23 novembro 2006

Senadores ou moleques?


Senadores da oposição pintam e bordam durante a legislatura, quando chegam às eleições, não sabem por que são derrotados.
A proposição do senador Efraim do PFL-PB é um exemplo, dar um 13º salário para quem recebe o bolsa-família, ele não é tão burro como parece para saber o que isto significaria, o fez com o intuito de dificultar a gestão do PT e segundo a imprensa, foi motivo de gracejos de toda a oposição.
O senador Heráclito fortes PFL-PI, falou em aposentadorias para quem tem bolsa-família, segundo o próprio, vamos aumentar a bondade. O que eles esquecem é que durante a última eleição, satanizaram o bolsa-família como um programa puramente eleitoreiro.
O que eles teimam em ignorar, é que estes fatos chegam ao conhecimento dos eleitores, que cada vez mais ficam irritados por pagar regiamente a estes senhores para que eles fiquem com molecagens num local que deveria ser um pouco mais respeitado.
São dois senadores que podem ser usados como exemplo do tipo de senadores que temos.
São políticos calejados, experientes, mas não aprenderam e não vão aprender nada.
Espero que os eleitorados paraibano e piauiense tomem conhecimento dessas palhaçadas desses dois senhores e se recordem desses fatos nas eleições.
Pensem estes dois senhores no tempo que estão perdendo e fazendo perder no estudo de coisas mais sérias e úteis para o país.

Paulo Nolasco de Andrade
Que Dom Aldo me perdoe, mas...

Bolsa Família vicia os pobres, diz CNBB
Romoaldo de Souza


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defendeu nesta sexta-feira a revisão do principal programa social do governo Lula, o Bolsa Família. "Há avanços, mas constatamos que o programa vicia. No meu trabalho, vejo pessoas que não querem trabalhar ou mulheres engravidando para receber auxílio-gravidez. Não é por aí, é preciso capacitação para o trabalho", falou Dom Aldo Pagotto, presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB.

Que Dom Aldo Pagotto, presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB me perdoe, mas não foi esta a igreja católica que conheci.

A igreja que conheci fazia a opção pelos pobres e miseráveis, de várias maneiras. Na cidade em que nasci, praticamente tudo que se refere à benefícios sociais foram conseguidos através do trabalho da igreja com a comunidade.

O começo foi com um jardim de infância onde fui alfabetizado por freiras italianas missionárias, onde Paolo foi como aprendi a escrever o meu nome. O ginasial era exclusivo a quem pudesse mandar o filho estudar fora, até que se construiu o curso ginasial, vindo depois o curso normal. Finalmente a construção de um hospital.

Todas as construções tiveram o mutirão como base principal, tijolo por tijolo, laje por laje.

Esta foi a igreja católica que conheci, o espiritual era fortalecido pela maneira de se conseguir o material, com base na fé e na união dos participantes. Ela nos ensinava a não ficar de braços cruzados esperando que os benefícios surgissem por milagres, ou nos fosse dado por políticos, era uma igreja que atuava junto ao povo. Daí a sua fortaleza. Era uma igreja de fé, mas principalmente de participação na transformação social.

Hoje, leio sua crítica com base na afirmação ” No meu trabalho, vejo pessoas que não querem trabalhar ou mulheres engravidando para receber auxílio-gravidez. Não é por aí, é preciso capacitação para o trabalho”. Acho Dom Aldo, que é muito pouco para uma crítica, será que no seu trabalho, também não vê pessoas que se beneficiam de outras maneiras? O que a nossa igreja tem feito de concreto e palpável para mudar este cenário, alem de críticas?

Digo a nossa igreja, pois ainda sou católico, embora afastado, certamente pelos novos rumos adotados.

Desculpe-me a petulância, Dom Aldo, será que não seria interessante repensarmos o papel da participação de nossa igreja junto à sociedade? Trocarmos o contemplativo pelo participativo?

Faço esta sugestão, mas francamente não sei se este espaço é recuperável, já que hoje é ocupado pelas ONGs de fachada,que tiveram um pouco mais de visão.


Paulo Nolasco de Andrade
Que importância tem FHC?


PSDB só fala com Lula quando ele esclarecer escândalos, diz FHC
Manchete de matéria no OI internet.



Já não estou entendendo mais nada.

O ex-ex-presidente passa oito anos destruindo o Brasil, sem contar seu tempo nos ministérios em governo anterior, desmontando a máquina pública, doando os bens públicos, engavetando denúncias de escândalos, comprando parlamentares para aprovar a reeleição, evitando CPIs via bancada governista, conclui dois mandatos sem nenhuma denúncia investigada, embora hajam muitas.

Deixa a presidência com um índice de reprovação enorme, é repudiado até por seus correligionários, basta lembrar que na campanha do Alckmim, ele só foi aceito num palanque quando tudo já estava perdido, conseguindo um público de aproximadamente 2000 pessoas, incluindo transeuntes.

Passa toda a última campanha como um analista político tresloucado só falando asneiras, e ainda se acha no direito de fazer exigências para aceitar um convite, falar com Lula.

Uma pergunta que peço resposta: Com o passado acima relembrado, qual a importância desse cidadão nesse processo de coalizão do Presidente Lula?

A única que me surge, seria um gesto simbólico de boa vontade, nada mais.

Que contribuição poderia este ser abjeto dar a um projeto de estado democrático com uma visão social?

A única importância que vejo neste cidadão, é como réu, nas investigações das denúncias pelas quais ele passou livre, e pelo que vejo, jamais será julgado, a não ser pelo voto popular que já o condenou.



Paulo Nolasco de Andrade
Jornalismo-zero: na Folha de S.Paulo, não se salva nem o Horóscopo!


Segue o festival de horrores do jornalismo-zero, na Folha de S.Paulo. Não se salva nem o horóscopo?!

Hoje, em "Astrologia", de Barbara Abramo (FSP, 23/11/2006, aqui (assinantes), lê-se.

Júpiter encerra sua passagem por Escorpião, finalizando ciclo de sorte para o governo federal. Lua crescente: em 28/11
Decisão equilibrada


O Juizado Especial Cível proibiu expressamente a ocupação da BR-290. Nem o MST, nem os ruralistas podem ocupar a estrada, sob pena de multa de R$ 5 mil diários. As manchetes dizem que o MST foi proibido. Meia verdade. Os dois estão proibidos. O objetivo das vistorias nos acampamentos dos sem-terra e nos dos ruralistas é o mesmo: desarmar os dois movimentos. Além da BR-290, os dois movimentos não podem ocupar rodovias federais e em seis municípios: Livramento, Quaraí, Cacequi, Rosário do Sul, São Gabriel e Dom Pedrito. Os dois movimentos também não podem marchar um em direção ao outro.

Beatriz Fagundes
Fonte: Jornal O Sul do Dia
O 13º do Bolsa-Família


De forma surpreendente, o Senado, ontem – na falta do que fazer –, aprovou um projeto de lei que inclui um benefício de natal, tipo um 13º, para o Bolsa-Família. Líderes aliados e de oposição reagiram negativamente. Juntos, o ETeimoso, o Quico, o Pateta e até mesmo o Gordo e o Magro. Todos os patetas de plantão se posicionaram contra tamanha debilidade mental, social e ideológica. O incrível é que cada um desses comediantes de araque – pois desprestigiam a categoria dos profissionais que vivem para fazer a humanidade rir de si mesma – recebe mais de R$ 120 mil por mês. Provavelmente, é do seu próprio salário que eles tiram as idéias para aprovar leis tão ridículas quanto esta – 13º salário para benefício social. Estão acostumados a, por quase nada, receber 13º, 14º, 15º salário. Não é sério!!!!

Beatriz Fagundes
Fonte: Jornal O Sul do Dia