15 maio 2008

O que se faz com tanto dinheiro?


Todos os dias me pergunto, o que leva uma pessoa a acumular tantas riquezas, se ela so poderá usufruir de uma coisa de cada vez? Nem que vivesse 300 anos conseguiria gastar tudo. Mesmo deixando de gerações em gerações.
Como conseguem colocar a cabeça no travesseiro e ver que mais da metade da população humana vive na pobreza enquanto seu banco, seus imóveis ficam lá deixando elas morrerem.

Não dá para ler o texto abaixo e ficar sem pensar.

Vera


Sonegação "mata" 350 mil crianças por ano


Carlos Drummond


O dinheiro dos impostos sonegados por grandes empresas e super-ricos nos países em desenvolvimento permitiria salvar, a cada ano, as vidas de 350 mil crianças vitimadas pela fome e por doenças, calcula a organização inglesa Christian Aid. No estudo intitulado Morte e Impostos: o Custo Verdadeiro da Sonegação, divulgado no fim de semana pelo jornal The Independent, a entidade considera que a sonegação de grandes contribuintes, entre pessoas jurídicas e físicas, chega a US$ 160 bilhões por ano nos países em desenvolvimento.

O total supera os US$ 40 bilhões a US$ 60 bilhões anuais que o Banco Mundial estima serem necessários para atingir as Metas de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas. O cálculo considera o período de 2000 a 2015 e resulta em cerca de 5,6 milhões de crianças salvas nesse período, quase mil por dia.

O dinheiro de impostos sonegado aos governos dos países em desenvolvimento é canalizado, na maior parte, para paraísos fiscais, que acumulariam mais de US$ 11 trilhões em recursos ilegais, provenientes também do tráfico de drogas e de armas e do terrorismo.

No que se refere a sonegação, o fato é que as fronteiras entre planejamento tributário e elisão fiscal, que são legais, e evasão tributária, que é ilegal, são cada vez mais fluidas. Métodos de engenhosidade e complexidade crescentes blindam as operações, em um movimento que amplia e institucionaliza aquilo que antes era considerado ilegal. A proteção da identidade dos titulares da riqueza sonegada inclui, além das conhecidas cláusulas de sigilo absoluto, como a extinção automática de empresas e transferência de fundos para uma outra caso se identifique algum tipo de risco para as contas bancárias e as sociedades constituídas em paraísos fiscais. Entre tais riscos estão investigações da Justiça no país de origem, ações de repórteres persistentes e golpes de estado, entre outros.

A Christian Aid considera que sociedades e contas bancárias estabelecidas por grandes empresas e pessoas de alta renda em paraísos fiscais são utilizadas para evitar taxação, evadir-se do pagamento de impostos, operar secretamente e burlar regulamentos financeiros e dissimular práticas monopolistas.

Carlos Drummond é jornalista. Coordena o Curso de Jornalismo da Facamp.

Fonte: Terra Magazine

12 maio 2008

Administração de São Paulo - Surupiando projetos

Ponte da Marta: recordar e viver
Luis Favre



José Serra e Gilberto Kassab batizaram a ponte estaiada com o nome do dono e falecido fundador da Folha de São Paulo, Octavio Frias. Uma bela e justa homenagem a um jornalista respeitado. Como lembrou sua filha “Uma ponte é sempre a promessa de um encontro, de uma reunião, de uma convergência. Nesse sentido, o batismo dessa obra é uma homenagem apropriada para quem conheceu Octavio Frias de Oliveira. Meu pai era um homem de diálogo, que gostava de aproximar as pessoas umas das outras, que gostava de promover a reunião de pontos de vista diferentes. Ele próprio foi a ponte do que muitas pessoas eram para o que viriam a ser”.

Na festa da inauguração, onde foi convidado o ex-prefeito Paulo Maluf e não foi convidada a Ministra de Turismo Marta Suplicy, os discursos destacaram a importância da ponte para aliviar o trânsito, a sua beleza arquitetônica e a elegeram em coro o novo cartão postal da cidade.

Para José Serra “ela é um novo marco” para São Paulo. A Folha deu ampla cobertura ao evento destacando que “é a única no mundo em que duas plataformas estaiadas se sobrepõem”.


Ela é capa da Folha de hoje com uma linda foto legendada







Carros antigos desfilam na inauguração da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira; maior obra da gestão do prefeito Gilberto Kassab

Carros antigos desfilam na inauguração da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira; maior obra da gestão do prefeito Gilberto Kassab

Em um dos artigos sobre a ponte, a Folha explica:

“é a maior obra do governo do democrata Gilberto Kassab.

Ela foi concebida para desafogar o tráfego na marginal, fazer a ligação com a rodovia dos Imigrantes e se tornar um cartão-postal da cidade, com custo final de R$ 260 milhões. O arquiteto responsável é João Valente Filho.

A ponte pode se tornar um dos cartões-postais da cidade de São Paulo não só por suas luzes mutantes, mas por quatro aspectos de engenharia que a fazem única.

Segundo o engenheiro responsável pela obra, Catão Francisco Ribeiro, o ângulo de 60º, que faz com que a travessia ocorra em curva, é o maior entre as estaiadas do mundo, que costumam ter de 10º a 15º. Outro aspecto inédito é o formato do mastro, o “x” central que sustenta os estais.

A obra faz parte do complexo viário Real Parque e, segundo a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), vai reduzir em até 45 minutos o tempo de viagem do motorista que usa a marginal para chegar a bairros da zona sul da cidade.”

Com tamanho entusiasmo, a Folha acabou esquecendo que a obra foi projetada como parte da operação urbana Água Espraiada pela administração Marta Suplicy (que estranhamente é citada quando a Folha fala do valor pago por Kassab pela obra). A Folha também esqueceu que em relação ao conjunto do projeto, que além da ponte incluía a construção de 8.500 moradias populares para as favelas do entorno, assim como a junção com a Imigrantes, desafogando a Av Bandeirante, só a ponte foi concluída após 4 anos da atual gestão. E a justiça teve que intervir para que os moradores da favela Real Parque não fossem despejados sem qualquer moradia, pela administração Kassab.

Esqueceram também de lembrar que orçada em R$147 milhões ela acabou custando o dobro e por ficar parada durante quase três anos, a prefeitura teve que pagar multa.

Em grande parte custeada pela venda do CEPAC, criado pela administração Marta Suplicy para arrecadar dinheiro sem utilizar o orçamento da cidade, a ponte é hoje sem dúvida um orgulho para todos.

Vale a pena ler os artigos a seguir, disponíveis na Folha online e apreciar as fotos da belezura entregue à cidade.

Aproveitem também para reler o editorial da Folha de São Paulo do 13 de maio de 2005, exatamente três anos antes da Ponte ser inaugurada. Ele figura no final desta nota.

Marta Suplicy mostrou-se visionária e determinada para vencer mais este desafio. Hoje estão extasiados e são unânimes em aplaudir. Quando leiam o editorial em questão verão que é só uma forma do “esqueçam o que eu escrevi”.



Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira



da Folha de S.Paulo


Pontes são uma seara vasta e dinâmica para o mundo dos recordes, em que a ponte Octavio Frias de Oliveira, inaugurada neste sábado (10), também passa a figurar. Ela é a única do mundo em que duas plataformas estaiadas se sobrepõem, fazendo com que os cabos se entrelacem, e conta com o maior ângulo entre estaiadas, de 60º.

Por conta disso, a equipe responsável pela obra tem apresentado o projeto em alguns dos maiores congressos internacionais sobre pontes.


da Folha de S.Paulo


A ponte Octavio Frias de Oliveira pode se tornar um dos cartões-postais da cidade de São Paulo não só por suas luzes mutantes, mas por quatro aspectos de engenharia que a fazem única. Segundo o engenheiro responsável pela obra, Catão Francisco Ribeiro, o ângulo de 60º, que faz com que a travessia ocorra em curva, é o maior entre as estaiadas do mundo, que costumam ter de 10º a 15º.

Outro aspecto inédito é o formato do mastro, o ‘x’ central que sustenta os estais –estai é um termo náutico que denomina o cabo que segura a vela de um barco. Nascido de uma necessidade de engenharia, a forma foi aproveitada pelo arquiteto João Valente para marcar o visual da ponte.

A sobreposição de duas plataformas estaiadas também nunca havia sido feita. “Essa [ponte] foi complicadíssima do ponto de vista geométrico, porque os cabos não poderiam cruzar uns com os outros”, diz um dos maiores especialistas brasileiros no assunto, Augusto Carlos de Vasconcelos, da Divisão de Estrutura do Instituto de Engenharia e autor de “Pontes brasileiras: Viadutos e Passarelas Notáveis” (ed. Pini).

De acordo com Ribeiro, a execução foi como um bordado. As pontes sobrepostas tinham de ser construídas simultaneamente, para que uma contrabalanceasse a outra.

Por conta disso, o processo de construção também foi único: não era possível usar o rio nem as marginais para fazer o escoramento. Assim, a evolução das duas pontes ocorreu ao mesmo tempo.

Segundo Vasconcelos, as pontes estaiadas são uma evolução das pontes pênseis (ou suspensas), e a possibilidade de serem construídas parte por parte permite que a obra seja mais rápida e econômica.

“É muito mais difícil de ser calculada, mas, por outro lado, muito mais fácil de ser concluída”, afirmou ele.



São Paulo, sexta-feira, 13 de maio de 2005

EDITORIAL FOLHA DE SÃO PAULO

PROJETO EXTRAVAGANTE


É acertada a decisão do prefeito José Serra (PSDB) de retomar as obras que ligam as avenidas Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e a marginal Pinheiros, deixando de lado a construção de duas pontes sobre o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, previstas no projeto original aprovado pela administração da ex-prefeita Marta Suplicy. A justificativa apresentada por José Serra é que a construção dessas pontes estaiadas (suspensas por cabos de aço) encareceria desnecessariamente a obra.

A cautela e a mudança do projeto original são procedentes. Com as pontes endossadas por Marta, toda a empreitada custaria nada menos que R$ 147 milhões. Sem elas, o custo total que inclui outras alterações na malha viária, além da construção das alças- cai para R$ 85 milhões.
É duvidoso, ademais, que a venda em leilões dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos que dão direito de construir além dos limites estabelecidos em certas áreas da cidade, possa gerar recursos suficientes para arcar com as despesas previstas inicialmente no projeto. No ano passado, os leilões desses papéis, realizados para angariar fundos para a construção das pontes, não conseguiram amealhar mais do que R$ 35 milhões, soma muito aquém da estimada para a conclusão das obras.

Além de cara, a construção dessas pontes suspensas está longe de ser uma prioridade para aquela área da cidade. A ligação da avenida Roberto Marinho com a marginal Pinheiros pode continuar a ser feita, sem maiores transtornos, através de duas outras pontes já existentes a apenas 800 metros do local. Essa circunstância, aliás, torna ainda mais extravagante -e suspeito- o projeto deixado pela gestão petista, para o qual, até aqui, não foram apresentadas justificativas convincentes.

Le Monde Selon Lula



Se voce quizer assistir, terá que ver através da TV Estrangeira.

Estreou dia 9 aqui em Montreal, Quebec, Canadá, o documentário O Mundo Segundo Lula. É impressionante o respeito que o Brasil inspira com esse presidente. O PIG brasileiro não está falando disso. O documentário tem tido grande sucesso. Sugiro que vejam o link aqui.

Para ver um trailer clique aqui.

Fonte: Blog do Mello e o leitor Emerson
Levantamento mostra obras do PAC nos Estados





Com base em dados divulgados pelo governo federal, está sendo distribuindo material informativo sobre os projetos do PAC em todos os Estados brasileiros, incluindo o estágio de andamento das obras em cada um deles.

Para ver as informações clique no Estado desejado postado abaixo. Os arquivos estão em formato PDF.

Se você não tiver o programa Acrobat Reader - que lê este tipo de arquivo - clique aqui para baixar gratuitamente.


PAC nos Estados:

Acre
Alagoas
Amazonas
Amapá
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Minas Gerais
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Pará
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Paraná
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rondônia
Roraima
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins

10 maio 2008

Petrobras é eleita a empresa mais transparente do mundo


A Global Reporting Initiative (GRI), entidade internacional que é referência em relatórios socioambientais, divulgou ontem, em Amsterdã, que a Petrobras é a companhia mais transparente do mundo. A empresa foi eleita por diferentes leitores de balanços - de representantes de ONGs a executivos, passando por governos e empregados de empresas -, numa votação que contou com a participação de 1,7 mil pessoas.



A GRI informou ainda que o Brasil abriga o maior número de empresas classificadas como as mais transparentes do mundo, com sete companhias na lista das 45 finalistas, seguido pela Espanha. O número de companhias brasileiras de grande porte que adotaram os relatórios do GRI quadruplicou no ano passado. Eram 15 e agora são 60.




Tupi exigirá 14 mil novos funcionários

A Petrobras tem planos de contratar 14 mil engenheiros, geólogos e perfuradores nos próximos três anos, para a exploração da maior descoberta de petróleo no Hemisfério Ocidental desde 1976, o campo de Tupi.



A estatal pretende expandir em 23% a sua força de trabalho, para cerca de 74 mil trabalhadores, superando a Chevron, segunda maior produtora de petróleo dos Estados Unidos. A contratação em massa faz parte da expansão de US$ 112,7 bilhões, que pode levar o Brasil a ultrapassar a produção de todos os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com exceção da Arábia Saudita.



A Petrobras não tem os trabalhadores de plataformas de sondagem, ou perfuradores, necessários para a extração de bilhões de barris de petróleo que jazem em campos offshore recém-descobertos. A empresa tentará contratar mais de 12 pessoas por dia, em um ambiente onde se intensifica a concorrência pelos trabalhadores com qualificação no setor, depois de os preços do petróleo terem atingido níveis recorde.



"Se algumas das hipóteses forem verdadeiras e tivermos reservas enormes, então provavelmente enfrentaremos algumas pressões devido à mão-de-obra", disse o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, em entrevista dada em Houston no último dia 5.



A petrolífera afirmou nesta semana que vai começar a extrair petróleo do campo de Tupi até abril de 2009. É uma antecipação de um ano em relação ao previsto anteriormente. O campo pode ter 8 bilhões de barris de petróleo recuperável e são de importância fundamental para o plano de Gabrielli de aumentar a produção em 79%, para o equivalente a 4,2 milhões de barris de petróleo por dia, até 2015. Esse nível de produção colocaria a Petrobras no mesmo patamar que a ExxonMobil, a maior empresa de energia do mundo, sediada em Irving, Estado norte-americano do Texas.


Fonte: Gazeta Mercantil.

Para recordar:

"Não sou contrário à privatização da Petrobras e BB", diz FHC
17/10/2006

O ex-presidente do País, atual presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso disse hoje que não é contra a privatização da Petrobras. Segundo FHC, a empresa poderia deixar de ser uma estatal, de controle do Governo, para passar a ser de controle público, formado por grupos da sociedade. Ele questionou a forma como o Governo administra a Petrobras, sugerindo que as verbas de publicidade seriam negociadas a partir de interesses específicos: "repare para quem eles dão a publicidade?". O Banco do Brasil também foi citado como exemplo. "O BB deve ser público e não servir para 'Valerioduto'".

ou

Privatização

Quanto às privatizações realizadas por seu governo que têm sido usadas como argumento pela campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atacar a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), FHC disse que se não tivesse privatizado os bancos, estes estariam sendo usados para corrupção. "O PT virou quase uma empresa, e conseguiu dinheiro de forma excusa. Se eu não tivesse privatizado os bancos, hoje estariam envolvidos em corrupção".

Quem quizer se revoltar leia a reportagem inteira aqui.

Fonte: Terra Magazine


Mais recordar:




Foi apenas um acidente", diz porta-voz de FHC
15/03/2001

O presidente Fernando Henrique Cardoso não fará mais comentários sobre a explosão que atingiu, nesta madrugada, a plataforma P-36 da Petrobras, na Bacia de Campos (RJ).

Segundo o porta-voz, ministro Georges Lamazière, todas as informações estão na nota oficial divulgada hoje à tarde.

Sobre a situação do presidente da estatal,Henri Philippe Reichstul, o porta-voz disse que a 'situação não tem nada a ver com o fato''.

"Foi apenas um acidente."


Fonte: Folha Online


Opiniões Contraria:


“Pode-se enganar algumas pessoas por um certo tempo, porém não se pode todas as pessoas por todo o tempo.”
Ninguém, desde que os problemas tiveram início na Petrobrás, tentou relacionar os desastres ocorridos com o problema da privatização da melhor empresa nacional. É uma conspiração para tornar a empresa desacreditada, e com o seu patrimônio colocado a preço de banana, para facilitar a privatização, como tem acontecido com todas as empresas que foram privatizadas, inclusive a triste lembrança do já saudoso Banestado.

O que ocorreu com a Plataforma P36, que repousa a 1360 metros no fundo do mar, com seu custo de US$ 354.000.000,00, sem sombra de dúvida só pode ter sido obra de sabotagem. O engraçado é que nenhum órgão de imprensa, nem mesmo as pessoas ligadas à Petrobrás, ou mesmo político, quer seja de situação ou de oposição, alertou para a possibilidade da sabotagem. Todos criticaram e criticam que houve negligência na segurança, o que é uma verdade, pois os terroristas que dinamitaram a P-36, fizeram um trabalho digno de um batalhão de demolidores treinados para não falhar. O serviço foi perfeito. Não houve condições de salvar a plataforma, ela afundou em tempo cronometrado. O agente 007, com sua parafernália explosiva, não teria feito melhor.

Outro aspecto engraçado, não se ouviu um só clamor de quem quer que seja, inclusive dos formadores de opinião, quanto à precisão da sabotagem. Parece ter sido um plano orquestrado do qual todos já tinham conhecimento por antecipação. A “indignação” não passou do chavão: será aberto um rigoroso inquérito para se apurar os fatos. E, no Brasil nós sabemos o resultados dos “inquéritos”. Ou não sabemos?

Tem-se que iniciar uma rigorosa investigação em todos os setores da Petrobrás, inclusive iniciando com o seu Presidente e terminando no mais singelo contínuo. Verificar a vida de cada um, relacionamentos, origens, enfim a vida de cada membro da plataforma deve ser investigada. É o destino de nossa Pátria que está em jogo. E a saída do subdesenvolvimento atrapalha e muito os países desenvolvidos. Exemplos: a indústria do calçado, o aço brasileiro, os têxteis, a carne bovina, a Embraer, e o petróleo, pois se nos tornarmos auto suficiente, quem nos vende terá que baixar os preços de seu produto. Os interesses internacionais querem o desenvolvimento do Brasil? Nem pensar.

É preciso pensar nos inconfessos interesses voltados na intenção de desacreditar a Petrobrás. Seu preço hoje é incomensurável. Porém com algumas trapalhadas, inclusive com o afundamento da P-36, poder-se-á dizer que a empresa é mal administrada, é perdulária, é anti-econômica, etc. etc.... Imaginem depois dessa campanha o seu preço estará reduzido a bagatelas. O capital estrangeiro baterá palmas e ainda dará ares de salvador. E veremos nosso Presidente da República bradar a altos ventos que liquidou mais uma empresa deficitária, mal organizada, mal isso, mal aquilo e outros tantos impropérios. Finalmente teremos liquidado o maior patrimônio conseguido aos trancos e barrancos, que deverá fazer o ex-Presidente Getúlio Vargas virar em sua cova, tamanha a ignorância do Povo Brasileiro e de seus Governantes, para não se dizer anti-patrióticos e vendilhões do patrimônio nacional, se ocorrer a privatização.

Insultei dia desses um norte-americano, dizendo-lhe que jamais poderiam conquistar o Brasil. Ele me respondeu: para que queremos o Brasil Político, satisfazemo-nos com o Brasil Econômico. Política é problemas de vocês. Brincadeira à parte, a raciocínio é lógico. Quantas indústrias de peso, efetivamente são brasileiras? Quanto está valendo o Real? Desculpem, estava falando da Petrobrás. Que aliás já vale um terço menos, só na desvalorização do câmbio, outras medidas a tornarão ainda mais barata. Se demorar muito até o Banco Font-Cindan poderá adquiri-la com a indenização que o BC terá que lhe pagar. Desculpem, novamente, misturei as bolas.

Mas, retornando à Petrobrás, disseram que tinha havido três explosões, agora já há notícia de que foram quatro. A P-36, funcionava como um relógio suíço, como pode de uma hora para a outra haver três ou quatro explosões apenas em um determinado local e mais, explosões certeiras que não permitiram a sua recuperação... As autoridades brasileiras terão mesmo que explicar muitas coisas, pois o brasileiro já está se enchendo de tamanhas falcatruas e vendilhões em todos os setores que muito em breve poderão também “explodirem”, ou não? Agora é saber como anda o nível de Patriotismo do Brasileiro, que cá para nós enquanto houver, samba, carnaval, cachaça e mulher bonita, nossas atenções estarão desviadas para outros centros. Nossos netos e bisnetos, se a tanto se chegar, irão cobrar nossa patética posição de avestruz amedrontado.

Para que se prove que não houve sabotagem na P-36, necessário se torna fazê-la flutuar para que sejam feitas as perícias que o caso requer. Como tal proeza não foi possível quando a mesma estava flutuando, trazê-la de volta será coisa para o próximo milênio. Como sabemos que a corrosão marinha é destruidora, constata-se que a sabotagem foi minimamente detalhada. E quem recebeu pelo serviço cobrou muito caro e houve divisão do botim. É conferir para ver.

Esta é apenas uma opinião de um brasileiro apaixonado por sua Terra. Poderão existir outras tantas, contrárias ou favoráveis ou “sem sim nem não”. Mas é uma opinião. Dê a sua.


LOURIVAL LINO DE SOUSA
ADVOGADO - OAB/PR nº8978

Fonte: Jornal Correio do Vale

28 abril 2008

Para diretor do FMI, o mundo acredita mais no Brasil que os brasileiros


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da Agência Brasil, em Brasília


O diretor executivo do FMI (Fundo Monetário Internacional), o economista Paulo Nogueira Batista, disse nesta quinta-feira que o Brasil é um país de sorte e o mundo acredita mais no país que os próprios brasileiros.
Em declaração no seminário Perspectivas para o Brasil no Cenário Internacional, promovido pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Batista prevê que os países emergentes vão ocupar o lugar das nações mais importantes do mundo nos próximos anos
Nesse cenário, segundo ele, o Brasil deve se destacar, em razão do enfraquecimento das principais economias, como a americana.
De acordo com Batista, o governo Bush trouxe "sorte" para o Brasil. Isso porque, avalia o economista, o presidente americano "geriu mal a política econômica e a política externa do seu país".
O economista diz que o Brasil "é um país de sorte, pois tem muito mais credibilidade no exterior que na cabeça dos próprios brasileiros".
Ele atesta que constatou isso ao assumir o cargo no FMI e afirma que o mundo vê melhor o Brasil que os próprios brasileiros. "O peso natural do nosso país vem crescendo há muito tempo, independentemente da competência ou não dos nossos representantes."

Emergentes

Segundo o diretor do FMI, o Brasil tem tudo para ser um grande pólo da América do Sul no cenário mundial. Ressalva, porém, que o país ainda é subdesenvolvido, o que persistirá por algum tempo.
E lembra que países emergentes, como a China e a Índia, vêm desempenhando um papel estabilizador na economia mundial e, por isso, "também podemos ter vez".
O conceito de outros governos em relação ao Brasil, afirma Batista, é dado pelo conteúdo estrutural do país, e não em razão de um governo em particular.
"A queda no peso das grandes potências, como a antiga União Soviética e a Europa Ocidental, deu lugar a emergentes como a China e a Índia, e o Brasil poderá ter espaço também nessa corrida no mercado internacional."