativa senão assumir seus sentimentos de culpa, de medo, de fé, de raiva, de alegria, ainda que isso lhe sirva também como truque na busca de mais votos.

No último programa do primeiro turno ontem, na televisão,Marta Suplicy (PT) foi de Lula, paz e amor. A rainha das pesquisas de intenção de votos, a líder soberana desde o começo da disputa, teve que calçar as sandálias da humildade e pedir uma chance ao eleitor. Disse, e Lula confirmou, que ela está mais madura e preparada, como alguém que se desculpa por um pecado do passado. Deve ser por causa da sua rejeição, que teima em não baixar, e da cruel pesquisa do instituto Datafolha, que a colocou atrás de Gilberto Kassab (DEM) na projeção do segundo turno.

Na direção oposta, o emergente Kassab agora tá se achando. Ele surgiu nos braços do povo e do governador José Serra numa São Paulo que canta e é feliz, sapateando sobre a herança maldita que diz ter recebido de Marta na Prefeitura. Reclamou que foi atacado pra chuchu pelos concorrentes. Seria uma piada com o apelido de Geraldo Alckmin (PSDB), o picolé de chuchu? Finalmente, até de lindo ele foi chamado pela mulherada. Tá se achando mesmo, esse Kassab.

O adeus mais comovente, entretanto, foi o de Alckmin. Sentado no sofá da sala do seu apartamento, de mãos dadas com a família e com a religião, ele pediu para o eleitor voltar no tempo e comparar sua história com a de Kassab, “o candidato que se diz do PSDB”.
Talvez quisesse ele, Alckmin, voltar no tempo e recuperar sua glória de governador aprovado, de candidato a presidente campeão de votos em São Paulo, de cacique respeitado no PSDB, enfim, a qualquer tempo anterior à esta sua solitária campanha para prefeito.

Cila Schulman é estrategista e coordenadora de comunicação de campanhas eleitorais desde 1988. Estudou na "Graduate School of Political Management" da "George Washington University" e é membro e palestrante de entidades internacionais como IAPC – Associação Internacional de Consultores Políticos -, EAPC – Associação Européia de Consultores Políticos e Alacop – Associação Latino Americana de Consultores Políticos.