31 outubro 2008

A Polícia do Serra é educada.....segundo a mídia.

A Polícia do Serra é educada.... segundo a mídia.


Os jornais estão alvoroçados com a operação do DECAP que prendeu a máfia da saúde de São Paulo. Mas não é que agora eles estão trabalhando!!!!!
Voces lembram quando batemos na tecla sobre a nova Polícia Federal, que agora trabalha sem coleira. Pois é Serra resolveu que isso seria o seu proximo passo para tentar ficar igual ao nosso Presidente. E a imprensa serrista, não deixa passar em branco. Enquanto o gm minúsculo e a mídia criticavam a forma como a Policia Federal fazia suas priões, vejamos como a polícia do Serra faz a SUA, segundo a SUA mídia.

Segundo o Estadão:

Às 6 horas, a polícia bateu na porta de Ferreira Junior, acusado de chefiar esse grupo. "O senhor Dirceu não está", respondeu o empresário. "Senhor Dirceu, eu escutei o senhor durante oito meses (o telefone dele estava grampeado). Abra a porta", disse o policial.

E por incrível que pareça, não vazou nenhum grampo......

Ainda na operação, segundo a mídia serrista, a operação foi toda uma ação do GOVERNO (paulista):

"Trata-se de uma ação de governo, que contou com a participação de diversos órgãos para desarticular essa quadrilha", disse o delegado Luís Storni. A polícia já tem provas de fraudes em quatro hospitais de São Paulo: Dante Pazzanese (Estado), Pérola Byington (Estado), Ipiranga (Estado) e Tatuapé (município). Estão ainda sob investigação licitações em unidades como o Hospital das Clínicas, o Emílio Ribas e o Infantil Darcy Vargas. "A presença dos sanguessugas é algo que chamou nossa atenção", disse o promotor José Reinaldo Guimarães, do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Aqui neste trecho, fica claro que Serra quer tirar o seu vínculo com as Sanguessugas, que nos sabemos que existe.

SANGUESSUGAS

A descoberta da ação da quadrilha causou preocupação no governo do Estado, que temia exploração política do episódio. O governador José Serra foi informado sobre o caso e mandou que tudo fosse apurado com o máximo rigor. Alguns dos suspeitos são pessoas e empresas investigadas em outros escândalos da saúde, como o da máfia dos sanguessugas e o das fraudes no antigo Plano de Assistência à Saúde (PAS), da Prefeitura de São Paulo. Mas há ainda os que foram alvo da CPI do Banestado e da Operação Farol da Colina, da Polícia Federal.

A matéria completa esta aqui.

Tem também a matéria do Globo, vou destacar apenas um trecho.

"Esses caras conseguiram mirar algumas secretarias de estado e foram identificando os pregoeiros, tentando fazer o corpo-a-corpo. ", disse o delegado Olavo Reino Francisco, diretor da Corregedoria Geral da Administração, ligada à Casa Civil do governo, que iniciou a investigação.

"A primeira operação pega os grandes empresários pra quebrar o cartel, porque os funcionários públicos já estão comprometidos nas atas dos pregões, então é fáci", acrescentou Francisco.

30 outubro 2008

A Carta Resposta de Mauro Carrara a Soninha Francine

A Carta Resposta de Mauro Carrara a Soninha Francine

Prezada moça,

Passada e eleição em minha cidade, decidi espairecer. Por isso, aceitei convite da graciosa Manu Cienfuegos para vir a Buenos Aires. Aqui, minhas pernas antigas podem exercitar um tango tranqüilo e passear devagar pela Boca.

Hoje, no entanto, armei antenas para fuçar a informosfera brasileira. E lá piscava seu destemperado comentário na excelente estação virtual do Azenha.

Como sou bem mais velho e viajado que você, não iniciarei aqui um duro prélio. Tentarei, como São Paulo apóstolo, ser humildemente didático. E como prega o budismo tibetano, procurarei exercitar a compaixão.

Por interesse pedagógico, permito-me inverter a pirâmide de sua diatribe rancorosa.

4 e 3) Primeiramente, arrisco-me a lhe passar uma lição. Quando se cansar de suas aventuras de motoquinha, procure ler algo da obras de Norberto Bobbio, esse nobre pensador político e filósofo, filho do Piemonte, colega que infelizmente deixou este mundo em momento muito dramático da política italiana.

Há cerca de 20 anos, numa entrevista ao JB, disse o seguinte sobre a diferença entre direita e esquerda (tradução livre que faço do italiano):

- Ainda considero como direita aquelas forças que se colocam a serviço do interesse das pessoas satisfeitas. Os outros, os que sentem e agem do ponto de vista dos pobres, do excluídos da terra, são e serão sempre a esquerda. Sempre que me pedem uma diferenciação entre direita e esquerda, respondo que essa é a fundamental. Em nosso tempo, todos os que defendem os povos oprimidos, os movimentos de libertação do Terceiro Mundo, são a esquerda. Aqueles que, manifestando-se do alto do próprio interesse, dizem que não há motivo para distribuir o dinheiro que suaram para ganhar, são e serão a direita. Essa é a divisão que existe em toda parte, aqui como no Brasil.

Segundo ele, de direita são os que julgam as desigualdades como inevitáveis. A esquerda, argumenta o pensador, está viva naqueles que consideram iguais todos os homens, nos que se atrasam um pouquinho para esperar os mais lentos, nos que estendem as mãos sadias para socorrer as mãos enfermas, nos que se importam de verdade com aqueles que sofrem para subir a ladeira.

Não sou e nunca fui filiado ao PT. Minhas convicções se fundam numa utopia anarquista quase malatestiana, muitas vezes incompatível com as hierarquias e burocracias partidárias. Ainda assim, como não sou tonto nem canalha, procurei desde sempre contribuir com as iniciativas de cunho humanista desse partido.

Obviamente, afio a crítica quando o partido de Lula acomoda-se ou desvia-se de seus ideais, e tem sido assim há décadas. No entanto, se a agremiação da estrela algo move em favor dos mais pobres, tem em mim um ferrenho defensor.

Há quem escolha partidos por vaidade ou por simpatia. Gente que renuncia a tudo em que supostamente acredita porque lhe fez cara feia a Dona Cotinha ou porque João não lhe deu estima na festinha de aniversário.

Fosse essa a regra, e o grupo de Jesus de Nazaré teria somente defecções. Afinal, havia ali um traidor, um medroso, um estabanado... Enfim, Soninha, gente como a gente.

Com todos os seus equívocos, o PT ainda representa, na teoria e na prática, a esperança de redenção de milhões de brasileiros. Quando se cansar dos barzinhos da Vila Madalena, procure visitar o sertão nordestino. Ali, você certamente vai aprender um pouquinho da política real, daquela que alimenta, ensina e promove o ser humano, permitindo que se erga da indigência e caminhe de cabeça erguida.

Compreender essa escala de valores é o que deveria balizar as atitudes de um político de verdade, nunca as fofocas de bastidores de uma câmara municipal.

Aliás, quem colocou Soninha da dita casa parlamentar não demonstrava apoio somente à personagem, mas platonicamente à idéia que ela dizia representar.

Ao se bandear para o outro lado, o político eleito escarra na cara de seu eleitor(eu sou um dos eleitores) e contribui para instaurar o ceticismo, especialmente nos jovens.

O tal PPS

A história se repete como tragédia ou como farsa. É o caso do partido que a moça abraçou. Primeiramente, cabe uma indagação: qual fez e faz mais pelos brasileiros, o partido de Lula ou o partido de Roberto Freire?

O PPS simplesmente assassinou toda a tradição de luta do antigo Partido Comunista. Deturpou conceitos, virou casaca e passou a fazer o jogo sórdido da direita, lambendo os escrotos purulentos daqueles que colaboraram para torturar e matar os rebeldes vermelhos das décadas de 60 e 70.

Mas vale uma visita ao tempo pretérito. Nos anos de chumbo, Freire passou incólume como procurador autárquico do IBRA, numa época em que muitos de nós servíamos de cobaias para testes de reação a eletrochoque ou afogamento. No governo FHC, virou um inseto "fisiológico", líder da chamada "bancada da madrugada", oposição de fachada durante o dia, aliada estratégica nos horários de recesso.

Freire foi o golpista que apareceu em todas as emissoras de TV, em 2.005, repetindo o bordão: "o governo acabou". Como um papagaio lesado, alçava a voz numa declaração que mais expunha seu desejo do que a realidade.

A história mostrou que Freire estava errado. Como humildade é virtude que não conhece, o político pernambucano jamais fez seu necessário ato de contrição. Segue por aí, de gabinete em gabinete, mascateando vergonhosamente suas migalhas de apoio oposicionista.

As pessoas de bem não têm dúvida: Freire constitui-se em expressão máxima de um jeito conveniente de fazer política, em que a renúncia moral é recompensada pelos mimos da direita e dos barões da mídia.

Portanto, Soninha, antes de se filiar ao próximo partido, procure pesquisar sua história e avaliar o comportamento de seus líderes. Fará bem para você.

2) Seu encontro com José Serra, o mestre de todos os vampiros, foi amplamente noticiado. O Palestra Itália é pequeno e, lá, tudo se sabe.

1) Agora, o que mais me espanta é que a moça me alcunhe de "criminoso" e peça até processo contra mim... Isso porque disse o que tudo mundo sabe: o PPS é um partido de aluguel da direita brasileira.

Engraçado é que a tal "liberdade de expressão", tão defendida por seus patrões midiocratas, serve somente para esculhambar com o PT e o resto da esquerda. Nesse caso, cinicamente, tudo pode. É possível caluniar, difamar e injuriar até mesmo o presidente da República.

Quando a crítica tem sentido contrário, isto é, quando mostra as incoerências da oposição, já se recorre à lei, à solução fácil e truculenta. Pois é, moça, quem te viu e quem te vê vai dar razão a Thoreau: "a política não é a moral, mas aquilo que se ocupa apenas do que é oportuno".

Mauro Carrara

PS. A Observação em vermelho é minha, afinal eu sou uma eleitora que votou nela e agora quero o meu voto de volta. Será que posso entrar na justiça por isso???? Afinal fui enganada, ludibriada e roubada.
Vera

Pegadinha com o Presidente Lula na Espanha

Pegadinha com o Presidente Lula na Espanha




Procurados

Procurados







Enviado por André Lux

35 anos passados também houve o dia 11 de Setembro

35 anos passados também houve o dia 11 de Setembro


OS TERRORISTAS DE 11 DE SETEMBRO DE 1973



VALE A PENA ASSISTIR. UM PRESENTE PARA A NOSSA MEMÓRIA

Embora nos tentem apagar a memória o 11 de Setembro de 1973 também deve ficar marcado na história e não só o de 2001.

Aliás, em 1973 morreram mais pessoas que em 2001 só que os terroristas em 73 eram outros - os americanos.

O filme dura 10 minutos mas vale a pena ver.






28 outubro 2008

As derrotas de 26 de Outubro: as lições do fracasso

As derrotas de 26 de Outubro: as lições do fracasso


Por Mauro Carrara


As lições de uma eleição decidida pela negligência da esquerda e pelo empenho dos midiocratas


Primeiramente, por razões óbvias, é necessário definir o que é esquerda neste contexto. Inclue-se aqui o PT, o PCdoB e uma pequena parcela do PSB. O PPS constitui-se hoje em sigla lucrativamente alugada à direita. PSOL, PSTU e PCO orbitam na nebulosa região do fanatismo, do cinismo invejoso ou da insanidade militante.

Portanto, tomemos como referência aquelas agremiações que podem ser seriamente entendidas como esquerda no Brasil. Foram dolorosas suas derrotas (todas da agremiação de Lula) em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Juiz de Fora e, especialmente, em Santo André, reduto histórico do Partido dos Trabalhadores.

Há, de certo, ingredientes diferentes em cada uma das disputas. No entanto, apresentam-se também elementos comuns que podem lançar luzes sobre o malogro pontual dos vermelhos.

1) O Brasil caminha celeremente para um cenário de tripartidarismo. De um lado, a esquerda. De outro, a direita, representada, sobretudo, pela dupla PSDB-DEM. Ao centro, consolida-se uma massa fisiológica (ainda que tendente à direita) que oferece seus préstimos a quem melhor pagar.

2) Em cidades como São Paulo, o eleitorado também costuma se dividir em três. A esquerda tem a simpatia de 30% dos paulistanos. A direita tem seus 30%. Outros 40% são disputados a cada confronto. O que se verifica, entretanto, é que a ala destra midiocrata tem estabelecido um diálogo freqüente e eficaz com significativa parcela desse eleitorado de centro.

3) Nesses processos, que se repetem em outras cidades, o anti-petismo tende a alinhar todos os "inimigos" da esquerda na prova do segundo turno. Os números da apuração mostraram que Marta Suplicy mal conquistou os eleitores de Soninha, a moça seduzida por José Serra num camarote do Parque Antarctica.

À parte essas considerações, é necessário que se leve em conta o papel determinante da mídia na definição das eleições. Mais descarada do que em outras ocasiões, a imprensa paulista e paulistana trabalhou diuturnamente para desconstruir a imagem de qualquer candidato que se apresentasse sob a legenda do partido de Lula.

No caso da terra bandeirante, os principais difusores de opinião, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, trabalharam disciplinada e obedientemente para incompatibilizar a candidata petista com o eleitorado.

O "relaxa e goza" foi repetido mil vezes pelos articulistas. Pintou-se a loura como arrogante, fútil e até como esposa infiel. Tudo que era particular foi incluído no processo de injúria e difamação.

No entanto, a primeira indagação de cunho pessoal lançada contra o candidato Kassab gerou um escândalo conveniente e hipócrita. A revolta dos midiocratas foi imediata e para lá de estridente.

Em Agosto de 2.008, por exemplo, o articulista Contardo Calligaris, da Folha, disse o seguinte à revista Imprensa:


- Não estamos falando apenas da divulgação do imposto de renda, mas inclusive com quem ele [político] transa. Isso interessa a todos a partir do momento que é candidato.


Já em Outubro, no calor da disputa pela Prefeitura, mudou de idéia:


- Para a maioria, menos desavisada do que parece, essas perguntas assinalam que as campanhas de Marta e de McCain estão dispostas a uma boa dose de indignidade moral para se manterem em vida.

Para esse tipo de funcionário do publisher José Serra, a coerência não tem a mínima importância. Se necessário for para atender seu chefe, o articulista pode bem defecar na cabeça de seus leitores. Faz parte desse tipo de jogo de sabujos.

O jornalismo da Folha nos brindou com inúmeros outros exemplos dessa estratégia de esculacho informativo.

No dia 24 de Outubro, por exemplo, a versão eletrônica do jornal tratou alucinadamente da carta enviada pela Prefeitura a famílias que seriam despejadas.


O título deveria entrar para os anais do cafajestismo midiático:


- Marta arma pegadinha para Kassab em debate com suposta carta de despejo.


O termo "pegadinha" leva o leitor a acreditar que se trata de uma farsa, numa referência que coloca sob suspeita a candidata. Afinal, é isso que as pessoas entendem da expressão. "Pegadinha" é a tramóia lúdica de Sérgio Malandro. Coisa de enganar. Coisa de iludir.

Em seguida, utiliza o termo "suposta" para descaracterizar a denúncia. Os vassalos tecladores da Folha nem se deram ao trabalho de checar a informação. Os assessores de imprensa do DEM talvez fossem mais cuidadosos do que os folhistas em questão dessa importância.

No dia seguinte, o mesmo UOL reconheceu a autenticidade do documento num texto truncado, ilustrado por um Kassab sorridente em meio a um bando de correligionários, numa festa no bairro da Liberdade. A Folha, tal qual porta-voz do candidato, afirma sonsamente que a carta foi coisa do "quarto escalão" da Prefeitura.


Opus Estadão


Para liderar a campanha de Kassab, o Grupo Estado precisou submeter-se a um radical processo de modificação na cobertura da área de Cidades.

Desde Abril, o editor-chefe José Roberto Gazzi (ex-editor de Cidades) trabalhou para transformar a redação em uma espécie de agência de publicidade. A estratégia principal foi exagerar o impacto das obras de Kassab e, ao mesmo tempo, esconder tudo que lhe fosse negativo. No Estadão, os jornalistas obraram estimulados por mimos generosos ou coagidos pelo implacável chicote.

A supervisão desse trabalho esteve a cargo de Carlos Alberto Di Franco, numerário da Opus Dei, emissário no Brasil da ultra-conservadora Universidade de Navarra e diretor do curso Máster em Jornalismo. Estranhamente, deu as costas a seu colega de seita, o alquimista desempregado.

Entre outras atividades, Di Franco costuma aliciar jovens jornalistas e conduzi-los a cursos de "aperfeiçoamento" na Espanha. O ferrenho defensor da moral e dos bons costumes, discípulo do Monsenhor Escrivá, continua respeitado pela família Mesquita, mesmo depois que foi encontrado em trajes sumaríssimos vagando assustado pelas margens do Rio Pinheiros.

O Estadão tratou de informar com timidez ou simplesmente ignorar todos os lances da prisão do fiscais mafiosos da Mooca, na Zona Leste. Os líderes do grupo eram o braço direito do subprefeito e um dedicado cabo eleitoral de Kassab. Boa parte das matérias levantadas pelos repórteres acabaram na lata de lixo do editor-chefe, usuário permanente do chamado "telefone azul", linha de conexão direta com o governador José Serra.


A negligência vermelha


O processo de desconstrução da imagem da esquerda tem como referência também a incapacidade das lideranças em oferecer respostas rápidas e assertivas às falsidades e deturpações produzidas pelos midiocratas.

Logo após o embate entre policiais civis e militares, diante do Palácio dos Bandeirantes, o editor-chefe de todos veículos de comunicação foi à TV imputar ao PT e à CUT a responsabilidade pelo conflito.

Ora, se o governador usa som e imagem para acusar uma entidade, o que se espera dos caluniados? Qualquer manual básico de guerrilha informativa dirá: valha-se do mesmo "canal" (a TV) e desminta o acusador no tom indignado que a situação exige.

O presidente do PT estadual (que é jornalista!!!), entretanto, preferiu emitir uma notinha escrita para rebater as acusações. Se estivesse alerta e soubesse lidar apropriadamente com o problema, deveria ter convocado uma coletiva de imprensa. Assim, diante das câmeras, poderia contestar o governador.

A burocracia interna, a desmobilização da militância e a ausência de uma política de comunicação efetiva têm produzido sérios danos à esquerda brasileira, especialmente ao PT.

As respostas são lentíssimas. Por vezes, não há resposta alguma. Os midiocratas afirmam o que bem entendem, sem contestação. Muitas vezes, os próprios petistas se orgulham (ridiculamente) de aparecer na Folha ou no Estadão, o que apenas empresta credibilidade a seus algozes.

Até recentemente, parte dessa campanha difamatória permanente era combatida no boca-a-boca, na atuação determinada da militância. Esses grupos de abnegados, entretanto, remanescentes da excelente (e antiga) política de nucleação por bairros, desapareceram. O PT de base foi substituído pelo PT parlamentar e pelo PT das altas instâncias partidárias.


Perdidos e tontos


Poucos meses antes da eleição, a região Brás-Mooca sofria com a já citada livre ação da máfia dos fiscais. Ainda assim, o subprefeito local ganhou uma elogiosa matéria de capa, com 9 páginas, na revista Planeta Mooca, que tem tiragem de 10 mil exemplares. Eduardo Odloak, membro veterano da Juventude do PSDB, é ali tratado como um superstar pop. Nada se relata de suas ligações com a máquina da extorsão no comércio popular.

A esquerda distrital e municipal, entretanto, não apresentou qualquer contestação à cobertura laudatória. Subestima-se, hoje, tremendamente, o poder de persuasão da chamada imprensa de bairro. Nela, tanto na Capital, como em cidades do ABC, como Santo André, as forças conservadoras atuam de maneira ativa, comprando espaços editoriais para enaltecer seus representantes ou para enxovalhar a esquerda.

Entre perdidos e tontos, um ou outro ainda recorda a necessidade urgente de se constituir um "UOL vermelho" ou um jornal impresso que se proponha a oferecer informação limpa e variada. Afinal, não se pode pensar num veículo destinado a tratar exclusivamente de política.

Um dia antes da eleição paulistana, o Corinthians sacramentou seu retorno à elite do futebol nacional. Ao mesmo tempo, o Palmeiras perdeu de 3 a 0 para o Fluminense. São fatos importantíssimos no contexto do esporte, especialmente para os milhões de torcedores jovens que foram ler sobre esses jogos nos portais de Internet da Folha, do Estadão e da Globo.

Nesse momento, foram logo bombardeados por toda a campanha midiocrata a serviço dos candidatos conservadores. Ali, as manchetes tinham caráter imperativo, escoradas nas pesquisas de opinião: "Kassab deve ser eleito".

Na Itália, onde a esquerda enfrenta uma crise sem precedentes, acumulam-se inúmeros equívocos políticos e também uma desmobilização dos núcleos sindicais e cooperativos de militantes. Gramsci foi quase esquecido e não há um projeto pedagógico para a formação de novas lideranças. Os vermelhos lá são velhos, fenômeno que começa a se reproduzir também no Brasil.

Ainda assim, há pelo menos dois jornais de alcance nacional a serviço das idéias transformadoras, ambos com sites na Internet. Aqui, nem isso. Nada. Coisa alguma. Um vácuo de palavras. Vivemos uma ditadura informativa liderada por truões como Reinaldo Azevedo, Mainardi e outros pilantras bem remunerados. Enquanto isso, na sala de controle, os perdidos e tontos, órfãos da mídia, contentam-se apenas com migalhas .

Efeito Manada

Efeito Manada

Enviado por Alyda

Charges

Charges







27 outubro 2008

Contraversões eleitorais

Contraversões eleitorais


(Notas na contramão da ditadura da mídia mercantil)

1. Se os tucanos consideram que Lula foi derrotado, deveriam tê-lo atacado e colocado seu governo no centro da campanha. Se se fosse fazer a lista dos candidatos que elogiaram o Lula – incluindo até o Kassab -, o Lula seria o vencedor praticamente unânime no Brasil inteiro. Serra adianta que não será candidato anti-Lula e sim pós-Lula. Se o bloco tucano-pefelista é essencialmente opositor ao governo Lula, deveria ter outro candidato ou impor uma candidatura opositora frontalmente contra o governo Lula.

2. De fato, os partidos da base do governo são os grandes vencedores, tendo eleito prefeitos em 20 das 26 capitais. O PMDB e o PT, cada um com 6 capitais, são os maiores vencedores individuais.

3. Sobre transferência de votos, recordar que FHC, no seu primeiro mandato – no segundo, à altura em que Lula tem 80% de apoio, FHC tinha 18%, não teria o que transferir, senão um peso negativo -, viu o PT eleger prefeitos em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, entre outras capitais importantes, confirmando como o prestígio nacional não se transfere para o plano municipal.

4. FHC volta a falar da crise. Ele tem experiência: produziu três crises que quebraram três vezes a economia brasileira, as subestimou e foi fragorosamente derrotado nas eleições do fim do seu mandato e amplamente rejeitado até hoje. Poderia ser candidato a algum posto, se tivesse coragem de enfrentar a opinião dos eleitores sobre ele e seu governo, que nem mesmo o Alckmin defendeu, nas eleições presidenciais passadas.

5. A Globo deitou e rolou com seu poder monopolista na mídia carioca: fez tudo até conseguir tirar o Crivella do segundo turno (não por evangélico, mas por ser da TV Record, competidora da TV Globo), fez de tudo e quase conseguiu eleger o Gabeira. Em São Paulo, a FSP, o Estadão, o UOL, fizeram ativa campanha por Kassab, como verdadeiros boletins de comitês de campanha, valendo-se do monopólio midiático que detêm.

6. Os três governadores dos três principais estados conseguiram eleger os prefeitos das capitais. A banca governamental foi a maior vencedora da eleição, somando-se as prefeituras ganhas e os votos recebidos, sai amplamente ganhadora.

7. Os tucanos só garantem bom palanque em São Paulo, ainda assim descontadas as vitórias do PT e da base governamental no ABC, em Baurú, em Campinas e em outras cidades importantes do estado.

8. O antipetismo, como ideologia da classe média conservadora, tem seus núcleos mais fortes em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, com a diferença que neste estado não favorece os tucanos, mas o PMDB, partido da base aliada do governo.

9. Os eventuais efeitos da crise não tiveram nenhum efeito, apesar do clima de terror que a ditadura midiática tenta impor. Mas certamente torna-se um tema central de disputa ideológica, a capacidade de resistência da economia brasileira à crise e o que teria acontecido, caso os tucanos-pefelistas estivessem governando, com todas as fragilidades que impuseram à economia brasileira.

10. A mídia ditatorial foi o grande dirigente político da direita. Torna-se muito difícil um candidato que luta contra ela se impor, se não conta com as realizações do governo. A luta contra a hegemonia do capital financeiro e a ditadura da mídia mercantil são temas centrais para a democratização do Brasil.


Emir Sader é sociólogo e professor.Texto originalmente publicado no Blog do Emir.

25 outubro 2008

TRE se perde em julgamentos....

TRE se perde em julgamentos.....



E eu que pensei que a lei fosse interpretada da mesma forma para todos. Estava enganada.

Na notícia abaixo, Sergio Cabral apenas comentou a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento em propaganda veiculada na TV.
Em São Paulo, tivemos fotografia de cheque gigante, e foi colocado no site do Candidato Kassab para obras do Metro, que pode não ser uma inauguração agora, mas teve cerimônia como se fosse.

Pois é, quando teremos a lei interpretada igualmente para todos?????

Paulistano, gosta mesmo de ser enganado. Vamos ver daqui um ano se os mesmos que votaram em Kassabinho o boneco do Serra, admitirão que votaram nele. Eu dúvido.

TRE cassa prefeito eleito em Barra Mansa-RJ

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu negar hoje a diplomação do prefeito eleito em Barra Mansa, no sul fluminense, José Renato Bruno Carvalho (PMDB). Ainda cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o candidato. De acordo com o TRE-RJ, o então candidato veiculou no horário eleitoral gratuito uma cena ao lado do governador Sérgio Cabral, que comentava a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade e pedia votos para José Renato. José Renato obteve 39.319 votos, que vão ser considerados nulos. O montante representa 39,43% dos votos válidos na eleição de Barra Mansa. Com a cassação de José Renato, assume Ademir Alves de Melo (PSDB), que obteve 26.037 votos ou 26,11% dos votos válidos.

Na propaganda, Cabral dizia que Barra Mansa teria um avanço de qualidade na Saúde com a eleição de José Renato. Para o juiz Luiz Márcio Pereira, a cena trazia um forte potencial de influir nos resultados das eleições. No julgamento da 203ª Zona Eleitoral da cidade, foi aplicado apenas multa de 20 mil Unidades Fiscais de Referência (Ufirs) a José Renato e mais 15 mil à "Coligação do Bem" (PMDB, PTC, PSL, PSDC, PRTB, PMN, PSB), mas a coligação recorreu.

Na semana passada, o relator do recurso, juiz Célio Salim Thomaz, havia votado pela manutenção da sentença da juíza de Barra Mansa. O relator foi acompanhado pelo desembargador Luiz Felipe Francisco e pela desembargadora federal Maria Helena Cisne, quando o juiz Luiz Márcio Pereira pediu vistas, suspendendo o julgamento.

Na sessão de ontem, o juiz Luiz Márcio Pereira retomou o voto e pediu que, além de mantidas as multas, José Renato não fosse diplomado prefeito. Ele lembrou que, em todas as pesquisas, a saúde é apontada como "um dos maiores problemas pela população" e que a Justiça Eleitoral deve "zelar pela igualdade do pleito". O juiz Luiz Mello Serra acompanhou a divergência aberta pelo juiz Luiz Márcio e lamentou não poder ampliar a multa. Em seguida, a desembargadora Maria Helena Cisne anunciou que mudaria o voto e também negou o diploma ao prefeito eleito.

Fonte: O Estado

Serra em visita a Bauru e a greve da Policia Civil

Serra em visita a Bauru e a greve da Policia Civil

(Clique na imagem para ampliar)


Policiais civis fazem protesto durante visita no Centro

Mesmo pegando muita gente de surpresa, a notícia da visita de José Serra a Bauru na tarde de ontem se espalhou rapidamente. Ao saber da chegada do governador, policiais civis da cidade organizaram uma mobilização barulhenta no Calçadão da Batista de Carvalho. Ao final da manifestação, quando Serra já tinha deixado o Centro de Bauru, uma nuvem, aparentemente de gás pimenta, atingiu um grupo de pessoas que estavam pelo local. Uma garota atingida teve uma reação alérgica e permaneceu internada em observação no Pronto-Socorro Central (PSC) até o final da noite.

O governador José Serra chegou na Praça Rui Babosa às 16h15, onde um trio elétrico o aguardava. Neste momento, cerca de trinta policiais civis já esperavam Serra. Empunhando faixas, além de apitos e buzinas, eles cercaram a comitiva do governador e o acompanharam pela primeira quadra do Calçadão.

Os policiais tentaram marcar uma conversa com Serra, para discutir a greve da categoria que já dura 45 dias em Bauru, mas a iniciativa foi negada, de acordo com Márcio Cunha, delegado regional do Sindicato dos Investigadores da Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp).

Durante a visita do governador ao Calçadão e a manifestação dos grevistas, as opiniões da população eram divididas.

Assim que terminou de cruzar a primeira quadra do Calçadão, na rua Rio Branco, um carro já esperava o governador. Informações dão conta que após a volta pelo Centro de Bauru, Serra teria deixado a cidade.

Alguns policiais se dirigiram ao Bauru Shopping, já que o boato era de que o governador se dirigia para lá. O restante permaneceu no Calçadão, no cruzamento com a rua Gustavo Maciel. Do outro lado da rua, partidários de Caio Coube continuavam a agitar bandeiras do partido e a gritar o nome do candidato.

Gás

Em dado momento, alguém não identificado disparou gás, aparentemente de pimenta, entre as pessoas que estavam pela praça, entre elas, carreligionários e cabos eleitorais tucanos. Considerado arma não letal, no Brasil o spray de pimenta é um produto controlado, sendo considerado arma química de uso restrito e só pode ser utilizado pelas polícias Civil e Militar.

Muita gente sentiu o efeito do gás imediatamente, inclusive esta repórter. Ao menos três mulheres caíram ao chão pelo efeito do gás. “A gente não tem nada a ver com a greve deles. Jogaram esse negócio contra um monte de mulher”, criticou uma das garotas que carregavam bandeiras do candidato.

Ana Cláudia Travassos, coordenadora da equipe de farol do PSDB, foi atingida nos olhos. “Senti o spray em mim. Em seguida, vi três meninas caindo no chão”, contou, após ser medicada.

Ana Cristina Oliveira da Silva conta que assim que percebeu a nuvem de gás, tentou se afastar. Mas logo teve que socorreu a sua filha Meriza da Silva Alcides, 18 anos, que é alérgica e teve uma forte reação ao gás. “Paramos um carro na rua para levá-la ao Pronto-Socorro. Ela já estava com o corpo bastante mole, quando chegamos. Foi aplicada uma injeção anti-alérgica e também foi feita a lavagem dos seus olhos”, conta. A garota saiu da unidade de saúde por volta das 20h.

O militante tucano Veríssimo Barbeiro e o vereador eleito pelo PSDB Fernando Mantovani também foram atingidos. A Polícia Militar chegou no local momentos depois, quando a movimentação na praça já se dispersava.

Posição

Os policiais civis negaram ser responsáveis pela nuvem de gás de pimenta que surgiu ao final dos protestos. Para Márcio Cunha, do Sipesp, a mobilização dos policiais foi pacífica. “Não ofendemos ninguém, em nenhum momento hostilizamos o governador”, afirma.

Sobre o gás, Cunha afirmou que irá averiguar os fatos. “Se alguém, de forma irresponsável fez isso, o sindicato vai apurar, mandar para a Corregedoria”, afirma. “E em paralelo, o próprio sindicato moverá uma ação cível contra essa pessoa”, garante.

Fonte: Jornal da Cidade

24 outubro 2008

ACORDA SÃO PAULOOOOOOOOOO..............

ACORDA SÃO PAULOOOOOOOOOO..............

Serra e Kassab, a Máfia Paulista




Enviado por Daniel
Fonte: Desabafo Brasil

COM OU SEM MEDO DE SER FELIZ?

COM OU SEM MEDO DE SER FELIZ?


Fiquei pensando, onde foi que a Marta errou, onde foi que a campanha da Marta errou e cheguei na mesma conclusão que tinha chegado da outra vez que ela perdeu.

Eu ficava extasiada vendo a propaganda, as crianças dando cambalhota numa grama verde, mergulhando numa piscina azul turquesa e não compreendia como as pessoas não votavam nela.

Ficava tão na cara que ela era melhor, mais competente, mais humana, mais criativa e, sobretudo, mais feliz que o outro candidato.

Quando fui na inauguração da Galeria Olido e vi toda a população lotando o lugar, sem crachá, sem nada e olha, que era uma população da Avenida São João e tudo correndo às mil maravilhas, quando vi o Mercado Municipal com todos aqueles restaurantes no mezanino, a fonte do Ibirapuera, os túneis, tudo ficando pronto, os corredores, os pontos de ônibus, nunca antes imaginados, iluminados, com bancos pras pessoas sentarem, cobertura.

Dos CEUS nem vou falar porque sou capaz até de chorar, como chorei no primeiro que conheci.

Quando conheci o Projeto Boracéia com sua capelinha azul e seu canil para os cãezinhos dos moradores de rua, quando vi a Favela do Gato, transformada no Parque do Gato com todas aquelas cores e plantas, quando vi a mostra de cinema da gestão dela, a São Paulo Fashion Week, tudo que ela tinha pensado para o mundo fashion, quando via as praças com pista de skate, quando via minha faxineira chegando feliz em minha casa, pois já não precisava subir toda a Teodoro Sampaio a pé, depois do bilhete único, quando via as ruas pavimentadas, a última festa de aniversário, o 25 de janeiro, o réveillon na Paulista, a Parada Gay, que se transformou na maior do mundo, quando vi finalmente as sub-prefeituras realmente funcionando - anos e anos se falou nisso naquela prefeitura - a mudança para a sede nova, a Praça da Sé, o Parque D. Pedro, o Pátio do Colégio, quando ia nas sessões de psicodrama do Centro Cultural São Paulo.

Tivemos aqui em São Paulo uma reunião com sei lá quantos prefeitos da Europa e outras tantas coisas que certamente estou esquecendo, aí, eu compreendi porque ela perdeu a eleição para o outro candidato: era bom demais pra ser verdade.


A gente não ia agüentar ainda mais.


A gente não ia agüentar o CEU Saúde.


A revolução que ela prometia pra zona leste.


A Rede CÉUS.


Não é fácil a gente perder o medo de ser feliz.


O PT exige muito da gente.


Afinal, vivemos tanto tempo com tão pouco, a gente ia levando, o marido bebe, bate na gente de vez em quando, mas a gente vai relevando, no dia seguinte chuta o cachorro e tudo fica por isso mesmo.


Do outro lado do rio, a ternura há muito tempo não aparece, a burocracia invade todos os cantos das casas, por mais cantos elas tenham, a vida quase não tem sentido, mas a gente vai levando, a gente acaba se acostumando, amanhã ganha um anel de brilhante e tudo fica por isso mesmo.


Pra que mudar meu Deus?


Não tá bom do jeito que tá?


Então deixa o Kassab aí, gente.


Ele não fez o Cidade Limpa?


Então, deixa o Kassab aí, gente.


Na inauguração da Galeria Olido, existia uma instalação chamada AURORA, que embora eu tenha esquecido exatamente como, dava a impressão de uma aurora mesmo, aquele momento em que o dia nasce e eu pensei: é realmente a aurora de um novo tempo.


Há quatro anos era bom demais pra ser verdade, estaremos preparados hoje pra ser felizes?


Pra mim a questão é essa: a FELICIDADE ou deixa como está pra ver como é que fica.


Daremos o salto de qualidade ou não?


Qualquer seja o resultado das eleições de domingo, a vontade do povo é soberana, isso não dá pra negar e nem reclamar.


Mas por mais que a noite seja escura a aurora sempre vai chegar.


E se a gente quiser, se a gente realmente estiver disponível para a felicidade, ela pode chegar já.


Porque outra coisa também não dá pra negar: mas que se move (a terra), se move.



Por Sylvia Manzano

Kassab, comida podre....

Kassab, comida podre.....

Para a merenda escolar dos seus filhos..... paulistanos.




Isso é a Cidade Limpa????

Ou a Cidade Limpa que Kassab criou só foi para dar vazão ao plano de publicidade para o PIG????

Paulistanos, acordem.....

Eu ainda tenho fé e esperança em vocês!!!!!

23 outubro 2008

Kassab, desafiou! Mas fugiu.....

Kassab, desafiou! Mas fugiu......

É isso Paulistanos que vocês querem para São Paulo?
Vocês merecem muito mais......
Pensem....reflitam.... comparem....
Pode se enganar alguns por algum tempo, mas não podem enganar a todos por muito tempo.
Acordem!!!!!! Antes que seja tarde. São Paulo e o povo não merece isso.


22 outubro 2008

Bush chama Lula para debater crise com G8 e emergentes

Bush chama Lula para debater crise com G8 e emergentes



O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, convidou na terça-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar de uma reunião com as maiores economias do mundo sobre a crise financeira global.
Segundo fonte do governo, em telefonema por volta das 17 horas, que durou aproximadamente 15 minutos, Bush perguntou se Lula aceitaria discutir soluções para a crise e como evitar que esse choques contaminem a economia real.
O encontro ainda será agendado por Bush, mas deverá ocorrer em meados de novembro, segundo sinalizou o próprio presidente dos EUA. A intenção de Bush é reunir o G8 e os principais países emergentes.
De acordo com a fonte, Lula respondeu positivamente e considerou imprescindível o encontro para que os líderes mundiais possam debater esse tema.
Há duas semanas, Bush retornou uma ligação de Lula para falar sobre a crise e disse que as medidas adotadas pelo governo norte-americano começariam a surtir efeito em duas semanas e meia, tempo que está perto de se completar.
Outro assunto da conversa dos dois presidentes foi a liberalização do comércio mundial. Bush quis saber alguns detalhes da recente viagem de Lula à Índia, onde o presidente brasileiro conversou sobre a eventual retomada da Rodada de Doha.
Em julho, em Genebra, as negociações chegaram a um impasse entre Estados Unidos e Índia em torno de salvaguardas ao comércio agrícola.
Lula, que antes de ir à Índia dizia que a retomada das negociações demandaria um gesto de boa vontade do governo indiano, fez um relato "positivo e otimista" ao colega norte-americano. Segundo a fonte, o presidente brasileiro contou a Bush que há um "clima favorável" ao entendimento.

Fonte: Reuters

21 outubro 2008

Aonde está a nossa defesa?

Aonde está a nossa defesa?

O que realmente conseguimos até hoje em luta contra a mídia golpista, com seus jornalistas e colunistas comprados até o último fio de cabelo?
Temos que lutar por isso. Temos que lutar para que consigamos mesmo reverter o que se descreve abaixo. Afinal da publicação desta matéria que foi em 31 de Outubro de 2006 até hoje se passaram 2 anos e nenhuma atitude mais concreta foi tomada.
A nossa mídia se resume apenas aos blogs e alguns meios de informação. Como reverter isso???
Precisamos, e urgente, de preferência para ontem fazer algo.


Imprensa Livre: a montagem de um mito moderno


A escola Serjão

Sérgio Motta, o Serjão, ex-ministro das Comunicações de FHC (de janeiro de 1995 até o dia de sua morte, 19 de abril de 1998), era um sujeito extremamente pragmático e direto.

É dele a avaliação de que o tucanato inaugurava em 1995, com o professor Cardoso, "duas décadas de hegemonia e poder" no Brasil. Eles quiseram fundar um novo "getulismo com sinal trocado", sem Getúlio, com FHC, e com a famigerada inserção subalterna do Brasil na onda neoliberal de Reagan-Thachter. Exatamente o contrário do que Getúlio Vargas propugnou e construiu.

Serjão (foto) afirmava que, para isso acontecer a pleno, era preciso haver um total domínio da mídia, não apenas dos empresários donos de jornais, rádios e TV's, mas sobretudo dos jornalistas, dos que militavam e escreviam artigos e matérias de qualquer natureza no dia-a-dia das redações. Questionado sobre como era possível arregimentar tantos apoios naquilo que se constituiria uma verdadeira "revolução cultural tucana nas redações", mais uma vez aflorou o hiper-realismo e o ultra-objetivismo do homem que foi o braço direito e parte do cérebro do professor Cardoso, Serjão virou-se para o pálido interlocutor e disse:

- Jornalista come na mão, se farto for o grão!

Teorias e papers acadêmicos sobre a invencível tendência direitista e antidemocrática da mídia mundial da atualidade (por que não é um fenômeno exclusivo do Brasil, ao contrário) precisam, pois, levar em conta esse dado comezinho e quase vagabundo da realidade, qual seja, o aspecto subjetivo da canalhice e da sordidez humana na montagem do mito moderno da imprensa livre.

Serjão e seus epígonos não ficaram duas décadas no poder – felizmente – mas a infraestrutura midiática desse projeto de getulismo com sinal trocado ainda está intacta. E com altas taxas de remuneração ao seu público interno. Hoje, ser um jornalista de direita dá muito dinheiro, e é um business como qualquer outro.

Fonte: Diário Gauche

E postado no blog aqui

"Solteiro sem filhos", ou: O brejo nos aguarda em São Paulo

"Solteiro sem filhos", ou: O brejo nos aguarda em São Paulo


Pra que ninguém se faça fantasias, aí vai um trecho do que lerá no Estadão quem leia o Estadão.
É da lavra de Gaudêncio Torquato (argh!). Está (inteiro) na pág. 2 do Estadão de domingo aqui.
Desnecessário dizer (eu, de fato, já cansei de repetir e não voltarei a isso) que 'argumentos' do tipo "eles perseguem o PT" (por mais que, sim, os adversários do PT 'persigam' o PT e surpresa seria se não o fizessem), NÃO RESPONDEM a esse tipo de discurso.

"Solteiro sem filhos" (mais uma semana, será "solteiro responsável, que não esquece a camisinha") e "forma exacerbada de marketing" (mais uma semana será "o marketing sem 'ética' do marketeiro de Lula) serão os motes, daqui em diante.

Por que eles acham as palavras-rótulos e nem os petistas nem os comunistas conseguem achar sequer palavras-respostas?

O brejo nos aguarda em SP.

Enviado por Caia Fittipaldi
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"O paradoxo que chama a atenção é o que cerca Marta Suplicy, de perfil progressista e inovador. Sua história, vale reconhecer, endossada pela condição de sexóloga e psicóloga, prima por se identificar com a causa das minorias étnicas e de movimentos libertários, particularmente as associações de defesa dos homossexuais. Como se explica a propaganda na contramão de sua trajetória? Como coexistem a defensora dos direitos humanos e a questionadora de um solteiro sem filhos que se candidata ao cargo de prefeito de São Paulo? Causa estranheza o fato de que o braço direito de Lula, o assessor Gilberto Carvalho, atuando na linha de frente da campanha petista, também defende a estapafúrdia pergunta. Teria ele se dado conta de que os estilhaços desse tresloucado tiroteio batem na digna ex-prefeita Luiza Erundina, eleitora da candidata?

Está em xeque a forma exacerbada de marketing que João Santana, o marqueteiro do presidente, ainda pratica. Como se sabe, as campanhas eleitorais do Brasil têm sido contaminadas por um viés que privilegia a forma em detrimento do conteúdo, apela para a emoção das massas, fabrica factóides, jogando nas nuvens as promessas mirabolantes. Santana continua a aplicar as lições aprendidas com seu mestre, Duda Mendonça. Que importa se a pergunta se veste ou não com o manto ético? O que importa é ver um eleitor preso na teia psicológica e disposto a aceitar a ordem imposta pelo marketing. E a ética? Ah, é um bicho abstrato que só interessa a intelectuais.

Acontece que esse bicho faz coceiras e deixa marcas indeléveis sobre a pele de certos candidatos, marcando-os por toda a vida. As marcas aprofundam o chamado fenômeno da rejeição. Há perfis, como de Paulo Maluf, que exibem sinais fortes da coceira. Já a candidata Marta, cuja rejeição se tem mantido na alta faixa dos 35%, apenas reforça convicções já formadas em torno de seu conceito quando mantém postura rancorosa, a denotar prepotência. Rejeição é um composto que agrega história pessoal, forma de apresentação e expressão, além do palco onde circula o ator político. Não é da noite para o dia que a coceira vai embora. Pomadas cosméticas de propaganda podem aliviar, mas não curar a doença. Uma frase mal pronunciada, um trejeito, uma pergunta discriminatória recompõem as feridas que enfeiam o corpo.

O eleitor sabe distinguir a identidade, coisa real, da imagem, sombra artificial.

20 outubro 2008

Mídia Brasileira Rola na Lama

Mídia Brasileira Rola na Lama



A retranca dessa matéria na revista ÉPOCA que está nas bancas é: ELEIÇÕES 2008.
Truculência e trapalhadas do governo Serra viraram questões eleitorais.
A imprensa brasileira virou piada!!!

Comentário Adauto Melo

Matéria aqui, pois me recuso a colocar até um trechinho.....

Mas se querem se revoltar, leiam!!!!

Atenção: Modificaram-se ONTEM as leis sobre propaganda eleitoral! ACREDITE QUEM QUISER!

Atenção: Modificaram-se ONTEM as leis sobre propaganda eleitoral! ACREDITE QUEM QUISER!


Contando, ninguém acreditaria. Pois está aí: o TSE modificou a legislação eleitoral... NA 6ª-FEIRA, PRATICAMENTE ONTEM!

A notícia está em Migalhas

Piremos todos, ou restabeleça-se a moralidade, né-não?!
Modificaram-se 6ª-feira passada, praticamente ONTEM, a lei sobre propaganda eleitoral!

Quem duvide, leia aí:


Alterações

TSE permite que jornais veiculem opiniões sobre candidatos em seus sites na internet

Reunidos em sessão administrativa extraordinária ontem, 17/10/2008, os ministros do TSE decidiram, por maioria, alterar a Resolução 22.718/2008, que trata das restrições impostas às empresas de comunicação social, mais especificamente às emissoras de rádio e televisão e aos seus sites na internet em ano eleitoral.

A alteração permite, a partir do segundo turno dessas eleições, que os sites mantidos pelos órgãos de imprensa escrita não sejam incluídos na proibição de expressar opinião favorável ou contrária a candidatos. Essa proibição seria direcionada especificamente às emissoras de rádio e TV, ou seja, meios de comunicação que dependem de licença de autoridade por constituírem serviço público.

A proposta foi apresentada pelo presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, ao analisar um mandado de segurança do jornal Estado de São Paulo S/A e pela Agência Estado, por meio do qual questionaram as restrições.

De acordo com o jornal, o artigo 21, que trata das restrições relativas à programação normal e o noticiário no rádio e na TV trouxe no último parágrafo a afirmação de que "as disposições deste artigo aplicam-se às páginas mantidas pelas empresas de comunicação social na internet e demais redes destinadas à prestação de serviços de telecomunicações de valor adicionado".

A defesa das empresas argumentou que, embora não pertençam à categoria de radiodifusão, detém sitos na internet e a restrição quanto aos sítios mantidos pelas empresas de comunicação social na internet violam seu direito à livre informação e opinião.

O ministro Ayres Britto sustentou que, na qualidade de veículos de comunicação que se dedicam à imprensa escrita, as empresas do Grupo Estado não dependem de licença governamental, ao contrário de emissoras de rádio e televisão, que são serviços públicos outorgados por meio de concessão ou permissão pelo governo federal. Por esse motivo, é vedado às emissoras de rádio e TV exercerem qualquer influência nas disputas eleitorais.

O relator do caso, ministro Marcelo Ribeiro, divergiu desse entendimento ao considerar que a intenção do legislador, na elaboração da Lei das Eleições (lei 9.504/97 - clique aqui), foi estender a vedação a todos os órgãos de comunicação que tenham sites na internet. Ele propôs deixar a resolução como está e adiar a discussão para a próxima eleição, em 2010. Nesse sentido foi acompanhado pelo ministro Arnaldo Versiani.

Os demais ministros, no entanto, acompanharam o presidente para alterar a resolução em favor dos jornais impressos que têm páginas na internet.

"Todo o tempo que tivermos para sair em socorro da liberdade de informação e de comunicação é pouco. Devemos imediatamente facultar aos requerentes o uso das possibilidades da internet nos seus sítios próprios, seja como veículo de informação ou propaganda, porque os jornais podem sim ter preferência por essa ou aquela candidatura", afirmou o ministro Ayres Britto.

De acordo com o ministro Ayres Britto, a decisão apenas explicita o significado do parágrafo terceiro, do artigo 45 da Lei 9.504/97, que se refere apenas ao rádio e a televisão, portanto, não haveria porque proibir os jornais. "Site de órgão de comunicação social só conhece restrição se for do rádio e da televisão", afirmou.

O ministro disse ainda, que, com essa nova interpretação, não há necessidade de declarar a inconstitucionalidade do artigo 21 da resolução, como sugeria o mandado de segurança. Lembrou também que a própria CF/88 (clique aqui) (artigo 220, parágrafo 6º) distingue claramente a mídia impressa das outras mídias.

Comentado e enviado por Caia Fittipaldi


O triste fim do Caso de Santo André

O TRISTE FIM DO CASO DE SANTO ANDRÉ
AJOELHA E REZA PRO PASTINHA
DÊ GRAÇAS PELO "VIDRO MOIDO NO ALMOÇO"


Por Laerte Braga


A partir do segundo dia do seqüestro em Santo André era possível prever que o namorado da moça, Lindenberg não iria entregá-la. A grande dúvida dele estava no matar e suicidar-se. Se o primeiro momento foi um impulso desvairado, o segundo foi de percepção da besteira e o terceiro o de agora não tenho alternativa. O clássico "seja o que Deus quiser", forma de transferir a responsabilidade para o imponderável.

Em meio a esse processo a Polícia Militar de São Paulo. Na véspera da tragédia policiais militares e policiais civis haviam entrado em conflito na capital e a preocupação do governador José Serra era com os estragos que o confronto poderiam trazer à sua candidatura a presidente da República.

O desfecho do seqüestro, qualquer que fosse, na cabeça de Serra, era o de menos. A GLOBO estava ali mesmo ao alcance das mãos e das verbas públicas para veicular a "verdade" do governador. E o fez, no anúncio da morte da jovem Eloá Cristina Pimentel, a pressa em apresentar as condolências à família e exibir dor e autoridade fingidas no propósito de deixar implícito que tudo foi feito corretamente mas...

Não foi possível. São coisas da vida.

Em seguida o pedido de desculpas pelo anúncio falso e o clássico o "o culpado foi fulano que me informou errado".

Essa forma cínica de ver as coisas pode ser transposta para a ação policial nos quatro dias em que Lindenberg manteve a jovem em cativeiro e em alguns desses dias, a amiga Nayara Silva.

Nunca ninguém vai entender o comportamento do comandante da operação ao permitir que a jovem voltasse ao apartamento, ou tentasse negociar com Lindenberg, já com um perfil traçado e que sinalizava em comportamentos diversos daqueles de criminosos comuns, logo, imprevisível até certo ponto, previsível noutro.

Que a jovem Nayara tenha recebido a recomendação de só chegar até determinado ponto da escada não isenta o comandante da PM na operação do erro crasso e passível de responsabilidade criminal, pois trata-se de alguém com 15 anos de idade. O entrar no apartamento, o suposto "erro" da jovem, "desobedecendo" as instruções do coronel comandante, foi tão somente um gesto de desespero para tentar salvar a amiga, buscar um final diferente do que aconteceu, ou mesmo uma exigência de um tresloucado, privado de seus sentidos, na conversa fiada que iria soltar Eloá.

Continue lendo


Passadas as primeiras vinte e quatro horas do fato era um entendimento primário que se estava lidando com uma pessoa transtornada, sem perfil de criminoso, perturbado e num momento agudo da perturbação, logo os planos para a invasão teriam que estar prontos, as chances de Lindenberg soltar as moças eram mínimas.

Sua mãe e suas irmãs já haviam feito apelos, àquela altura uma ou duas promessas já haviam sido feitas e não cumpridas e Lindenberg consciente ou não tinha a certeza que sua história com Eloá estaria terminada ao final do seqüestro.

A afirmação do coronel comandante que a invasão ocorreu após ter sido ouvido um tiro não justifica e nem necessariamente é verdadeira. Tiros haviam sido disparados antes em dias anteriores, um logo no início do seqüestro.

É claro que qualquer negociação em casos semelhantes, seja para retardar e ganhar tempo ensejando uma ação policial que resolva, até sabendo dos riscos, é lógico existem, é sempre uma alternativa. A capacidade de perceber e prever os fatos é dever do policial militar. Polícias militares não estão habituadas a lidar com crime. São braços do poder, sabem como agir em protestos contra políticos, em lutas reivindicatórias de categorias de trabalhadores, mas contra o crime sabem o trivial e recheiam esse trivial com a improvisação, a perplexidade com fatos como o de Santo André (Lindenberg não é um criminoso nos padrões comuns dos que costumam praticar esse tipo de ação, nem antecedentes criminais tem).

Difícil para um PM, seja praça ou seja oficial entender todo esse processo, todo o seu conteúdo em todo o seu espectro, pois foge á rotina de baixar a borduna e outras coisas mais.

A invasão, tardia à primeira vista, foi um desastre fácil de prever, uma reação que me parece muito mais raivosa que propriamente pensada, se levarmos em conta que ocorreu após Lindenberg não ter cumprido, outra vez, a promessa de libertar as jovens. Foi quando recebeu as garantias do Ministério Público que sua integridade física seria garantida. Chegou a assumir um compromisso com o representante do MP e com seu advogado que assim o faria.

Tudo bem que o local, o apartamento pequeno, as dificuldades de acesso sejam um fator a complicar a invasão. Mas isso tinha que ter sido previsto. Como tinha que ter sido previsto que inexperiente, transtornado e agora acuado, Lindenberg reagiria da forma que reagiu, até porque, deveria estar com o dedo no gatilho o que nenhum conhecedor de armas, seja criminoso ou não faz num momento de ação, exceto na hora de disparar.

O que os filmes exibidos nas diversas redes de televisão mostram é que após a explosão da bomba dita de efeito moral, o tempo para que os policiais entrassem no apartamento foi mais que suficiente para que Lindenberg baleasse as jovens num gesto reflexivo e de desespero. De raiva inclusive, pois sabia que a hora do término da aventura tresloucada era também a hora do fim de sua história com Eloá.

Houve demora na ação final. Falta de preparo, falta de planejamento adequado?

Há uma lição para além do fato em si e proporcionada pelo fato.

O aparelho de segurança, sobretudo as polícias militares não estão preparadas para manter a segurança, garantir a integridade do cidadão, combater e prevenir o crime. Estão aptas apenas a manter a ordem vigente no interesse dos que governam, das elites, dos que mandam, dos donos.

Eloá, Nayara e Lindenberg são apenas nomes que em um ou dois anos estarão esquecidos e a lógica manda dizer que no momento em que for colocado numa cela com outros presos Lindenberg será trucidado.

O que o caso expõe com toda a clareza, sem nenhum disfarce é que a segurança pública é lastimável quando se trata de situações como essa envolvendo pessoas do povo (vamos usar essa expressão).

Proporciona as redes de tevê como a GLOBO piques de audiência para exibir uma sociedade carcomida pelo modelo político e econômico, que não cogita nem de Eloá, nem de Nayara, muito menos de Lindenberg.

Apela à comoção popular sem que o assunto seja discutido a fundo, em sua essência.

Policiais civis de São Paulo estão em greve por melhores salários e melhores condições de trabalho. A ditadura militar sucateou as polícias civis e privilegiou as militares na mente distorcida e arbitrária da barbárie ditatorial. A democracia não mudou nada disso.

Polícia é uma instituição civil. Polícias militares são resquícios sombrios e truculentos do império, historicamente associadas aos antigos "coronéis" da antiga Guarda Nacional. Para começar a pensar em segurança pública como direito do cidadão e dever do Estado é preciso começar a pensar assim: polícia é uma instituição civil destinada a combater o crime preventivamente e na repressão dentro da lei.

Com um básico indispensável, fundamental, que passa por salários justos (o risco da atividade por si só a diferencia de algumas outras).

Como está o aparelho de segurança dos estados brasileiros é só um arremedo de autoritarismo e prepotência dos donos. É lícita a greve dos policiais civis prevista para todo o Brasil. É mais que greve. É um alerta ao cidadão comum que situações como a vivida em Santo André são corriqueiras no dia a dia. O que são jornais hoje, em tevês, os impressos, rádios, que não amontoado de crimes que começam em Daniel Dantas, passam pelo stf com gilmar mendes, terminam em Lindenberg?

As vítimas? Vão ser sempre Eloás, Nayaras, que pagam com as vidas, ou as contas. No modelo atual são números, entram para as estatísticas, logo logo William Bonner vai estar noticiando ou outro crime, ou a falta de ranhuras no aeroporto de Congonhas, ou transformando eleições num show, ou vendendo a ideologia dominante nas novelas, nos programas ditos infantis em toda a estrutura opressora que caracteriza e garante o modelo falido e perverso em que vivemos.

Uma espécie de formigueiro onde as formigas operárias trabalham e dão a vida pela rainha que por aqui tem muitas faces. Uma delas é José Serra. E na soma dos formigueiros por diferentes que sejam as rainhas, sempre estarão presentes os zangões prontos a impedir qualquer protesto, ou qualquer reação, garantindo os tronos.

Um clube de amigos e inimigos cordiais no faz de conta que estou triste com o que aconteceu. Que vou tomar providências.

Vai nada. Nunca tomaram providência alguma que não seja o aumento das respectivas contas bancárias próprias e dos seus, tudo em torno do poder.

Não querem tratar segurança pública com coragem, não querem encontrar solução. Fica como um ex-prefeito tucano numa cidade de Minas que ao tomar conhecimento da morte de uma criança por falta de atendimento médico num posto de saúde pública saiu-se com essa: "estão fazendo tempestade em copo d'água, crianças morrem todos os dias".

Quer ser prefeito outra vez e igualzinho a Serra anda assinando compromissos quaisquer que sejam, pois compromisso antes de eleições significam uma coisa, depois são papéis a serem atirados à lata de lixo. Serra fez isso e olha que assinou o seu diante das câmeras da GLOBO.

Por mais que o coronel comandante explique o que aconteceu o que de fato aconteceu, da parte da PM paulista foi uma demonstração de incompetência e despreparo. PMs não são polícias. São instrumentos repressores do poder, só isso. Não sabem lidar com gente e nem atribuem valor algum a gente que não esteja no comando. Exceto naqueles filmes de propaganda em que veiculam a fantasia da segurança pública.

São formados historicamente no DOI/CODI (formados pelo professor Ustra) e em massacres como o de Eldorado do Carajás e Carandiru.

Ah! Em janeiro tem Big Brother Brasil nona edição, com quarto espelhado e os heróis de Bial. Saímos da tecnologia Ustra (primata) para a de ponta. O DOI/CODI GLOBO a cores e ao vivo.

Maria da Conceição Tavares: “Não vejo Brasil, Índia e China em recessão”

Maria da Conceição Tavares: “Não vejo Brasil, Índia e China em recessão”


Decana dos economistas brasileiros, referência para a reflexão sobre momentos de crise, a economista e professora Maria da Conceição Tavares, 78 anos, demonstra apreensão com a crise financeira internacional , que poderá resultar em recessão nos países desenvolvidos.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, edição desta sexta-feira (17), ela diz que não vê riscos, pelo menos até o final de 2009, de uma recessão no Brasil, nem na Índia, nem na China, que têm bons fundamentos econômicos. Entre os BRICs , a exceção, no caso, seria a Rússia, que depende do petróleo.


A economista também declara-se indignada com as operações de derivativos cambiais realizadas por grandes empresas brasileiras, e não esconde a preocupação com os Estados Unidos, onde o crédito permanece congelado e o governo não toma medidas para reprimir os bancos que levaram dinheiro mas não o fazem circular pela economia.

"Acho, na verdade, que as autoridades americanas são de Wall Street. Esta é a grande diferença entre a crise de 1930 e a atual", dispara Conceição.

Leia a íntegra da entrevista


As medidas tomadas pelos governos americano e europeus, injetando trilhões de dólares para recapitalizar os bancos, serão suficientes para restabelecer os fluxos de crédito?

Não. Mas afastaram o colapso do sistema financeiro ao garantirem que nenhum banco grande vai quebrar. O que está acontecendo no mundo inteiro é que os governos injetam dinheiro e os bancos não o fazem circular. No caso europeu, vão botar interventores nos bancos que estatizaram e vão intervir. Mas, os Estados Unidos não têm essa tradição. Em 1930, estatizaram os bancos, mas o pessoal não está com medo de 1930. Os americanos são ultraliberais e o Paulson [ Henry Paulson, secretário do Tesouro] era homem de banco de investimento. Ao invés de o governo americano penalizar os gestores desses bancos pela desordem financeira, entregaram os recursos a esses mesmos gestores.

O que acha que o governo dos Estados Unidos deveria fazer?

O crédito nos Estados Unidos está congelado. O Fed ( Banco Central americano) está até descontando duplicatas. No mínimo, o que deveria ser feito é demitir os gestores desses bancos, comprar a maioria das suas ações [51%, em vez de 25%] e passar a gestão para a competência do Fed e do Tesouro. Mas essas autoridades monetárias não são brilhantes e só fizeram bobagem. Quem tem culpa dessas bolhas é o Greenspan [Alan Greenspan, ex-presidente do Fed]. Ele só dizia "é uma bolha" e falava da irracionalidade dos mercados no sentido moral, como se eles fossem racionais. E não fazia nada para impedir que elas explodissem. Acho que as autoridades econômicas americanas são de Wall Street. Esta é a grande diferença da crise atual para a de 1930.

Mantida a situação, pode vir recessão?

Pode acontecer recessão nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, pois o crédito é o motor do capitalismo. Acredito que quem sofrerá mais com a recessão serão os Estados Unidos.

E como isso impacta os países em desenvolvimento, em particular o Brasil?

Tirando a Rússia, não vejo [no grupo dos Brics] Brasil, China ou Índia entrando em recessão. A Rússia está mal parada porque depende do petróleo. Mas o resto pode diminuir dois pontos percentuais nas taxas de crescimento, mas acho que estão blindados da recessão até o fim de 2009. Para adiante não se enxerga mais nada. Tudo dependerá do que acontecer no ano que vem com os países desenvolvidos.

O que pode afetar mais o Brasil?

Crédito e câmbio. Os fundamentos do Brasil são bons e pela primeira vez vamos atravessar uma crise sem problemas no balanço de pagamentos e na dívida [externa]. A origem do nosso problema de crédito foi a disparada do dólar, por causa da fuga dos investidores estrangeiros da bolsa e dos problemas dos derivativos de câmbio sobre grandes empresas "compradas", como Aracruz, CSN e Votorantim. Todas envolvidas na brincadeira dos derivativos, que acabou levando os bancos a perderem dinheiro. Foi por aí que começou nosso aperto de crédito.

Como assim?

Não tínhamos nenhum problema no setor imobiliário, nenhum problema nos bancos. Eles não estavam metidos em operações lá fora. Não especularam lá fora. Mas, aqui, o pessoal fez o favor de especular em derivativos de câmbio, uma montanha de derivativos-fantasmas. Se fosse só hedge, quer dizer, se nossos exportadores grandes - estou falando de Sadia, Votorantim, CSN; parece que tem mais uns 200 exportadores, mas de porte menor -, tivessem feito apenas hedge para se protegerem da flutuação do câmbio, tudo bem. Isso é um derivativo normal com um câmbio tão instável quanto o nosso. Mas apostaram contra o dólar, a favor do real, não entendo por quê. Por que acharam que o BC ia continuar ortodoxo? E acharam que não iam contaminar o mercado com os derivativos. Tanto que Sadia e Votorantim perderam dinheiro. Eles têm banco também deles, mas não adiantou. A Votorantim fazer uma dessas, o pai da pátria, o maior empresário nacional. Dizem que o Antonio Ermírio não sabia de nada, mas o gerente de câmbio, para variar, é um desses meninos de gravatinha, totalmente especulativos. Como se entregou o departamento de câmbio de uma empresa daquele tamanho para irresponsáveis, o resultado foi esse.

E o Banco Central, como agiu?

Tinha que intervir quando o dólar chegou a US$ 1,80. O contrato de recompra entre as empresas e os bancos rezava que, quando chegasse a esse patamar, o banco podia recomprar a operação. Mas o dólar passou de US$ 1,80 e as empresas exportadoras, para não irem ao diabo, tiveram que comprar, para não ficar a descoberto, e pressionaram o mercado, levando ao "overshooting".

O que o Banco Central deve fazer diante do aperto de crédito?

Vai ter que apertar os bancos, que estão sentados na liquidez e empoçando o crédito para empresas, como acontece no resto do mundo. Os bancos brasileiros, apesar de sólidos, não estão emprestando. Se o BC está dando redesconto e diminuindo o compulsório, está dando liquidez para eles, mas eles ficaram assustados com os derivativos e estão empoçados. Então, o BC já deu a cenoura para eles e está na hora de aplicar o "stick" [porrete]. Se não emprestarem para empresas boas, o BC tem que dar o aperto de novo. O BC tem que brigar com o mercado, pois nossa circulação financeira está entupida. Quanto mais entope, maior é o risco de se ter um trauma. Tem que intervir no mercado de crédito para não permitir que a economia capote.

E o dólar, pode ter nova disparada?

Batemos o recorde mundial de fazer um "overshooting" do dólar por pura especulação das grandes empresas com o câmbio. O pior, acho que já passou, pois as outras empresas envolvidas nesse negócio são menores. Mas é preciso ficar de olho no câmbio. Se tiver outra disparada do dólar, pode dar problema. Mas o que me preocupa no momento é o BC não deixar a flutuação do câmbio ter intervalo acima de 5%, para cima e para baixo. É complicado para a formação de preços para as exportações e importações. Crédito à exportação depende da taxa de câmbio. Tem que intervir vendendo direto no mercado.

E a taxa de juro?

É preciso recomendar ao Copom para não subir o juro a esta altura do campeonato. Se fizer alguma coisa, o melhor é baixar. De um modo geral é bom dar uma parada. As tendências mundiais são de deflação e não de inflação.

Fonte: Valor Econômico

Mídia continua querendo quebrar o Brasil

Mídia continua querendo quebrar o Brasil


Folha de São Paulo: Crise já ameaça R$ 28 Bi de obras de infra-estrutura

Aqui rebatida pelo Blog do Valente

Padrão de Beleza

Padrão de Beleza


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19 outubro 2008

PSDB - Pior Salário do Brasil

PSDB - Pior Salário do Brasil

Imagens que refletem tudo....


Em São Paulo



No Rio Grande do Sul


E não esqueçam que eles são contra o Piso Salarial dos Professores.
Esse é o jeito Tucano de governar.
Tudo contra a população.

Vocês sabiam porque foi aprovado a lei da cidade limpa em São Paulo, (limpa no sentido de outdoors, porque no resto continua suja como seus governantes)????
Para que todo o processo de publicidade voltasse para os jornais, que estavam ficando sem publicidade. Pensem nisso.
Os mesmos jornais que hoje só saem em defesa do Governo, para a população com suas reivindicações não existe.
O seqüestro: é você sob a mira de um revólver

Como o povo paulista foi seqüestrado e humilhado pelos criminosos da falange midiocrata

Mauro Carrara

A mocinha mais encantadora da escola, olhos meio tupinambás, cabelos negros e compridos, alegre e falante, teve o cérebro atravessado por um fervente projétil de arma de fogo. Eloá é a vítima mais visível do desgoverno insano e cínico que mantém São Paulo em cativeiro desde Março de 2.001, quando ascendeu ao trono estadual o suserano alquimista. Ser paulista, hoje, equivale a viver num buraco imundo, úmido e molhado, sob a mira trêmula de um revólver, mas diante de uma TV que anuncia maravilhas da autoridade midiocrata.

Os paulistas sofrem, sobretudo, por conta da educação com padrões de quinto mundo, cujo projeto foi iniciado pela secretaria Rose Neubauer, há 13 anos. O Estado converteu-se, assim, na terra dos jovens analfabetos, zumbis sociais, filhos do regime de "aprovação automática".

No campo das obras públicas, sob a bandeira de treze listras, prospera o paraíso das empreiteiras e dos "gatos". As irregularidades se multiplicam, mas o campo de força da Assembléia Legislativa impede qualquer investigação detalhada sobre a farra com o dinheiro público.

Não bastasse a máfia dos pedágios e aquela dos fiscais associados aos parceiros do DEM, parte de São Paulo ainda foi entregue ao crime organizado. Quando o acordo sofre ameaças, o PCC simplesmente assume o controle de toda a gleba, como ocorreu em Agosto de 2.006.

Unanimidade sob vigilância do editor careca

São Paulo já sofrera muito, outras vezes, sob a direção de embusteiros como Ademar de Barros, Laudo Natel e Paulo Maluf. Estes, no entanto, encontravam aqui e ali o julgamento crítico, e muitas vezes a oposição, de veículos da imprensa hegemônica e dos jornalistas.

Constituído pela aliança dos setores quatrocentões, pela elite industrial e pelos ventríloquos do neoliberalismo bandeirante, o sistema de governo tucano cuidou, desde 1.995, de privar o Estado de qualquer debate público de idéias.

Esse controle se faz pela cooptação de profissionais de imprensa, muito bem remunerados, pela censura prévia exercitada nos "aquários" das redações e pela duras punições aplicadas aos jornalistas não-alinhados.

Nas redações da Barão de Limeira e da Marginal Tietê, há os chamados "telefones azuis", pelos quais o dono da mídia paulista, o calabrês José Serra Chirico, encomenda matérias, edita verbalmente textos e determina demissões.

"O Serra mandou" é frase comum, pronunciada em cochichos nas redações dos dois principais jornais paulistas.

Quando o calvo mandatário se vê ocupado, destaca algum de seus lugares-tenentes para a função de editor-chefe. Pode ser Aloysio Nunes Ferreira Filho, José Aníbal ou Angelo Andrea Matarazzo, tido orgulhosamente no PSDB como o "Chuta-mendigo", por conta de sua política de perseguição ao povo-de-rua.

Como pagar a conta da subserviência

Ao arrendar a imprensa paulista, entretanto, tucanos e demônios necessitavam oferecer uma contra-partida ao publishers aposentados dos jornalões. Considerada a queda vertiginosa da venda de anúncios nas mídias tradicionais, bolou-se um plano espetacular.

A prefeitura serrista-kassabista proibiria toda a comunicação dos pequenos, especialmente a publicidade de rua. Com isso, o comércio teria de fazer o caminho de volta à mídia tradicional. Assim nasceu o projeto "Cidade Limpa", defendido com unhas e dentes pelos dois pesados jornais e pelas emissoras de rádio e TV envolvidas no projeto.

Doze meses após a implantação da lei, dados internos de Folha e Estadão mostravam que os anúncios impressos haviam crescido entre 18% e 22%, englobando setores como o varejo automotivo e o negócio imobiliário.

Em adição, mimos e promessas de "inclusão" midiática garantem o apoio religioso de formadores de opinião, como do apresentador José Luiz Datena, do sub-humorista Marcelo Tas (do programa CQC), do animador de festas Carlos Tramontina e do teleator dramático Boris Casoy.

No caso da parceria demoníaca, é preciso fazer caixa para manter essa hegemonia informativa. Desse modo, as subprefeituras se converteram em estações de captação de recursos.

A principal central de coleta é a subprefeitura da Mooca, na qual as quadrilhas de fiscais costumam agir livremente. Recentemente, a ação criminosa se tornou tão escancarada que a polícia foi obrigada a enjaular o braço direito do subprefeito e um dedicado cabo eleitoral do alcaide Celso Kassab. Aricanduva, Lapa, Santana e Vila Prudente vivem processos semelhantes, de formação de caixa a partir da exploração do comércio informal.

Mesmo com as provas obtidas pelo Ministério Público, entretanto, a mídia arrendada apenas finge cobrir esses casos. Atira-se, convenientemente, tudo para baixo do tapete.

O paulista diante de seu algoz

Há quem diga que o doentio apoio popular ao governo de intervenção midiática se deva a uma espécie de Síndrome de Estocolmo, denominação que expressa a estranha afeição que seqüestrados desenvolvem por seus algozes. Outros apostam no paralelismo entre o modus político do grupo encastelado no poder e a alma ancestral do paulista de botinas, escravizador de índios.

Por fim, há quem acredite na inoculação permanente de poderosos sedativos e alucinógenos nas veias do paulista. Em cativeiro, para manter-se dócil, ele recebe diariamente cargas de drogas midiáticas. Por isso, jamais questiona, por exemplo, a responsabilidade do governo midiocrata na tragédia do metrô, que vitimou sete cidadãos-contribuintes.

Esse também seria o motivo pelo qual o cativo não atribui ao governador qualquer culpa na baderna urbana que opôs, na porta de sua casa, policiais civis e militares. Afinal, José Serra apresenta seu próprio telejornal e determina aos reféns paulistas que é "tudo culpa do PT e da CUT".

Em Santo André, no drama de Lindembergue e Eloá, o senhor de todas as emissoras, permitiu que seus funcionários microfonados reprisassem o filme "A Montanha dos Sete Abutres", estrelado por Kirk Douglas, no papel de um jornalista fracassado que prolonga o drama humano para ter o que contar a seu público (assistam ao DVD e confiram a semelhança). O resultado da armação foi parecido: uma intervenção desastrada e a interrupção brutal de um sonho de vida. No entanto, será que só isso serve para despertar sua atenção, você que é outro dos seqüestrados?