24 novembro 2006

Trogloditas desmascarados


A maravilha da internet nos permite tomar conhecimento de fatos antes facilmente escondidos e desmascarar esses trogloditas da política nacional. Vejam um exemplo do 'modus operandi' do senador Heráclito Fortes PFL-PI.


Senador agride vice-prefeito e provoca tumulto num fórum em Bom Jesus
15/07/2005 - 18:07:00 - Da Redação do Portal AZ

Os participantes do I Fórum de Agrocerrados que acontece no município de Bom Jesus, a 634 quilômetros de Teresina, ficaram indignados com a ação do senador Heráclito Fortes (PFL), que protagonizou uma das piores cenas de agressão política no cenário piauiense.

Convidado para participar da mesa redonda do fórum com o tema "a criação do Estado do Gurguéia', o senador fugiu do foco do evento partindo para agressão aos governos de Wellington Dias e Luis Inácio Lula da Silva. O senador fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores(PT), citando o mensalão e a falta de investimentos do Governo Federal no Piauí.

Da plenária, o vice-prefeito da cidade de Bom Jesus, Fábio Novo (PT) pediu a palavra e saiu em defesa do Governo e de seu partido. Heráclito Fortes, extremamente irritado e demonstrando completo desequilíbrio emocional, tentou desqualificar o vice-prefeito e jornalista Fábio Novo.

Aos gritos, o senador disse que o vice-prefeito de Bom Jesus, apesar de não ter cara de petista, o irritava, ao sair na defesa do Governo. Segundo Fortes, Fábio Novo, enquanto jornalista teria realizado há tempos atrás, acusações contra ele por puro rancor. O senador, manifestando mais agressividade e bastante nervosismo, insistia em ofensas pessoais ao vice-prefeito.

"Você responde a processo judicial", repetia o senador e completou desastrosamente com acusações de baixo nível.

"Seu pederasta, você roubou transmissor de rádio e jogou no rio", disse Heráclito aos gritos. O vice-prefeito rebateu as acusações e disse que nada comprovava que ele havia feito isso no passado, e que a raiva do senador era porque quando estava nas redações dos jornais, nunca deixou de informar a realidade para o povo do piauiense.

"Enquanto jornalista, nunca deixei de informar nada para a sociedade e sempre procurei me manter firme na ética profissional. Agora como vice-prefeito de Bom Jesus tenho um compromisso maior ainda", ressaltou Fábio Novo, sempre procurando manter a calma, ao contrário do senador Heráclito Fortes.

O clima no auditório do Colégio Agrícola de Bom Jesus esquentou, mais ainda, com a manifestação dos participantes dentre eles o pai do vice-prefeito, Ramon Losado, que partiram para cima do senador, defendendo o vice-prefeito.

"Senador, o senhor não veio aqui para bagunçar o nosso fórum. Por que o senhor não fala do tema proposto?", reclamou o ex-vereador Moises Avelino. "Senador, isto é molecagem. Triste do Piauí que tem um senador sem equilíbrio emocional", disse um dos participantes do fórum.

O pai do vice-prefeito Fábio Novo e vereador daquele município, Ramon Losada ao ver Heráclito Fortes denegrir a imagem do filho, partiu para a sua defesa indagando que o mesmo não tem provas das acusações. Fortes repetiu por várias vezes que Ramon Losada deveria educar mais seu filho.

Várias autoridades presentes ao evento ficaram contra o posicionamento do senador, até mesmo aqueles que fazem parte do seu partido dentre eles: Mussa Demes que é presidente do PFL. O comentário do parlamentar foi feito com o presidente do Interpi, Francisco Guedes e com o pai do vice-prefeito, Ramon Losada.

Em meio ao clima de tumulto quando vários dos participantes já estavam ao redor da mesa onde se encontrava o senador, o prefeito da cidade Alcindo Piauilino (PL), encerrou os trabalhos desta manhã.

Os repórteres do Portal AZ não conseguiram contactar a assessoria do senador Heráclito Fortes, em Teresina. Sua assessora de imprensa no Piauí, Ana Cristina Guedes, estava com o telefone celular desligado.

Em Brasília, nem a assessora de imprensa Letícia Borges e ninguém do gabinete do senador Heráclito Fortes foi localizado para falar sobre o assunto.

O vice-prefeito

Localizado pelo Portal AZ, por volta das 17 horas desta sexta-feira, através do telefone, o vice-prefeito Fábio Novo, disse ter ficado surpreso com o comportamento do senador Heráclito Fortes.
"Nós convidamos os três senadores e deputados federais. Mão Santa e Alberto Silva não vieram. Era para discutir a divisão do Estado, mas Heráclito não tocou no tema do fórum, foi logo criticando os governos do PT a nível estadual e federal. Como eu era um dos debatedores, pedi a palavra, falei das obras dos dois governos, mostrei ações positivas e o senador, ao pedir o direito de réplica, foi logo dizendo 'seu pederasta, você roubou o transmissor da rádio. Meu pai que se encontrava na platéia não gostou e partiu em minha defesa, pedindo que o senador nos respeitasse", lembrou Fábio.

Com a reação dos participantes do fórum contra seu comportamento, o senador Heráclito Fortes não esperou pela parte da tarde, e viajou de Bom Jesus, em jato particular, de volta a Brasília.


Paulo Nolasco de Andrade
Voce confiaria sua campanha eleitoral à ele?


Lula ficará fora do 2º turno em 2006

Teremos uma grande surpresa em outubro de 2006: o presidente Luis Inácio Lula da Silva deverá estar fora do segundo turno de sua sucessão presidencial.

A superexposição do atual presidente na Mídia - sobretudo a eletrônica - e sua inesgotável e "castrista" vocação para longos e desconexos discursos em eventos praticamente diários, dá uma falsa sensação de operosidade e o mantém presente na memória de milhões de brasileiros e brasileiras que se apegam ao mais econômico instrumento de lazer no país - a televisão.

Da mesma forma, nomes que disputarão com Lula ainda não estão aparentes no processo sucessório e as composições e coligações partidárias ainda esperam o segundo semestre para os passos decisivos na corrida pelo planalto.

Sob a ótica do Marketing Político, a campanha eleitoral de 2006 deverá estar apegada aos seguintes pontos:

1.. O natural processo de desgaste da imagem do governo Lula.
2.. Os casos de corrupção que marcam presença na gestão federal - Waldomiro Diniz, Dinheiro das FARCs, Banestado, Correios...
3.. A partidarização da máquina pública com mais de 20.000 cargos "de confiança", elevando a arrecadação do PT.
4.. A inexistência de programas sociais que atenderiam às expectativas criadas pelos eleitores que votaram em Lula e no PT em 2002.
5.. A revolta dos partidos "aliados", que nunca usufruíram nem determinaram os rumos (?) da administração federal, mas apenas deram sustentação parlamentar, quando muito.
No processo eleitoral e sucessório, que se sustenta pelo trinômio Tempo de TV e Rádio/candidatura viável/composiçã o político-partidá ria, certamente o PT terá grandes dificuldades de sucesso. Razão pela qual poderemos estar diante dessa surpresa, se confiarmos nos números que hoje brotam das pesquisas sobre a imagem do presidente e de seu governo.

Imagem do Governo Lula - 865 dias depois da posse, Lula não consegue apresentar nenhuma ação que justifique as esperanças depositadas, seja do trabalhador, seja do funcionalismo público, da classe artística, dos desempregados, dos jovens e talvez nem mesmo dos filiados ao PT de outrora.

As campanhas eleitorais do PT já se apresentam recheadas de ostentação, superprodução e um artificialismo que beiram à propaganda enganosa.

Quanto à partidarização da máquina pública, pode-se dizer que o desemprego acabou no país - pelo menos entre os petistas.

O salário-mínimo digno, a reforma agrária, a valorização do ensino e o atendimento pleno à Saúde são retóricas dos tempos de oposição. O Fome-Zero é marketing dos tempos de governo, porém já colocado nas prateleiras da inoperância governamental.

Por fim, o deslumbramento dos atuais detentores de poder que se esquecem de que o jogo sucessório passa pela perspectiva de curto prazo dos partidos políticos médios e grandes, todos eles observadores privilegiados da estagnação política e administrativa do governo federal - e do processo de desgaste natural da imagem do presidente Lula, que colabora diariamente com a sensação de letargia e desinteresse pela gestão da coisa pública. Essa sensação, que começa a atingir a opinião pública, os comentaristas políticos e os formadores de opinião, certamente já foi sentida por aqueles que definem seus passos sob a perspectiva de alianças com quem capacidade de vitória: o comando partidário do PL, PTB, PMDB, PPS, PDT, PSB e PP.

Esses sete partidos, suas maquinas partidárias, seus governadores, senadores e deputados, prefeitos e vereadores e seus tempos de TV e Rádio na propaganda política de 2006, certamente, seguirão projetos próprios ou estarão associados ao PFL e PSDB, com candidaturas ainda em processo de gestação.

Quanto ao instrumento imprescindível de uma campanha eleitoral - o discurso de campanha - os partidos, ora aliados ao presidente Lula, poderão lançar mão de uma solução cristã aos olhos do eleitorado: o arrependimento.


Marco Iten
Jornalista, publicitário e consultor de Marketing Político, Autor do livro ELEIÇÃO - VENÇA A SUA - As Boas Técnicas do Marketing Político e do e-Learning ELEIÇÃO ON-LINE

Ele simplesmente não conseguiu acertar nada.
E ainda se diz consultor......
Aqui vai o site dele

Vera
A grande mídia em xeque


Concluída as eleições e confirmado a reeleição do presidente Lula, a grande mídia está decididamente em xeque.

Ela jogou e perdeu, se tivesse conseguido emplacar os seus candidatos, estaria tudo perfeito. Sua isenção possivelmente mesmo que questionada seria relevada, sua manipulação estaria justificada e a vida seguiria como ela esperava, senhora do poder.

Os colunistas da Folha e do Estadão teriam garantido seus salários no trabalho de des-democratização, jornalistas da Veja seriam recompensados por suas mentiras investigativas, os Biais, Bonners e Ali refariam a pintura da Vênus platinada, nem a falta do Bussunda seria sentida na queda da qualidade do humor do “Casseta e planeta”, nem a perda da audiência do Jô com suas "meninas" seria notada.

Uma última jogada foi tentada às vésperas do primeiro turno e aparentemente deu certo, a mídia se sentiu fortalecida e acreditou em seu poder.

Jogaram todas as suas fichas no segundo turno, bateram pesado e deslealmente, mas o eleitor não se deixou enganar e disse não e reelegeu o presidente Lula.

Como não poderia deixar de ser, a verdade começa a vir à tona.

As matérias forjadas da Veja estão sendo desmascaradas bem como seus colunistas malucos e irresponsáveis, a Folha e o Estadão se vêem diante de um dilema, como manter esse falso jornalismo diante das verdades que cada vez mais se tornam públicas, a Rede Globo tenta um “mea culpa” diante de um fato incontestável de manipulação contra o governo paranaense, querendo aparentar justiça, enquanto o Jornal O Globo investe irresponsavelmente contra a Petrobrás (leia-se PT).

A impressão que passam é que no momento a grande mídia representada por quatro famílias (Frias, Marinho, Mesquita e Civita) está sem rumo, atirando para qualquer lado esperando uma sinalização que sirva como uma tábua de salvação.

A possibilidade de uma quebra desse monopólio está levando-os ao desespero, eles sabem que a perda das verbas fáceis de publicidade pública alinhadas à incompetência gerencial pode significar o seu fim.

O grau de descrédito que a “grande mídia” brasileira atingiu não tem comparação na história do país, credite-se isso a uma maior conscientização do leitor/telespectador, que eles não detectaram e continuaram a agir irresponsavelmente como a décadas passadas quando tinham o poder da força do seu lado com a qual colaboravam.

Não me recordo quem falou, mas o fez com muita propriedade ao afirmar que esta eleição significou realmente o fim da ditadura, e um bom, forte e claro sinal pode ser a democratização da mídia.



Paulo Nolasco de Andrade

23 novembro 2006

Procurador-geral da República irá protocolar no STF denúncia contra o “valerioduto” tucano; Azeredo é o principal réu


Azeredo é o principal réu da ação
Assim como fez no caso do “mensalão”, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, irá protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra os envolvidos no episódio do “valerioduto tucano”. O principal réu da nova ação será o senador mineiro Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB.

Azeredo será acusado de ter participado de um esquema semelhante ao que foi montado pelo PT na gestão de Lula e que resultou na denúncia ao STF da “quadrilha dos 40”. Os dois casos têm um personagem comum: o empresário mineiro Marcos Valério.

A denúncia contra Azeredo não é, por ora, admitida publicamente pelo Ministério Público (MP). O processo corre sob a proteção do segredo de Justiça. Mas, segundo o jornal Folha Online, a peça acusatória do procurador-geral se baseará no resultado de uma investigação feita pela Polícia Federal (PF).

Confirmou-se que, em 1998, na disputa pelo governo de Minas, a campanha tucana de Azeredo foi beneficiada com repasses financeiros clandestinos de cerca de R$ 11 mi. O dinheiro foi obtido por Valério. Ele se valeu de um empréstimo fictício feito no Banco Rural. O mesmo expediente que usaria mais tarde para carrear R$ 55 mi em verbas de má origem à tesouraria do PT, gerida à época por Delúbio Soares.

O MP aguarda apenas a conclusão de perícias documentais para fechar o texto da denúncia. O procurador-geral espera receber os papéis em tempo de levar a acusação ao STF antes do início do recesso de final de ano do Poder Judiciário.

O “valerioduto” de Minas já rendera a Azeredo um pedido de indiciamento na CPI dos Correios, encerrada em março deste ano. O senador foi o único oposicionista incluído no rol de 19 parlamentares e ex-deputados encrencados. Diferentemente dos demais, Azeredo foi acusado apenas da prática de caixa dois de campanha. Um crime que, no seu caso, já estaria prescrito.

A denúncia do MP não fará menção a delitos eleitorais, mas a crimes comuns. Crimes que, na opinião dos procuradores que se ocuparam da análise das provas recolhidas pela PF, continuam passíveis de punição, a despeito de terem ocorrido há oito anos.

Ouvido pela PF no início da investigação, Azeredo não negou que verbas coletadas por Marcos Valério foram injetadas no caixa de sua campanha. Mas alegou que a malfeitoria foi praticada sem que tivesse conhecimento. O responsável seria Cláudio Mourão, ex-caixa de seu comitê eleitoral.

O MP chegou a uma conclusão diferente. Acredita ter reunido provas suficientes para incluir Azeredo na denúncia que levará ao Supremo. Entre outros envolvidos, o ex-tesoureiro Mourão e o provedor Marcos Valério também serão denunciados.

Na época em que a CPI dos Correios sugeriu o seu indiciamento, Azeredo recebeu a decisão com “estranheza e indignação”. Disse que o critério para a citação de seu nome foi “claramente político”. Do contrário, disse ele, o relatório teria pedido também “o indiciamento de Lula”. Azeredo insinuou que parte da campanha do presidente em 2002 foi paga “com depósitos em contas no exterior”. Na ocasião, referia-se à confissão feita à CPI pelo publicitário Duda Mendonça. Ele reconheceu ter recebido R$ 10,5 mi em depósitos de Marcos Valério no exterior.

Durante quase três meses, a PF ouviu em Belo Horizonte cerca de 80 pessoas, entre empresários e políticos. A representação deverá incluir as irregularidades recentes do “valerioduto”, dentre elas o empréstimo feito no Banco Rural pelo presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais Mauri Torres (PSDB) e avalizada pelo Secretário de Governo Danilo de Castro (PSDB). O empréstimo teria sido pago pela SMP&B e utilizado na compra de um apartamento em área nobre de Belo Horizonte, no valor de R$ 700 mi, para presentear a namorada de Mauri Torres.

Fonte: Novo Jornal

Obs.: Vamos colocar os devidos valores, o Valerioduto Tucano foi de 11 milhões, apenas para a campanha de um elemento, voces acreditam nisso?????.... Pode ter certeza que tem alguma sobra aí em 2002...lembram aqueles documentos queimados?.... não eram do PT não....
Imaginem se o PSDB de Serra tivesse ganhado em 2002, o Marcos Valério teria feito uma festa e tanto, além dos Sanguessugas da vida.
E nos brasileiros, estaríamos aqui hoje assistindo mais um capítulo da novela PSDB no poder. Tudo encoberto pela Rede Bobo de televisão. Plim...plim para voce.

Vera
Brasil ainda está dez anos à frente da China, diz ex-diretor do Banco Mundial


A economia brasileira não tem apenas desvantagens em relação à Índia e à China, na avaliação do diretor de avaliação independente do Banco Mundial, o indiano Vinod Thomas.

"O Brasil parte de um patamar mais alto. Se a China continuar crescendo 10% ao ano, só dentro de dez anos vai alcançar o Brasil (em PIB per capita)", disse Thomas, que veio a Portugal para lançar o seu livro O Brasil visto por dentro. De acordo com dados do próprio Banco Mundial, em 2005 a renda per capita brasileira estava em US$ 3.460 e a chinesa, em US$ 1.740.

Falando no lançamento do livro, resultado dos quatro anos que passou como diretor do Bird no Brasil, Thomas fez uma comparação entre as economias dos três países.

"Os três países têm desafios diferentes. A Índia e a China têm uma situação fiscal mais desfavorável, estão com déficits fiscais. Com o superávit primário, o Brasil precisa (apenas) manter a disciplina fiscal enquanto os outros dois países ainda necessitam de reduzir o déficit", afirmou Thomas, que deixou o cargo no Brasil no ano passado.

Durante a apresentação, ele afirmou que a distribuição de renda é uma das condições necessárias para aumentar o ritmo do crescimento da economia. Disse que o país tem conseguido progressos nessa área nos últimos anos, apesar de ter uma situação mais desfavorável do que a Índia e a China.

Crescimento em dobro
Em entrevista à BBC Brasil, Thomas disse acreditar ser possível para o Brasil acelerar o ritmo de crescimento nos próximos anos.

"O Brasil tem condições de, dentro de três a quatro anos, estar crescendo o dobro do que cresce até agora", disse o ex-diretor do Banco Mundial, para quem é preciso dar mais enfoque ao crescimento econômico através de dois tipos de ações.

"No curto prazo, melhorar o clima de investimento, através de políticas públicas, e no médio prazo através da segunda fase das reformas estruturais, na área da previdência, área tributária, área do trabalho."

Questionado a respeito da discussão entre monetaristas e desenvolvimentistas dentro do governo brasileiro, ele disse que é preciso promover o controle das finanças públicas e investir ao mesmo tempo.

"O que está claro para mim é que os dois estão ligados", disse Thomas. "A combinação entre disciplina fiscal e melhor investimento seria a direção correta. Só disciplina fiscal e austeridade sem crescimento cria a necessidade de mais disciplina fiscal e isso seria um ciclo vicioso", explica o ex-diretor do Bird.

Por outro lado, argumenta, a melhora da qualidade dos gastos do setor público daria mais espaço para o governo fazer investimentos, o que, por sua vez, atrairia mais investimento privado, e, por extensão, ajudaria a disciplina fiscal.

No entanto, ele diz considerar que o primeiro passo é o da disciplina fiscal: "Tem que começar com a disciplina fiscal. Uma vez que se tivesse mais qualidade no investimento público, o setor privado também entraria. O setor privado no Brasil é muito dinâmico em comparação com outros países. Não falta dinamismo, mas acho que precisa melhorar o clima para os investimentos. "

Segundo Thomas, o Brasil não precisa olhar para a Índia ou para a China como exemplos para o crescimento, porque pode procurar os exemplos internamente.

"Apesar do crescimento global de 2% a 3%, há estados no Brasil que têm crescido como a China ou a Índia. Um ponto muito interessante para mim é que os estados mais pobres têm crescido muito mais do que os mais ricos. No Brasil, quem cresce a 5%, 6%, 7% ou 8% são os Estados do Nordeste. Há clima de investimento e políticas dos governadores que apóiam o investimento do setor privado."

"Na China e na Índia, os estados que têm crescido mais são os mais ricos. No Brasil, o crescimento dos estados do nordeste representa uma distribuição da riqueza."

Para Thomas, isso representa uma vantagem do Brasil em relação às duas potências asiáticas, já que a concentração do crescimento pode gerar tensões que ameacem a sustentabilidade do ritmo de desenvolvimento da economia.

Gargalo
Para o ex-diretor do Bird no Brasil e atual diretor de avaliação independente da instituição, um dos principais gargalos do desenvolvimento brasileiro está na falta de investimento público, que não cria um ambiente favorável para o investimento privado:

"Só há espaço para a conta corrente. Para mudar isto, a qualidade da despesa tem que melhorar. Aí, pode reduzir de tamanho e deixar espaço para o investimento. E o clima para o setor privado é algo que a nível nacional o governo pode controlar. Isso pode ocorrer, por exemplo, com um plano para melhorar o clima para o investimento em 90 dias, o que aumentaria o investimento na área de infra-estrutura. "

Vinod Thomas também destacou a necessidade de se realizar a reforma política.

Fonte: INVERTIA
Leão Esperança


Circula na Internet um e-mail cuja mensagem vem causando arrepios à Rede Globo:

"Criança Esperança - Você pagando o imposto da Rede Globo. Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira. Porque no mês de Abril do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: Doação feita à Unicef no valor de (aqui vem o valor arrecadado no Criança Esperança). Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças aos babacas que fazem as doações! Agora vai você colocar no seu imposto de renda que doou 7, 15, 30 ou mais pro criança esperança. Não pode, sabe por que? Porque Criança Esperança é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito.E não há crime nenhum aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém é descontado na Receita Federal como doação da Rede Globo e não sua".

Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar, de agora em diante,: "Leão Esperança".

Retirado do site http://alertatotal.blogspot.com