10 setembro 2008

Publicitário deixa campanha de Alckmin e ataca serristas

Publicitário deixa campanha de Alckmin e ataca serristas


Lucas Pacheco culpa tucanos ligados ao governador por problemas no programa
Marqueteiro diz que "lobos em pele de cordeiro" fizeram orquestração para espremer Alckmin; "não dá para fazer campanha autista", afirma


FOLHA - Qual foi a linha decidida antes de o programa de TV estrear?

PACHECO - O primeiro programa foi para o ar em 20 de agosto. Reapresentava o Geraldo ao eleitor. No segundo programa, dois dias depois, começamos a executar a estratégia de colocar o dedo na ferida. Dos problemas da saúde, da educação. O Tobias da Vai-Vai cantava um samba quase fúnebre que dizia que faltam mais de cem mil vagas nas escolas e nas creches. No dia seguinte, um sábado, o mundo tucano-kassabista, ligado ao governo do Estado, caiu sobre a cabeça do candidato. Começou uma pressão insuportável. Diziam que estávamos batendo na gestão do Serra na prefeitura. Estávamos mostrando os problemas. Não dá para fazer campanha autista.


FOLHA - Como o sr. responde ao que dizem que a propaganda de Alckmin é tecnicamente ruim?

PACHECO - Não temos os recursos das outras duas campanhas, feitas, aliás, por dois profissionais por quem tenho o maior respeito [João Santana, de Marta Suplicy, e Luiz Gonzalez, de Kassab]. E temos menos tempo. Tinha de adotar uma estética mais próxima da vida das pessoas que sofrem. Mas os lobos em pele de cordeiro conseguiram contaminar o noticiário com a versão de que havia crise de formato, não de conteúdo. Vi coisas nesta campanha que fariam o malufismo corar.


FOLHA - Por exemplo?

PACHECO - As acusações de compra de delegados [por kassabistas] antes da convenção do PSDB. Isso na cidade mais avançada do país.


FOLHA - O sr. está fora?

PACHECO - Decidi sair depois de conversar com o Geraldo e com o Edson, para o bem do candidato. Quando você insiste numa tese, passa a atrapalhar o processo. Mas ponho a maior fé na campanha, no Raul Cruz Lima, que vai assumir, e na vitória. Depois de três meses, estou louco para ver meus netos.

Fonte: Folha

Acima trechos da entrevista do ex marqueteiro do Alckmin. O problema todo é que esses tipos pensam em ser prefeito de SP, e mais sonham em ser presidente do Brasil. É hoje o jantar indigesto que vai reunir, Serra, Alckmin, FHC, et caterva. Vai voar muita pena.

Postado: Por um Brasil Novo - Jussara Seixas


Comentário Caia Fittipaldi

Quando o marketeiro sai atirando, podem ter CERTEZA: tá faltando grana e o 'chefe' do marketeiro está totalmente sem cacife político (ou o marketeiro é perfeita besta). Aliás... quem confiasse em Alckministas sempre seria mau analista político.

O que elege não é nem o candidato nem o marketing. O que elege é (1) a grana; e (2) o aparato 'jornalístico'.

Não há marketing sem MUITA GRANA. E que Alckmim não tem dinheiro, tooooooooooooooooooooooooooooooooooooooodo mundo sabe.
Aliás, nem Alckmin, nem Kassab nem Serra têm dinheiro. Estão TOTALMENTE DUROS. A GRANA SECOU, pro lado da tucanaria.

Certo, aliás, certíssimo, está Paulo Maluf (que entende de marqueteiros, aliás, desde os anos 80, antes de haver Duda Mendonça, no mundo. Quem indicou Duda Mendonça a Paulo Maluf, foi Washington Olivetto. Maluf, naquela ocasião, queria contratar Olivetto. E Duda era um baiano totalmente inexistente. Está tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuudo contado no livro de Fernando Morais sobre a W-Brasil).

Paulo Maluf disse ontem que "Alckmin merecia um marqueteiro melhor" (está em http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u443429.shtml). Está super certo. Se Alckmin tivesse grana, contrataria melhor marketeiro. Sem grana, teve de se contentar com o que achou.

Alckmin e Kassab e Serra estão duros, totalmente sem padrinhos e sem grana de campanha.

Acho que a crise 'ética', que pôs os holofotes 'éticos' sobre as granas por fora, que sempre houve em todas as campanhas -- e, portanto, evidentemente, sempre houve muito mais nas campanhas tucano-uspeano-pefelês do que em quaisquer outras -- prejudicou, sobretudo a tucanaria paulista. ÓTIMO! EXCELENTE! Já estou quase convertida à 'ética' da D. Dora Kramer!

Então, totalmente sem grana, a tucanaria uspeana têm de valer-se do 'aparato' 'jornalístico' -- que é pago em folha pelos DES-jornalões e só tem de pagar umas merrecas, por fora, pros DES-jornalistas alugados. Então, estão malhando Alckmin, como malhariam qquer outro candidato que não fosse tucano uspeano. Supor que haja diferença entre Serra e FHC é tentar ver diferença entre os pêlos do ovo. Não havendo pêlo em ovo, não há diferença entre dois pêlos de ovo. Mas, sim, Kassab e Alckmin são ainda PIORES que qquer FHC-Serra.

Jamais, em 50 anos, houve piores candidatos udenistas (hoje tucano-uspeanos), em São Paulo. ÓTIMO SINAL!

Dado que Alckmin está TOTALMENTE SEM PADRINHOS e, portanto, sem dinheiro, vê-se agora a extensão da BURRICE que Alckmin cometeu, sentindo-se poderosissimo contra Serra. E vê-se também a extensão da burrice que Serra cometeu, por confiar em Kassabs. Eu acho totalmente ótimo que todos se detonem mutuamente.

E, sim, o marketeiro de Alckmin é ruim. Mas... ora essa! Foi o que deu pra contratar, sem grana. Tomara que se detonem, uns os outros (ou tomara que metam o pé na jaca da caixa-2. No desespero, sim, é bem provável que o façam. É dar corda e esperar. Eles se enforcarão. Mas, sim, serão livrados pelos gm, minúsculos. Esta luta é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito longa.

Agora, se trata de aproveitar o péssimo momento da tucanaria uspeana e eleger MARTA E ALDO REBELO, deputado comunista, orgulho do Brasil. Depois, virão outros passos.



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