02 novembro 2006

A DES-NOTÍCIA do dia, no Noblat: "Delegado da PF tenta intimidar jornalistas da VEJA"


Sr. Noblat, boa-tarde!

Me diga, por favor: se não é jornalismo (e não é), e (ainda) não é ex-blog, que diabo de trabalho de DES-noticiar e DES-informar vc faz aí, agora, associado ao Estadão?!

Acorda, Noblat! Saí daí, sô! Vc é um baita jornalista! Já pensô quando, um dia, eu escrever a sua história?! Ou a história do ex-FHC?!

Será que vcs dois e o Estadão acham que ninguém nunca escreverá a história do 'jornalismo' e da 'sociologia' uspeana tucano-pefelista e eternas udenistas (são histórias paralelas, complementares, pode-se dizer), nos anos iniciais do século 21 no Brasil, depois de tooooooooooooooooodo esse pessoal aí ter perdido as eleições?!
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Primeiro, porque esse negócio aí, de "tenta intimidar", não é notícia, né Noblat?! Tenha dó [risos muitos]. No máximo é futrica. No mínimo é 'notícia' alugada.

E se o delegado fosse muuuuuuuuuuuuuuuuuuito feio e, mesmo sem ele querer, os famigerados 'jornalistas' da revista NÃO-Veja, já logo, só de olharem pro delegado, já se sentissem intidados?! Como é que vc pode saber se o delegado "tentou" alguma coisa, ou se ele nem "tentou" nada?! Só falta, mesmo, é vc querer ME convencer de que vc seria o único jornalista DA GALÁXIA que acredita em jornalista, né?!

Crime de "tentativa", sacomé: só existe de roubo ou de assassinato ou de estupro. Esse papinho de "tentativa de enganar"... já é a enganação INTEIRINHA, Noblat (e, aliás, se não é crime, devia ser, né-não?!).

Ou então... E se os famigerados 'jornalistas' da revista NÃO-Veja já chegaram intimidados à delegacia... intimidados, digamos, por exemplo, por algum demônio interno, só deles-lá?!

Porque... é o seguinte: eu e o Noblat e o delegado e todo o universo sublunar talvez não saibamos JAMAIS o que a revista NÃO-Veja fez e faz... mas aqueles famigerados 'jornalistas' lá sabem, né?!

A gente sente! O Brasil está diferente! MUITO BOM!
Até há bem pouco tempo, era a revista NÃO-Veja que intimidava a polícia! Tá melhorando, né?!

Ainda falta muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito para a perfeição porque, pelo que o Noblat quis INVENTAR (não "noticiar"), o delegado apenas teria TENTADO INTIMIDAR.

Com o progresso da democracia brasileira, haveremos de chegar à perfeição democrática: qualquer polícia democrática SEMPRE intimidará MUITO qualquer jornalista antidemocrático... e inibirá, assim, pela simples intimidação moral, a prática de crimes 'jornalísticos' de lesa-democracia.

Qual seria o, digamos, "problema', Noblat, na sua opinião, e que você tentou DES-noticiar hoje?

Polícia é pra intimidar bandido, Noblat, né-não?! Vc queria o quê?! Que o delegado já logo prendesse-matasse-e-arrebentasse esses famigerados 'jornalistas' da revista NÃO-Veja aí?! Não pode, Noblat! Há governo democrático no Brasil!

Agradeça a Deus, Noblat! Vote Lula! Não seja mal-agradecido, Noblat! Vc já pensou se os jornalistas da revista NÃO-Veja fossem inimigos figadais, por exemplo, de algum um SS-Saulo-de-Alkcmin?!

Claro que não pode prender-matar-arrebentar NINGUÉM! Primeiro, intimida um pouco, baixa a crista dos e das Marcolas-aí empregados do Marcola-lá da revista NÃO-Veja. Vai perguntando, interrogando, vendo comé o negócio-ali... fala mansa... Igualzinho a gente vê na televisão: polícia SCIENTIFIC, Noblat, sacomé?

SORTE, mesmo, que o Noblat, às 16h20, só inventou uma reles "tentativa' de diz-que os 'jornalistas' da revista NÃO-Veja ficaram muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito intimidados".

Assim sendo, o delegado já logo pôde investigar, e imediatamente verificou que a tal de "intimidação" que o Noblat INVENTOU... era pura invenção do Noblat.

Aí, uma hora mais tarde (ainda enquanto o delegado poderia -- se ele quisesse, é claro --, intimidar muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito todos os famigerados 'jornalistas' da revista NÃO-Veja que, sim, estavam muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito preocupados -- pq são salafrários, mas não sou doidos), o delegado foi lá e perguntou prôs próprios famigerados, pessoalmente: "Alguém aí tá intimidado?!"

E (parece que tô até vendo a empáfia) uma das famigeradas-lá logo respondeu: "Eu? Claro que não?! Vc tá pensano o quê?! Que eu sô mulé de me intimidá?! Você sabe com quem está falano?! Eu sô da Veja, ô cara!"

Aí o delegado sossegou e tooooooooooooooooooooooooooooooooooooooodo mundo (até os famigerados 'jornalistas' da revista NÃO-Veja) logo viram que o golpe do Noblat tinha dado côs burros n'água.

Pra quê, então, me diga, Noblat, vc se prestar a esse papel HORRÍVEL, de dar trela pRA 'jornalista' da revista NÃO-VEJA?!
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Pra não perderem tempo indo até lá, leiam aqui:

(1) a msg do Noblat, às 16h22; e depois
(2) o que o delegado escreveu às 17h30 (não ao Noblat, é claro), mas a algum chefete lá, de Brasília, aqueles tucanos-pefelistas de que a PF ainda está INFELIZMENTE cheia, e que se prestou ao papel RIDÍCULO de dar bola pra Noblats e, rápido, passou o texto para o Noblat.
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(1) No Blog do Noblat (31/10/2006 ¦ 16:22): Delegado da PF tenta intimidar jornalistas da VEJA

Estão de volta à redação da revista VEJA em São Paulo os três jornalistas intimados a depor em inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar o vazamento de informações sobre o encontro clandestino de Freud Godoy, ex-assessor de segurança de Lula, com Gedimar Passos, preso com parte do dinheiro arrecadado pelo PT para comprar à Máfia dos Sanguessugas o dossiê contra políticos do PSDB.

Júlia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro foram os autores de duas reportagens publicadas pela VEJA: uma sobre as fotos do dinheiro do dossiê distribuídas à imprensa pelo delegado Edmilson Bruno; e a outra sobre a reunião de Freud com Gedimar quando esse ainda estava detido na sede paulista da Polícia Federal. Intimados a depor a respeito, compareceram acompanhados de advogados da Editora Abril.

Uma vez na sede paulista da Polícia Federal, foram claramente intimidados por um delegado que atende pelo nome de Moisés. Ele abriu a conversa com os jornalistas dizendo que a reportagem sobre o encontro de Freud com Gedimar era "uma falácia". Foi quando ouviu de Júlia Duaulibi:

- Se é uma falácia, por que a Polícia Federal abriu inquérito para apurar o vazamento de informações sobre o encontro?

O delegado passou a dirigir perguntas aos jornalistas que nada tinham a ver com o verdadeiro motivo que o levou a intimá-los. Quis saber por que a revista publicou a reportagem. Perguntou sobre quem pagara por ela. Perguntou pelo nome do editor da revista. Perguntou se o editor era ligado a algum grupo político.

Quando um dos repórteres reclamou que já estava ali por duas horas, o delegado respondeu:

- Está achando muito? Seu chefe vai ficar aqui por quatro horas.

Os advogados dos jornalistas foram proibidos de se manifestar. E as poucas observações que conseguiram fazer diante de perguntas e de respostas não foram levadas em conta.

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(2) No Blog do Noblat, mais tarde (31/10/2006 ¦ 17:26): VEJA - Delegado se defende

A seguir, documento encaminhado pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira ao delegado-chefe da Polícia Federal em São Paulo, Serverino Alexandre de Andrade Melo, com suas as [sic] explicações sobre os depoimentos dos repórteres da revista Veja:

"Com a finalidade de instruir os autos do IPL (inquérito policial) acima referenciado, informo a Vossa Senhoria que iniciei os trabalhos de oitivas de repórteres da Revista Veja no dia de hoje, na sala 906, do 9º andar, no prédio da SR/DPF/SP, por volta das 10:00 horas, tendo procedido à oitiva em declarações dos repórteres Júlia Duailibi de Mello Santos e Camila Cardoso Pereira, acompanhadas das Dras. Ana Rita de Elizabeth Mitiko Kobayshi, procuradora da República, e quando iniciava a oitiva em declarações do repórter Marcelo Theodoro Carneiro, também acompanhado da advogada e da procuradora acima mencionadas, fui procurado nesta sala por Vossa Senhoria, que indagou se havia acontecido algum problema com alguma das repórteres ouvidas, tendo em vista que havia notícias em Brasília de que esta autoridade havia tratado com grosseria a repórter.

No que esta autoridade tem a informar que os três repórteres ouvidos nesta manhã foram tratados com toda a cortesia e urbanidade possíveis sendo indagados somente sobre suas participações na reportagem da Revista Veja, edição nº 1978, ano 39, nº 41, de 18/10/2006, páginas 44 a 51, tendo cada um dos ouvidos declarado o trabalho realizado na reportagem mencionada.

Inclusive esta autoridade, quando retornou para a sala indagou à advogada Drª Ana Rita e à Procuradora da República Drª Elizabeth se havia acontecido algo estranho, as mesmas responderam que não, e que todo o trabalho estava transcorrendo dentro da normalidade, tendo esta autoridade dado seqüência aos seus trabalhos. Acrescento ainda que estavam presentes na sala de audiência os escrivães que auxiliam esta autoridade, Carlos Henrique Santos Rosa, mat. 2.431-065, e Ralph Gomes, mat. 10.102, que também assinam a presente informação."

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